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RESUMO: Várias são as características a serem consideradas na escolha de uma escala de avaliação: o objetivo e a utilidade clínicaClínica médica, no Brasil, também conhecida como Medicina Interna e Clínica geral, é a especialidade médica que trata de pacientes adultos, atuando principalmente em ambiente hospitalar. Inclui o estudo das doenças de adultos, não cirúrgicas, não obstétricas e não ginecológicas, sendo a especialidade médica a partir da qual se diferenciaram todas as outras como Cardiologia e Pneumologia.No Brasil, o especialista em Clínica médica deve cumprir, além do curso de Medicina, dois anos de Residência médica.Em Portugal, trata-se de um termo actualmente a cair em desuso. Em sua substituição, surgiu a Especialidade de Medicina Geral e Familiar, mais abrangente e de natureza diferente.

  1. Clínica
  2. Angiologia
  3. Cardiologia
  4. Dermatologia
  5. Endocrinologia
  6. Gastroenterologia
  7. Geriatria
  8. Hematologia
  9. Infectologia
  10. Nefrologia
  11. Neurologia
  12. Pediatria
  13. Pneumologia
  14. Psiquiatria
  15. Reumatologia
, o período de tempo que se pretende avaliar, a população-alvo, a existência de normas, o tipo de administração, o nível de treinamento necessário e o custo. Existem vários instrumentos, especialmente elaborados para cada objetivo específico: triagem, diagnóstico, avaliação do consumo e dos comportamentos associados, comprometimento de outras áreas, planejamento do tratamento, análise do processo de tratamento ou avaliação dos resultados. Deve-se evitar a utilização de instrumentos elaborados com uma determinada finalidade em outros tipos de avaliação. A existência de tradução e estudos de validação também é um fator a ser considerado.

 

ABSTRACT

Rating Scales of Drug Dependence: General Aspects

There are several parameters that should be considered when choosing an evaluation instrument: the purpose and clinical utility, the target population, the assessment timeframe, the availability of norms, the training required for administration, the kind of administration, and the costs. There are several instruments specially designed for each purpose: screening, diagnosis, consumption and related problems, other life area problems, treatment planning or outcome assessment. It should be avoid using instruments designed to a determined purpose to evaluate different situations. It is also important to consider the availability of the main psychometric measures: reliability and validity. The existence of translation is also an important factor to be considered.

Key words: Instruments; Scales Evaluation; Drug Dependence.

Durante muito tempo, a dependência de álcoolVeja dependência. e drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habi­tual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. era vista como um desvio de caráter, passando somente nesse século a ser considerada uma doença, avaliada não apenas sob a ótica da moral, mas também sob a da Medicina. Com isso, surgiu a necessidade de se avaliar o fenômeno e as intervenções nele realizadas de acordo com a metodologia científica. As avaliações passaram a ser questionadas quanto à sua reprodutibilidade, sendo substituídas por avaliações padronizadas. Além disso, a necessidade do estabelecimento de uma linguagem comum entre os pesquisadores que trabalham na área também contribuiu para o desenvolvimento de instrumentos padronizados, dentre eles as escalas de avaliação.

Uma avaliação adequada e abrangente é fundamental tanto para o desenvolvimento de um tratamento apropriado, como na pesquisa de problemas relacionados ao uso de substâncias psicoativas e da efetividade das intervenções. No entanto, a utilização de escalas pode ter objetivos diferentes nessas duas situações. Um médico clínico pode estar interessado na utilidade da medida como ferramenta no planejamento do tratamento, enquanto um pesquisador pode estar preocupado com a capacidade do instrumento de quantificar o impacto de uma intervenção. A padronização também permite uniformidade na administração realizada por entrevistadores com diferentes níveis de experiência, treinamento e filosofia (Allen e Fertig, 1995).

Seleção dos instrumentos

A avaliação pode ocorrer em diversas etapas e com diferentes objetivos, existindo uma gama de instrumentos disponíveis para cada situação. A escolha da escala a ser utilizada deve ser norteada por vários aspectos:

a)Objetivo e utilidade clínica - existem diferentes instrumentos desenvolvidos para cada tipo de avaliação específica, uma vez que instrumentos desenvolvidos para determinada finalidade em geral não são adequados quando utilizados para outro tipo de situação.

b) Período de tempo avaliado - há escalas mais adequadas para avaliação de um período recente e outras para períodos mais remotos ou "na vida".

c) População-alvo - embora a maioria das escalas tenha sido desenvolvidas para populações adultas, há outras especialmente destinadas, ou adaptadas, a grupos específicos como adolescentes e crianças, idosos, mulheres, etc.

d) Existência de padrões (normas) - especialmente importante quando se pretende comparar um indivíduo com a população da qual ele é oriundo. Sua importância é menor quando se fazem comparações entre grupos (casos versus controles) ou ocasiões (antes versus depois de uma intervenção).

e)Tipo de administração - alguns instrumentos são aplicados através de entrevista, outros por auto-aplicação. A escolha da forma de administração dependerá das circunstâncias, objetivo e disponibilidade de recursos humanos.

f)Treinamento necessário - varia de acordo com a complexidade das escalas. Enquanto algumas escalas são relativamente robustas, outras requerem um treinamento profundo. Em geral, recomenda-se pelo menos um treinamento básico e um projeto-piloto para garantir a uniformidade da aplicação e o entendimento adequado das questões formuladas.

g)Disponibilidade de escores computadorizados - algumas escalas permitem a aplicação por computador ou a introdução dos dados a fim de obter um escore computadorizado.

h)Custo financeiro - algumas escalas possuem copyright, cobrando taxas pela sua utilização. No entanto, a maioria é de domínio público, requerendo apenas a citação dos autores.

