O dependente químico na ativa

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O dependente químico na ativa é a pessoa que está fazendo o abuso de álcool e de outras drogas, o real é ter a obsessão que é a idéia fixa por droga, e a compulsão é quando inicia e não consegue parar. Com isso o dependente apresenta uma doença incurável, de decadência física, mental, emocional e espiritual e poderá ter um amargo fim ;- prisão, instituições [ internações em hospitais ] ou a morte.
Antigamente o uso de drogas era um elemento de integração. Utilizada na maioria das vezes por adultos, com objetivos místicos, religiosos, intelectuais ou guerreiros por certos grupos e em certas circunstâncias. A droga estava inserida num momento sócio-cultural, ou seja, a maconha era utilizada no oriente, o álcool no ocidente.
Atualmente o uso de drogas é um elemento de desintegração, ocupando o espaço da intimidade das relações entre a pessoas. A droga não é tratada como assunto de saúde pública e sim como uma questão econômica, visto que a plantação, produção e comércio das drogas ocupam o terceiro lugar na economia mundial.
Uma das formas de entender a drogadição é atribuir à droga como o problema fundamental do dependente, por exemplo - a mídia e alguns especialistas descrevem sobre as drogas de uma forma sensacionalistas. Ficando a falsa impressão que o dependente é um ser que aceita sem critica à droga e que está dominado por um vírus. Com isso fala-se muitos nas drogas e talvez seja essas as formas, cremos inconscientes, mais contundentes de propaganda das drogas. Que poder enfim damos às drogas !!!

A função primordial do uso de drogas na sociedade é, antes de obter o prazer, é o de evitar em pensar, é de não sofrer. O uso de drogas é uma tentativa então de não sentir a dor existencial.

Dizer que as drogas é a causa da deterioração da vida é, no mínimo, uma inversão de valores.É o próprio sistema social que cria uma tendência a proliferação da drogadição.

A droga é apenas uma questão de objeto . Não é a droga que tem o poder, é a pessoa dependente que está fragilizada. Na maneira de compreender a drogadição como manifestação humana, o centro ou o núcleo do enfoque deve ser a existência, estamos interessados na questão humana.

O dependente não adoeceu porque começou a tomar drogas, mais sim por estar adoecido existencialmente bus- cou nas drogas uma ‘solução’ ou ‘cura’ para suas feridas mais íntimas.

Existem pontos significativos da vida do dependente sobre o que entedemos por estar adoecido existencial- mente e para compreensão do lugar da drogadição ocupa na sociedade -

1- Como a prevalência de uma ordem social que tende a hiper racionalização e normatização, nosso comporta- mento deve ser adequado e lógico e nossos sentimentos jogados na lata do lixo ou seja desvalorizados.

2- O ritmo acelerado das transformações, a descartabilidade de objetos e pessoas. Não há tempo e espaço para assimilar e entender de forma produtiva as transformações ocorridas no dia-a-dia.

3-A fragilidade dos laços entre as pessoas, a falta de modelos de identificação dificultam o processo de introdução de valores. Por exemplo, quem confia com orgulho no seu governo ou na polícia ?

4- A medicalização da vida, oriundo da crença dos poderes mágicos dos remédios. Comeu demais, bebe demais, não dorme, está angustiado???. Tem sempre um remédio para sua dor. A substância química substituindo o conforto humano. Não é a toa que o remédio mais consumido dos útimos quinze anos é o diazepan.

5- A atual sociedade consumista, onde as aparências é colocada como fundamental , do que a essência de termos uma vida humilde.

O perverso e o doentio dessa ideologia consumista, é que somos levados a aceitar como natural e verdadeiro que os valores estão nos objetos externos. Quanto mais possui, mais se sente identificada com seu meio social. Só aquilo que possui é que tem valor.

Tal ideologia pode levar a pessoa a ficar distante de seu íntimo, com dificuldade de mostrar-se por inteiro, ficando ausente de uma comunicação para com o próximo. Isso gera um sentimento de vazio, de ausência, de tristeza íntima, porque a riqueza está no exterior. Esse mesmo sentimento de vazio pode estar mais em evidência nas pessoas, que estimuladas ou multissolicitadas ao consumo, não tem acesso a esse consumo, e ainda ficam com a idéia de serem os falidos ou os fracassados da sociedade.

O consumismo faz a pessoa acreditar que as soluções estão no exterior, nos objetos. Sentir-se vazio, em crise, com angústias,é proibido no mundo consumista.Isso explica porque há uma dificuldade muito grande do dependente pedir ajuda, pois tal posicionamento é pensar diferente numa sociedade, que tem solução para tudo. E se esse pedido de ajuda for psicológica ou psiquiátrica, o sentimento de vergonha ou de fracasso é mais intenso ainda.