Em relação aos objetivos, pode-se classificar as escalas em oito categorias:

Instrumentos para triagem - destinados à identificação de indivíduos que provavelmente apresentam problemas relacionados ao uso/abusoabuso (de drogas, de álcool, de substâncias, de produtos químicos ou de substâncias psicoativas)Um grupo de termos muito utilizado embora com significados variáveis. Na 3a. edição revista do Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Norte-Americana (DSM-III-R), “abuso de subs­tância psicoativa” é definido como “padrão desajustado de uso indicado pela continuação desse uso apesar do reconhecimento da existência de um problema social, ocupacional, psicológico ou físico, persistente ou recorrente, que é causado ou exacerbado pelo uso recorrente em situações nas quais ele é fisicamente arriscado”. Trata-se de uma categoria residual, ao qual é preferível o diagnóstico de dependência, quando for o caso. O termo “abuso” é algumas vezes utilizado de forma desaprovativa para designar qualquer tipo de uso, particularmente o de drogas ilícitas. Devido à sua ambigüidade, o termo não é usado na 10a. revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) (exceto no caso de substâncias que não produzem dependência; veja mais adiante); uso nocivo e uso arriscado são os termos equivalentes na terminologia da OMS, embora eles geralmente digam respeito apenas aos efeitos físicos e não às conseqüências sociais. O emprego de “abuso” também é desestimulado pelo Escritório de Prevenção do Abuso de Substâncias dos EUA, embora expressões como “abuso de substâncias” sigam sendo amplamente utilizadas na América do Norte, para se referir, de modo geral, aos problemas do uso de substâncias psicoativas.Em outros contextos, o abuso já indicou padrões de uso não-médico ou não aprovado, independentemente das conseqüências. Assim, a definição publicada em l969 pela Comissão de Peritos da OMS em Dependência de Drogas foi “uso excessivo de droga, persis­tente ou esporádico, inconsistente ou sem relação com a prática médica aceitável” (veja uso indevido de álcool ou droga). de álcool ou outras drogasDrogas. Nesses instrumentos, dá-se mais ênfase àqueles com maior sensibilidade, enquanto nos instrumentos de diagnóstico uma grande especificidade é fundamental. Eles devem ser de aplicação rápida, não requerendo muito treinamento dos aplicadores. Para selecionar um instrumento desse tipo, deve-se levar em consideração também a disponibilidade de pessoal para providenciar o feedback e encaminhamento dos casos detectados. Há grande variabilidade de tamanho, abrangência e sofisticação nesses instrumentos: desde aqueles com apenas quatro questões, como o CAGE, até escalas computadorizadas com 350 itens, levando a variações no tempo de aplicação de 1 minuto a meia hora. São exemplos de instrumentos de triagem: AUDIT, CAGE, DUSI, MAST, POSIT, T-ACE. Alguns deles foram traduzidos e validados para o português (Masur e Monteiro, 1983; Wittchen et al., 1991, De Micheli e Formigoni, 1997).

Instrumentos para diagnóstico - permitem um diagnóstico formal ou quantificação dos sintomas