O consumismo, como ideologia, coloca na mente da pessoa a confusa idéia, de que estar bem de vida é o mesmo de estar de bem com a vida.

A pessoa é induzida desde criança a buscar as soluções de suas dificuldades no exterior, e a busca do seu interior pode tornar-se dolorosa e quase impossível. Numa sociedade consumista que valoriza as aparências exteriores, a tarefa de trabalhar o interior da pessoa é eliminada. Por isso que a droga pode ser eleita como objeto idealizado de "cura" para as crises e dificuldades internas.

CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA DOENÇA

Sob o efeito da droga a pessoa percebe-se - onipotente [todo poderoso], viajando, distante dos problemas ou ligado num mundo melhor, escondendo com isso sua insegurança de não saber quem é. A pessoa vai formando um conceito de si mesmo, tendo a droga como liga, se eu uso droga fico numa boa, muito maluco, down e tenho alívio imediato. Caindo num padrão de pensamento seletivo, que é de lembramos das boas experiências sob o efeito de drogas.

No início do processo de dependência, o efeito da droga é de um prazer fugaz, depois de estabelecida a dependência, torna-se escravo da droga e passa então a viver em função dela, necessitando encobrir, sem saber, sua solidão. Porque o que foi apreendido é se de que eu NÃO suportar a dor dos problemas, uso droga e tenho o alívio imediato, e esse processo de continuidade que gera a dependência química, dado pela sistemática -

DOR MAIS DROGA É IGUAL ALÍVIO IMEDIATO MAIS DOR FUTURA E ASSIM CONTINUADAMENTE

Ser escravo de uma droga é em si um projeto suicida. Os modos de vida de um dependente químico na ativa é de descuido com aparência pessoal, acidentes, colocar-se em risco, o furto, o roubo, o estelionato, a prostituição do seu corpo, a perda da moral, da dignidade e do respeito, a habilidade de viver ficou reduzida ao nível animal, bem como a perda seu maior e mais rico patrimônio que é a si mesmo. As funções físicas, mentais e espirituais foram fortementes afetadas pelo uso de drogas.

Esse projeto suicida torna-se um fato quando a pessoa, consciente ou não, tem por término à vida,por exemplo a morte por overdose, ou contrair uma doença orgânica fatal como a AIDS. Constata-se que a drogadição é uma tentativa enganosa de cura para encobrir esse projeto suicida. Assim esse projeto suicida é de uma profunda descrença e desvalorização do viver.

A profunda solidão que o dependente vive é percebida,pois quem elege a droga como modo de anestesiar crises, e na maioria das vezes essa escolha é inconsciente,é para que a sua fragilidade e carência de pessoa não fiquem aparentes para as outras pessoas. Solitário de si mesmo, a droga é a tentativa iludida de encontrar-se.

Existem dependentes químicos na ativa que honestamente se dispõem a deixar as drogas,entretanto não consegue. Porque ocorre as modificações dos valores da sua vida através do avanço da doença, por exemplo a crise de identidade é de não ter os seu VALORES de vida, na falta procura retorná-los e encontra dificuldades, não consegue e volta a usar droga. Está desestruturado, não conseguindo transformar em ação o que tem em idéia que é o desejo de parar de usar droga. Desse modo o dependente mostra adoecido existencialmente, quando amortece as crises do viver buscando solução no exterior, não consegue ajuda no seu interior porque é extremamente trabalhoso. O dependente evita de todas as maneiras em fazer uma reflexão ou pensar, porque dói, estabelecendo uma passagem direta entre o desejo e ação, de parar em usar droga. Aumentando o sentimento de fracasso ou incapacidade de estabelecer um relacionamento verdadeiro com o próximo.

VALORES são organização, confiança, pontualidade, diálogo, solidariedade, humildade, dignidade, responsabilidade, dedicação, respeito, discernimento, disciplina [ responsabilidade das minhas coisas, cumprir tarefas é começar e terminar, assumir compromissos por menor que seja, adiar o prazer ], sinceridade/honestidade [ se não estou sendo sincero/honesto comigo não vou ser com o outro, se tenho um problema vou pedir ajuda ], dificuldades é de não saber lidar com a complexidade da vida, ou seja de lidar com os pontos da vida.