, de acordo com os principais sistemas diagnósticos. A maioria dos instrumentos é destinada a adultos, com tempo de administração muito variável (entre 5 minutos e 5 horas). A escolha do instrumento dependerá principalmente do objetivo: se pesquisa ou acompanhamento clínico. Há instrumentos baseados em sistemas diagnósticos dimensionais, isto é, que consideram o distúrbio parte de um continuum e, portanto, passível de quantificação. Outros instrumentos são categoriais, definindo o distúrbio baseadoUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidro­canabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão peri­férica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classifi­cados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva. na presença de um grupo de sintomas. O sistema diagnóstico mais utilizado nos Estados Unidos é o DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, da American Psychiatric Association), que se encontra atualmente na 4a edição (1994). Esse sistema é consistente com a CID [Classificação Internacional das Doenças Doença (do latim dolentia, padecimento) é uma condição anormal de um organismo que interfere nas funções corporais e está associada a sintomas específicos. Pode ser causada por fatores externos, como outros organismos (infecção), ou por desfunções ou malfunções internas, como as doenças autoimunes. A patologia é a ciência que estuda as doenças e procura entendê-las.Resulta da consciência da perda da homeostasia de um organismo vivo, total ou parcial, estado este que pode cursar devido a infecção, inflamação, isquémias, modificações genéticas, sequelas de trauma, hemorragias, neoplasias ou disfunções orgânicas. Distingue-se da enfermidade, que é a alteração danosa do organismo.O dano patológico pode ser estrutural ou funcional. O médico faz a História clínica e examina o paciente a procura de sinal (médico) e sintomas que definem a síndrome da doença, solicita os exame complementar conforme suas hipótese diagnóstica, visando chegar a um diagnóstico.O passo seguinte é indicar um tratamento. , da Organização Mundial de Saúde (OMS), que se encontra na 10a edição]. A maioria das escalas diagnósticas foi baseada no DSM-III-R, sendo as principais: ADS, CIDI, DrInC, RDS, SADD,SADQ, PRISM (anteriormente denominada SCID-A/D) e CIWA-A. A escolha do instrumento deve ser baseada no construto que precisa ser medido e no objetivo (clínico ou pesquisa) da avaliação. A adequação do instrumento à população avaliada e a existência de medidas de validade e confiabilidade também devem ser consideradas. Dependendo do tipo de abordagem terapêutica, algumas escalas podem ser mais vantajosas, por fornecerem dados complementares. Por exemplo, o RDS e a TRI avaliam a preocupação do indivíduo com o controle sobre o consumo, o que pode ser extremamente útil para abordagens cognitivo-comportamentais. Por outro lado, entrevistas extremamente estruturadas como o DIS-II-R, a AUDADIS e o PRISM são especialmente úteis em pesquisas epidemiológicas. Alguns desses instrumentos foram traduzidos para o português, entre eles o ADS, o SADD e o CIDI (Jorge e Masur, 1986, Miranda et al., 1990).

Instrumentos para avaliação do consumo de álcool e drogas - destinados a caracterizar e/ou medir a quantidade, frequência, intensidade e padrão do consumo. Esses instrumentos têm sido utilizados tanto em pesquisa como na clínica. Eles diferem em relação ao período de tempo pesquisado, podendo sofrer influência da atitude do entrevistador e do tempo decorrido entre a ocasião da aplicação e a época de consumo pesquisada. Alguns instrumentos são dirigidos ao consumo recente, outros referem-se ao último ano ou ao consumo na vida. Ao escolher esse tipo de medidas é necessário ter claro qual será a utilidade daquela informação, qual o período de interesse, quanto tempo o entrevistador disporá para realizar a entrevista e qual o nível de precisão dos dados de que necessita. Em geral, essas escalas avaliam a quantidade e a frequência do consumo.

Uma questão fundamental é a confiabilidade do relato. Apesar de alguns autores relatarem a negação do consumo pelos dependentes de álcool ou outras drogas, muitos estudos têm demonstrado que, sob circunstâncias adequadas, as informações colhidas são reais. As circunstâncias que favorecem o relato adequado são: o respondente não estar sob efeito de álcool ou outras drogas por ocasião da entrevista, segurança do sigilo da resposta, ambiente adequado e não-constrangedor e clareza na formulação das questões. Além disso, como a memória influencia muito a coleta desses dados é conveniente a inclusão de lembretes (por exemplo, a utilização de diários padronizados), que auxiliam a acurácia da medida.

Algumas das escalas mais utilizadas para avaliação do consumo de álcool são: QFV (quantidade e frequência - Cahalan et al., 1969), NIAAA QF (Armor et al., 1978), Lifetime Drinking Hissory (Skinner and Sheu, 1982; Sobell et al., 1988), Comprehensive Drinker Profile (Miller e Marllat, 1984), Computerized Lifestyle Assessment (Skninner, 1984). Para o consumo de outras drogas, tem sido utilizada história de uso de drogas psicoativas (Wilkinson et al., 1987; Galduróz e Andreatini, 1992) e de drogas pré-tratamento (Martin et al., 1991). Para avaliação das consequências associadas ao uso de álcool têm sido utilizados o SADD (Raistrick et al., 1983) e a ADS (Skinner et al., 1984) e, para drogas, o DAST (Skinner, 1982).

Instrumentos para avaliação dos comportamentos associados ao consumo de álcool e drogas - há instrumentos especialmente destinados à análise das situações de uso, ou risco, como o IDS e o IDTS (respectivamente, Inventário de situações de beberIngestão de bebida; especificamente, neste contexto, uso de bebida alcoólica. e do uso de drogas de Annis et al., 1987 e 1991, Silva et al., 1995), outros para análise da auto-eficácia SCQ - Questionário da confiança em situações (Annis e Graham, 1988) e DASES (Escala de auto-eficácia para evitar drogas, de Martin, 1992) ou da capacidade de enfrentamento (CBI - Inventário dos comportamentos de enfrentamento, Litman et al., 1983).