Desse modo fica notório que a drogadição é um projeto suicida, que se manifesta através de atitudes autodesdrutivas ou de suicídios parciais. Tal situação é um viver que não se valoriza e cuja essência colocamos em evidências -

1- Há inúmeras maneiras de se compreender o viver, uma delas é compromisso da pessoa como ser-ao-mundo, entendido como a realização da pessoa que se desenvolve para vida plena à medida que participa construtivamente para a elaboração da sociedade, e esta sociedade retorna para a própria pessoa os ganhos comunitários.

A pessoa que se percebe vazio interiormente pode se reduzir na sociedade consumista, preenchendo-o com o objetos concretos ou em fantasia, ou melhor ainda relaciona-se com objetos.

Qualquer objeto é desprovido de vida, quando usamos um objeto, esperamos um retorno, ainda mais se o objeto é de nossa utilidade.

A droga é um objeto e como tal é, portanto não existe vida própria é inanimada. Assim o dependente químico dá vida a ela e, uma vez ingerida, a droga retorna em destruição ou morte. É uma troca de vida por morte, a ponto de tornar-se escravo dela, transformando-a em senhor, transformando-a na sua melhor companheira e na sua melhor amante. Não é a droga que tem o poder, é pessoa dependente que está fragilizada. Por isso que discussões sobre drogas legais e ilegais, drogas leves ou pesadas, são discussões fúteis.

Contudo, mesmo inconscientemente, o dependente dando vida em troca de morte ou de destruição, é porque intimamente sua vida nada vale ou equivale à morte. Eis o projeto suicida. A dependência de drogas concretiza a desvalorização interior.

Esse projeto suicida coloca a tendência de realização de por término da sua vida, ao mesmo tempo que se nega como ser-ao-mundo. O seu mundo e o núcleo da vida é apenas a droga, é um jeito triste de ser e viver.

2- Na vida as nossas experiências mais profundas são ao mesmo tempo as individuais e as sociais, ou seja tanto do EU como do NÓS, e que ser-ao-mundo é a estrutura da realidade.

Transformando-se em escravo da droga, definitivamente não há lugar para o outro, o semelhante. Na história de vida do dependente, o outro sempre foi o outro-coisificado, mero objeto. Isto revela a ausência do outro, do próximo. E explica porque o dependente não consegue manter relacionamentos profundos e duradouros com o seu semelhante. A experiência do EU é ligada a um objeto e a experiência do NÓS ser anulada. A drogadição é o aniquilamento do EU e do NÓS, ou seja não tem nenhum posicionamento no mundo.

Não é por acaso ou simples coincidência que o dependente gosta da noite. Na noite vive às escondidas, nos cantos, às margens. Roda ou anda pela noite toda, sem rumo, por aí, desesperada, consciente ou não, em busca de prazer, segurança ou mortal conforto nas drogas para suas feridas interiores. Tenta o absurdo de evitar a sua solidão, solitário, com drogas. A drogadição assemelha-se perfeitamente bem as trevas.

3- Afirmam que a maior parte de nós mesmos é recebida - da família, da educação, da sociedade, da cultura e de outras fontes. Isso não quer dizer que recebemos por receber sem crítica, desprovido da individualidade.

A vida de cada um, é "momento individual de um fluxo coletivo". É nesse momento que a individualidade mostra sua autonomia, criando uma sintonia ou passo novo, com o fluxo coletivo para dar continuidade a ele.

Como ser-ao-mundo o dependente químico na ativa, mantém o mesmo passo, a mesma solução usando as drogas, e recorre às mesmas experiências de destruição do EU e do NÓS, não trabalha as suas crises, não criando chances de vida nova.

Antes de conduta rebelde ou revolucionária, a drogadição é uma condição escrava porque a individualidade não se mostra com autonomia, ao mesmo tempo que se ausenta do fluxo coletivo. O dependente não transforma, então o mundo dado, num mundo possível. É um viver alienado, de si mesmo e dos outros.

4- As coisas do viver e do conviver são temporárias. Viver é trabalhar o provisório. Tentamos sempre dar um jeito na vida, mas a vida não tem jeito. Enganamos a nós mesmos quando pensamos que nossas vitórias ou fracassos são definitivos. As crises do viver devem ser vistas com possibilidades de vida nova e não como obstáculos para o existir.