Instrumentos para avaliação do comprometimento de outras áreas - incluem-se nesse grupo escalas destinadas a avaliar especificamente áreas como Estado empregatício, financeiro, moradia, problemas legais, bem-estar psicológico, capacidade cognitiva, relacionamento familiar e social, história familiar de dependência(F1x.2)Em termos gerais, o estado de necessidade ou dependência de alguma coisa ou alguém para apoio, funcionamento ou sobrevivência. Quando aplicado ao álcool e outras drogas, o termo implica a neces­sidade de repetidas doses da droga para sentir-se bem ou para evitar sensações ruins. No DSM-IIIR, a dependência é definida como “um conjunto de sintomas cognitivos, comportamentais e psicológicos que indicam que uma pessoa tem o controle do uso da substância psico­ativa prejudicado e persiste nesse uso a despeito de conseqüências adversas”. Equivale aproximadamente à síndrome de dependência da CID-10. No contexto da CID-10, o termo dependência refere-se de maneira geral a qualquer dos elementos da síndrome. O termo é freqüentemente usado como equivalente de adicção e de alcoo­lismo.Em 1964 uma Comissão de Peritos da OMS introduziu “depen­dência” em substituição a adicção e hábito10. O termo pode ser usado de maneira genérica em relação a todas as drogas psicoativas (depen­dência de drogas, dependência química, dependência do uso de subs­tância), ou referir-se especificamente a uma droga em particular ou a uma classe de drogas (p.ex., dependência de álcool, dependência de opióide). Embora a CID-10 descreva dependência em termos aplicá­veis a todas as classes de drogas, há diferenças entre os sintomas de dependência característicos das diferentes drogas.De forma não qualificada, dependência refere-se a ambos os elementos físicos e psicológicos. A dependência psicológica ou psíquica refere-se à vivência de controle prejudicado sobre o beber ou o uso da droga (veja craving, compulsão), ao passo que a depen­dência fisiológica ou física refere-se à tolerância e aos sintomas de abstinência (veja também neuro-adaptação). Em discussões de orien­tação biológica, dependência é freqüentemente usada com referência à dependência física apenas.Ainda no contexto psicofarmacológico, emprega-se também dependência ou dependência física num sentido mais limitado para referir-se exclusivamente ao desenvolvimento de sintomas de absti­nência que seguem uma interrupção do uso de droga. Neste sentido restrito, a dependência cruzada é vista como complementar a tole­rância cruzada, e ambas definições referem-se somente à sintomato­logia física (neuroadaptação). de substâncias psicoativas, etc. Instrumentos usados para esse fim incluem: ASI, SADD, ADS, DAST, M-SMAST e F-SMAST, FES, FAM, SCL-90.

Instrumentos para planejamento do tratamento - há instrumentos destinados a auxiliar no desenvolvimento de um plano de tratamento, levando em consideração não só os aspectos diretamente relacionados ao uso de substâncias, mas também outros problemas. Isso é muito importante para permitir o estabelecimento de metas de curto, médio e longo prazo adequadas à realidade de cada paciente, buscando uma correspondência entre suas necessidades e as intervenções oferecidas. Incluem-se nesse grupo de instrumentos escalas para avaliar a prontidão ou disponibilidade para mudança, as expectativas dos efeitos das drogas, a auto-eficácia, a perda de controle, a história familiar de dependência de álcool e outras drogas e as condições sociais. Destacam-se entre esses instrumentos: ASI, T-ASI, FTQ, IDS, SCQ.

Instrumentos para análise do processo de tratamento - destinados a auxiliar o entendimento do processo de tratamento, incluindo a sua estrutura, as metas iniciais e intermediárias, etc. Muitos dos instrumentos utilizados para esse objetivo possuem poucos dados psicométricos, tendo sido utilizados num limitado número de estudos. Alguns deles se propõem a avaliar características gerais dos programas, incluindo sua estrutura, características dos profissionais e dos clientes, serviços oferecidos, políticas adotadas, etc. Destaca-se entre eles o TSR (McLellan et al., 1992).

Instrumentos para avaliação de resultados - destinados a avaliar os resultados finais do tratamento. Poucos instrumentos foram desenvolvidos especificamente com essa finalidade, como o DrInC (Miller et al., 1995), LDQ (Raistrick et al., 1994) e a ESA (Andrade, 1991). Além desses, instrumentos desenvolvidos para avaliação da gravidade e planejamento do tratamento têm sido utilizados para avaliação dos resultados. O exemplo mais comum é a ASI (McLellan et al., 1992). Uma característica a ser valorizada nesses instrumentos é a capacidade de detecção de mudanças. Vários trabalhos têm sido realizados para avaliar essa capacidade.

A escolha final dos instrumentos a serem utilizados deve levar em conta ainda a existência de tradução e a validação em nosso meio. é importante lembrar que a tradução feita pelo pesquisador, ainda que com bons conhecimentos da língua original na qual foi concebida a escala, deve ser complementada por revisão cuidadosa e tradução reversa (back translation).

A validação em nosso meio é um procedimento complexo e deve levar em consideração as variáveis culturais envolvidas. Cabe lembrar que a área de distúrbios por uso de substâncias psicoativas é bastante suscetível a essas variáveis (Room et al., 1996).

Autores

Maria Lucia O. Souza Formigoni1, Saulo Castel 2

1 Professora Adjunta, Pesquisadora do CNPq, Coordenadora da Unidade de Dependência de Drogas do Departamento de Psicobiologia - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
2 Médico Psiquiatra, Instituto de PsiquiatriaPsiquiatria é uma especialidade da Medicina que lida com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais em humanos, sejam elas de cunho orgânico ou funcional, tais como depressão, doença bipolar, esquizofrenia e transtornos de ansiedade.A meta principal é o alívio do sofrimento psíquico e o bem-estar psíquico. Para isso, é necessária uma avaliação completa do doente, com perspectivas biológica, psicológica, sociológica e outras áreas afins.Uma doença ou problema psíquico pode ser tratado através de medicamentos ou várias formas de psicoterapia.A avaliação psiquiátrica envolve o exame do estado mental e a história clínica. Testes psicológicos, neurológicos e exames de imagem podem ser utilizados na avaliação, assim como exames físicos. Os procedimentos diagnósticos variam mas os critérios oficiais estão descritos em manuais como a CID-10 da Organização Mundial de Saúde e o DSM-IV da American Psychiatric Association. do Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo (FMUSP)

Endereço para correspondência: Rua Botucatu, 862 - 1o andar São Paulo, SP - CEP 04023-062 - Telfax: (011) 539-0155/(011) 572-5092
e-mail:
mlformig@psicobio.epm.br

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REFERÊNCIAS

1. Allen, J.P.; Fertig, J.B. - Assessment in Alcoholism Treatment: An Overview. In: Assessing Alcohol Problems. A Guide For Clinicians and Researchers - NIAAA Treatment Handbook Series 4, NIH, Bethesda, 1995.

2. American Psychiatric Association - DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders,), 4. ed., 1994.

3. De Micheli, D.; Formigoni, M.L.O.S. - Adaptação de um Instrumento de Triagem para Uso de Drogas numa Amostra de Adolescentes Brasileiros. Anais do XII Congresso Brasileiro de Alcoolismo e Outras Dependências, Recife, 1997.

4. Galduróz, J.C.F.; Andreatini, R. - Avaliação Inicial. In: Formigoni, M.L.O.S. (ed.) A Intervenção BreveUma estratégia de tratamento na qual se oferece uma terapia estruturada de curta duração (normalmente de 5 a 30 minutos) com o objetivo de auxiliar um indivíduo a parar ou reduzir o uso de substâncias psicoativas ou (menos comumente) a lidar com outras questões de vida. É particularmente adequada para clínicos gerais e outros agentes de cuidados primários de saúde. Até hoje a intervenção breve – algumas vezes conhecida como intervenção mínima – tem sido aplicada princi­palmente para se parar de fumar e como terapia do uso prejudicial do álcool.A base lógica para a intervenção breve é que, mesmo se o percentual dos indivíduos que alteram o uso de substâncias após uma única intervenção é pequeno, o impacto causado na saúde pública pelo grande número de locais de cuidados primários de saúde a proporcio­narem tais intervenções sistematicamente é considerável. A intervenção breve está geralmente associada a testes de triagem para identificar o uso perigoso ou prejudicial de substâncias, principalmente o álcool e o tabaco.Veja também:intervenção precoce. na Dependência de Drogas - a experiência brasileira, São Paulo, Contexto, 1992.

5. Masur, J. Monteiro, M.G. - Validation of the "CAGE" Alcoholism Screening Test in a Brazilian Psychiatric Inpatient Hospital Setting. Brazilian Journal of Medical and Biological Research 16: 215-218, 1983.

6. Organização Mundial de Saúde - Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID 10, Porto Alegre, Artes Médicas, 1993.

7. Room, R.; Janca, A.; Bennett, L.A.; Schmidt, L.; Sartorius, N. - Who Cross-Cultural Applicability Research on Diagnosis and Assessment of Substance Use Disorders: An Overview of Methods and Selected Results. Addiction, 91: 199-220, 1996.

8. Wittchen, H.U.; Robins, L.N.; Cottler, N.B.; Sartorius, N.; Burke, J.D.; Regier, D. and Participants in The Multicentre Who/Adamha Fields Trials - Cross-Cultural Feasibility, Reliability and Sources of Variance of the Composite International Diagnostic Interview (CIDI). British Journal of Psychiatry 159: 645-653, 1991.

LISTAGEM E REFERÊNCIAS DOS INSTRUMENTOS CITADOS (artigo original e estudos de tradução e/ou validação para o português)

ADS (Alcohol Dependence Scale) ( Anexo 1)

Skinner, h.a.; Allen, b. - Alcohol Dependence Syndrome: Measurement and Validation. Journal of Abnormal Psychology 91: 199-209, 1982.

Tradução para o português:

jorge, m.r.- Instrumentos Padronizados para a Avaliação da Síndrome de Dependência do álcoolVeja síndrome de dependência.: Um Estudo no Brasil. Tese de Doutorado. Escola Paulista de Medicina, 1986.

Jorge, M.R.; Masur, J. - Questionários Padronizados para Avaliação do Grau de Severidade da Síndrome de Dependência(F1x.2)Um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que podem se desenvolver após o uso repetido de uma dada substância. Esses fenômenos incluem de maneira característica um forte desejo de utilizar a droga, o controle prejudicado sobre o seu uso, o uso persistente a despeito das conseqüências prejudiciais, a prioridade ao uso da droga sobre outras atividades e obrigações, um aumento da tolerância e reações físicas de privação quando o uso da droga é interrompido. Faz-se o diagnóstico da síndrome de depen­dência, de acordo com a CID-10, quando três ou mais dos seis critérios especificados tiverem ocorrido no prazo de um ano.A síndrome de dependência pode referir-se a uma substância específica (por exemplo, tabaco, álcool ou diazepam), a uma classe de substâncias (por exemplo, opióides), ou a um espectro mais amplo de substâncias farmacologicamente diferentes.Veja também:adicção a droga ou a álcool; alcoolismo; depen­dência; transtornos por uso de substância psicoativa do álcool. Jornal Brasileiro de Psiquiatria (RJ) 35: 287-292, 1986.

ASI (Addiction Severity Index) ( Anexo 2)

Mclellan, A.T.; Kushner, H.; Metzger, D.; Peters, R.; Smith, I.; Grisson, G.; Pettinati, H.; Argeriou, M. - The Fifth Edition of the Addiction Severity Index. Journal of Substance Abuse Treatment 9: 199-213, 1992.

Tradução para o português - Em Elaboração por Schneider e colaboradores (UFRRS), baseada na primeira versão desenvolvida por Andrade e colaboradores(FMUSP).

AUDADIS (Alcohol Use Disorders and Associated Disabilities Interview Schedule)

Grant, B.F.; Hasin, D.S. - The Alcohol Use Disorders and Associated Disabilities Interview Schedule (AUDADIS), NIAAA, Rockville, MD, 1990.

AUDIT (Alcohol Use Disorders Identification Test)

Babor, T.F.; de La Fuente, J.R. Saunders, J.; Grant, M. Audit - The Alcohol Use Disorders Identification Test: Guidelines for use in Primary Health Care. World Health Organization, Geneva, Switzerland, 1992.

Tradução para o português - em fase de testagem por Monteiro e colaboradores(UNIFESP)

CAGE (CAGE Questionnaire)

Mayfield, D.; Mcleod, G.; Hsll, P. - The CAGE Questionnaire: Validation of a New Alcoholism Instrument- American Journal of Psychiatry 131: 1121-1123, 1974.

Tradução e validação para o português:

Masur, J.; Monteiro, M.G. - Validation of the "CAGE" Alcoholism Screening Test in a Brazilian Psychiatric Inpatient Hospital Setting. Brazilian Journal of Medical and Biological Research 16: 215-218, 1983.

CDP (Comprehensive Drinker Profile)

Miller, W.; Marllat, G.A. - Manual for the Comprehensive Drinker Profile. Odessa, FL, Psychological Assessment Resources, 1984.

CLA (Computerized Lifestyle Assessment)

Skinner, H.A. - Early Identification of Addictive Behaviors Using a Computerized Lifestyle Assessment, In: Bayer, J.S.; Marlatt, G.A.; Mcmahon, R.J. (eds.) Addictive Behaviors Accros the Lifespan Prevention, Treatment and Policy Issues, Sage Publications, 1993.

Skinner, H.A. - Computerized Lifestyle Assessment. Canada, Multi-Health Systems, Toronto 1984.

CBI (Coping Behaviours Inventory)

Litman, G.K.; Stapleton, J.; Oppeheim, A.N.; Peleg, M. - An Instrument for Measuring Coping Behaviours in Hospitalized Alcoholics: Implications for Relapse Prevention Treatment- British Journal of Addiction 78: 269-276, 1983.

CIDI (Composite International Diagnostic Interview - Cidi Core)

Robins, L.N.; Wing, J.; Wittchen, H.U.; Helzer, J.R.; Babor, T.f.; Burke, J.; Farmer, A.; Jablensky, A.; Pickens, R.; Regier, D.A.; Sartorius, N.; Towle, L.H. - The Composite International Diagnostic Interview: An Epidemiologic Instrument Suitable for Use in Conjunction with Different Diagnostic Sustems and in Different Cultures. Archives of General Psychiatry 45: 1069-1077, 1989.

Experiência brasileira:

Miranda, C.T.; Mari, J.J.; Ricciardi, A.; Arruda, M.E. - Patient Reactions to the CIDI in Brazil, In: Stefanis, C.N. et al.(eds.) Psychiatry: a World Perspective vol. I, Elsevier Science Publishers B.V., 1990.

Miranda, C.T. Diretor do Centro de Treinamento no CIDI no Brasil (Departamento de Psiquiatria - UNIFESP)

CIWA-A (Clinical Institute Withdrawal Assessment for Alcohol Scale)

Stuppaeck, C.H.; Barnas, C.; Falk, M.; Guenther, V.; Hummer, M.; Oberbauer, H.; Pycha, R.; Whitworth, A.B.; Fleischhacker, W.W. - Assessment of the Alcohol Withdrawal Syndrome: Validity and Reliability of the Translated Clinical Institute Withdrawal Assessment for Alcohol Scale (CIWA-A). Addiction 89: 1287-1292, 1994.

DASES (Drug avoidance Self-Efficacy Scale)

Martin, G.H. - The Role of Self-Efficacy in the Prediction of Treatment Outcome for Young, Multiple, Users. Unpublished doctoral dissertation, University of Toronto, 1992.

DAST (Drug Abuse Screening Test)

Skinner, H.A. Addictive Behaviors 7: 363-371, 1982.

DIS-III-R (Diagnostic Interview Schedule - Alcohol module)

Blouin, A.G.; Perez, E.L.; Blouin, J.H. - Computerized Administration of the Diagnostic Interview Schedule. Psychiatry Research 23: 335-344, 1988.

DrInC (The Drinker Inventory of Consequences)

MILLER, W.R.; TONIGAN, J.S.; LONGABAUGH, R. - The Drinker Inventory of Consequences (DrInC): an Instrument for Assessing adverse Consequences of Alcohol Abuse. Test manual NIAAA Project MATCH Monograph Series vol. 4 NIH PUB. No 95-3911, Government Printing Office, Washington, 1995.

DUSI (Drug Use Screening Inventory) ( Anexo 3)

Tarter, R. - Evaluation and Treatment of Adolescent Substance Abuse: a Decision Tree Method. American Journal of Drug and Alcohol Abuse 16: 1-46, 1990.

Tradução e validação para português:

De Micheli, D.; Formigoni, M.L.O.S. (em elaboração, 1998)

ESA (Escala de Severidade de Alcoolismo)

Andrade, A.G.; Avaliação da eficácia terapêutica no alcoolismo. Tese de Doutorado. FMUSP, 1991.

Andrade, A.G.; Bernik, M.A.; Brunfentrinker, P.; Negro Jr., P.J. - Dados de Confiabilidade sobre uma Entrevista Semi-Estruturada para Avaliação de Tratamentos de Alcoolistas: Escala de Severidade de Alcoolismo(ESA). Revista ABP-APAL (SP) 10: 1-4, 1988.

FTQ (Family Tree Questionnaire for Assessing Family Hissory of Alcohol Problems)

Mann, R.E.; Sobell, L.C.; Sobell, M., B. - Reliability of a Family Tree Questionnaire for Assessing Family Hissory of Alcohol Problems. Drug and Alcohol Dependence 15: 61-67, 1985.

HISTÓRIA DE USO DE DROGAS PSICOATIVAS

WILKINSON A.; LeBRETON, S. - Early Indications of Treatment Outcome in Multiple Users. In: MILLER, W.R.; HEATHER, N. Treating Addictive Behaviors, N. Plenum Publishing Co., 1986.

Adaptação para o português:

GALDURóZ, J.C.F.; ANDREATINI, R. - Avaliação Inicial. In: Formigoni, M.L.O.S. (ed.) A Intervenção Breve na Dependência de Drogas - a Experiência Brasileira, São Paulo, Contexto, 1992.

FAM (Family Assessment Measure) ( Anexo 4)

SKINNER, H.A.; STEINHAUER, P.D.; SANTA-BARBARA, J. - The Family Assessment Measure - Canadian Journal of Community in Mental Health 2: 91-105, 1983.

Tradução para o português - em fase de testagem por Silva e Formigoni (UNIFESP)

FES (Family Environment Scale)

MOOS, R.H.; MOOS, B.S. - Manual for the Family Environment Scale (2. ed.) Consulting Psychology Press, Palo Alto-CA, 1986.

IDS (Inventory of Drinking Situations) ( Anexo 5)

ANNIS, H. - Inventory of Drinking Situations -Addiction Research Foundation, Toronto, 1982.

ISSENHART, C.E. - Factor Structure of the Inventory of Drinking Situations - Journal of Substance Abuse 3: 59-71, 1991.

Tradução para o português:

SILVA, E.A.; FORMIGONI, M.L.O.S.

Brazilian Adaptation of the Inventory of Drinking Situations (IDS) for Analysis of Risk Situations in Alcohol and Drug Dependent Patients (submetido a publicação)

SILVA, E.A.; PINSKY, I.; MARQUES, A.C.; FORMIGONI, M.L.O.S. - Situações de Risco do uso de álcool e Outras Drogas: Detecção por um Instrumento Padronizado - XI Congresso Brasileiro de Alcoolismo e outras Dependências, Belo Horizonte, 1995.

IDTS (Inventory of Drug Taking Situations) ( Anexo 6)

ANNIS, H.; MARTIN, G. -Inventory of Drug Taking Situations (IDTS) - Addiction Research Foundation, Toronto, 1985.

LDQ (Leeds Dependence Questionnaire)

RAISTRICK, D.; BRADSHAW,J.; TOBER, G.; WINER, J.; ALLISON, J.; HEALEY, C. - Development of the Leeds Dependence Questionnaire (LDQ): a Questionnaire to Measure Alcohol and Opiate Dependence in the Context of a Treatment Evaluation package - Addiction 89: 563-72, 1994.

LDH (Lifetime Drinking Hissory)

Skinner, H.A.; Sheu, W.J. - Reliability of Alcohol use Indices: the Lifetime Drinking Hissory and the MAST. Journal of Studies on Alcohol 43: 1157-1170, 1982.

MAST (Michigan Alcoholism Screening Test)

Selzer, M.L. - The Michigan Alcoholism Screening Test: the Quest for a New Diagnostic Instrument. American of Journal Psychiatry 127: 1653-1658, 1971.

NIAAA QF (National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism Quantity-Frequency)

Armor, D.J.; Polich, J.M.; Stambul, H.B. Alcoholism and treatment, Wiley, New York, 1978.

PRISM (Psychiatric Research Interview for Substance and Mental Disorders - anteriormente conhecida por SCID-A/D)

Grant, B.F.; Towle, L.H. - Standardized Diagnostic Interviews for Alcohol Research. Alcoholism, Clinical and Experimental Research 15: 102-105, 1991.

QFV (Quantity-Frequency Variability Index)

Cahalan, D.; Cisin, I.H. - American Drinking Practices: Summary of Findings from a National Probability Sample- Journal of Studies on Alcohol 29: 130-151, 1969.

RDS (Restrained Drinking Scale)

Ruderman, A.J.; Mckirnan, D.J. - The Development of a Restrained Drinking Scale: a Test of the Abstinence Violation Effect Among Alcohol Users. Addictive Behaviors 9: 365-371, 1984.

SADD (Short Alcohol Dependence Data) ( Anexo 7)

Raistrick, D.; Davidson, D.G. - Development of a Questionnaire to Measure Alcohol Dependence. British Journal of Addiction 78: 89-95,1983.

Davidson, D.G.; Raistrick, D. - The Validity of the Short Alcohol Dependence Data (SADD) Questionnaire: a Short Self-Report Questionnaire for the Assessment of Alcohol Dependence. British Journal of Addiction 81: 217-222, 1986.

Tradução para o português:

Jorge, M.R. - Instrumentos Padronizados para a Avaliação da Síndrome de Dependência do álcool: um Estudo no Brasil- Tese de Doutorado, Escola Paulista de Medicina, 1986.

Jorge, M.R.; Masur, J. - Questionários Padronizados para Avaliação do Grau de Severidade da Síndrome de Dependência do álcool. Jornal Brasileiro de Psiquiatria (RJ) 35: 287-292, 1986.

SADQ (Severity of Alcohol Dependence Questionnaire)

Stockwell, T.; Murphy, D.; Hodgson, R. - The Severity of Alcohol Dependence Questionnaire: its use, reliability and validity. British Journal of Addiction 78: 145-156, 1983.

SCID-A/D antiga denominação da PRISM

SCL-90 (Symptom Checklist - 90)

Derogatis, L.R - Administration, Scoring and Procedures Manual - I for the Revised Version, Clinical Psychometrics Research, Baltimore, 1977.

SCQ (Situational Confidence Questionnaire)

Annis, H.M.; Graham, J.M. - Situational Confidence Questionnaire (SCQ-39) user's guide, Alcoholism and Drug Addiction Research Foundation, Toronto, 1988.

M-SMAST e F-SMAST (Adapted Short Michigan Alcoholism Screening Test (ASMAST) for Fathers (F-SMAST) and Mothers (M-SMAST).

Crews, T.m.; Sher, K.J. - Using Adapted Short MAST's for Assessing Parental Alcoholism: Reliability and Validity. Alcoholism, Clinical and Experimental Research 16: 576-584, 1992.

T-ACE

Sokol, R.J.; Martier, S.S.; Ager, J.W. - The T-ACE Questions: Practical Prenatal Detection of Risk Drinking. American Journal of Obstetrics and Gynecology 60: 863-870, 1989.

T-ASI (Teen - Addiction Severity Index)

Kaminer, Y.; Bukstein, O.G.; Tarter, R.E. - The Teen Addiction Severity Index: Rationale and Reliability International Journal of the Addictions 26: 219-226, 1991.

TRI (Temptation and Restraint Inventory)

Collins, R.L.; Lapp, W.M. - The Temptation and Restraint Inventory for Measuring Drinking Restraint British Journal of Addiction 87: 625-633, 1992.

TSR (Treatment Service Review)

Mclellan, A.T.; Alterman, A.I.; Cacciloa, J.; Metzger, D.; O'brien, C.P. - A New Measure of Substance Abuse Treatment: Initial Studies of the Treatment Service Review. Journal of Nervous and Mental Disease 180: 101-110, 1992.

Nota dos autores: essa lista pode não estar atualizada, sendo provável que existam outras traduções dos instrumentos citados.


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Gostaria de receber orientação sobre a aplicação do teste DSI R na area de dependencia quimica. sou psicologa do CAPS AD. queria ter dados estatisticos.

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"Uma concepção errada que prevalece tanto na profissão médica como no público leigo é que o tratamento da dependência química invariavelmente fracassa.

Nada mais longe da verdade, o tratamento da abstinência é eficaz e seguro, embora a melhora seja variável...

...já é ponto pacífico que o melhor tratamento é uma combinação de terapias medicamentosas e psicossociais, aplicadas as duas em doses otimizadas" >> Continuar...


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