O dependente químico na ativa possui ou apresenta uma grande dificuldade de superar os pequenos problemas do cotidiano. Com a droga o dependente, ilusoriamente, acredita ter encontrado a solução definitiva para o viver, a resposta fácil e inquestionável. O dependente não aceita o que dura algum tempo na sua existência, pois se aceita tal condição, envolve uma disposição e ajuda do seu interior, o que é muito trabalhoso. Sendo a drogadição um projeto suicida, o superar esse projeto, o que quer dizer derrotar, pois esse fermento na massa do crescimento espiritual, está tolhida, apagada e eliminada. Em nossa maneira de ver, ser saudável é ter disposição para superar as contrariedades da existência - é aprendendo trabalhando o provisório. Isso significa precisamente estar de bem com a vida.

O dependente químico na ativa, com uma existência de vida, cujo projeto é suicida, revela a ausência de saúde mental, emocional, ou seja a capacidade de ver a realidade - de admitir que é um dependente químico, e de sair da fantasia - em parar de usar os mecanismos de defesa, para justificar a drogadição.

Autor
José Antônio Zago joseantoniozago@ig.com.br
Psicólogo do Instituto Bairral de Psiquiatria - Itapira - SP.
Mestre em Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba.

 

Comentários

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Visitante (não verificado) on qua, 04/14/2010 - 20:14

Olá como vai

Gostaria de saber quantas pessoas morrem no Brasil por ano com ouso de drogas

 

Des de já lhe agradeço

 

William

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Visitante (não verificado) on ter, 05/04/2010 - 22:05

Queria sabeer, se um dependente quimico do cracjk pode se recuperar?

 

beijos

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Visitante (não verificado) on seg, 05/10/2010 - 13:07

Por que à saúde publica não age com pessoas que são dependentes químicos?

Talvez seja porque os fins lucrativos são altos e a maior parte, quem leva são eles, (os grandes).

Quem é dono da boca?

Os governantes.

À policia e traficantes, são apenas marionetes que vivem em uma guerra estúpida, para que possamos pensar que tudo isso vai acabar, ignorância pensarmos que um dia isso vai enfim acabar, não vai.

Por isso não perco meu tempo indo às urnas votar. pois sei que os piores traficantes são eles própios.

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Visitante (não verificado) on seg, 09/20/2010 - 14:59

Gostei do texto.

Estou pesquisando a respeito, mais especificamente sobre a manipulaçao e a mentira, inseridas no contesto dependente quimico.

Isso porque é comum em ficalização, Delegacia, quando há fulga da Clinica um residente alegar estar sendo tratado mal etc. embora tenho visto que esta caracteristica mentir/manipular faça parte do Residente

Enfim, como advogado de Clinica tenho que me enterar a respeito dessas questões.

Obrigado pela publicação foi bastante util.

 

valter bertini

 

Bragança Paulista

 

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Visitante (não verificado) on qui, 10/21/2010 - 16:30

Boa Tarde ...

Gostaria de saber se tem como tratar esse vicio em casa ... sem internação !!!

E como deve ser feito ...

 

Obrigada

G.C.F.M

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Visitante (não verificado) on qua, 01/05/2011 - 22:24

CLARO QUE TEM COMO SE TRATAR EM CASA, SEM INTERNAÇÃO,MAS É MUITO INTERESSANTE E EFICAZ UM ACOMPANHAMENTO COM PROFISSIONAIS QUALIFICADOS. PROCURE O CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL ÁLCOOL E DROGAS AI NA SUA CIDADE.

ESPERO TER AJUDADO!!!

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Robson Calistro (não verificado) on sex, 02/11/2011 - 09:35

Saldações a todos, a dependencia quimica todos nos sabemos que é uma doença cronica   incuravel  e fatal se não  for tratada, por tanto a unica maneira de  viver sem drogas é praticar o programa de recuperação , o internamento em fazendas terapeuticas proporciona ao dependente este acesso ao programa e ainda oferece a ele a oportunidade de viver por alguns meses em um ambiente totalmente seguro , sem drogas e respirando recuperação 24 horas por dia ,  porem existem irmandades (grupos de apoio )  que oferecen aos dependentes acesso a este programa de recuperação , estou falando de grupos como o N A narcoticos anonimos , se um dependente deseja parar de usar drogas e não quer ser internado então eu aconcelho a participar das reuniões de N A .  descubra uma reunião perto de vc entrando no site www.na.org.br ,  força companheiro e um forte abraço .

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Visitante (não verificado) on seg, 11/08/2010 - 00:52

o que eu queria saber !!uma duvida !!@tenho uma namorada !que ja foi depente !!

toda vez que estamos juntos ela ,parece que só precisa de carinho !quando valta pra casa ,ela mora em outra cidade , ela nao atende o telefone , tipo parece que nada acontceu nos ultimos dias ! eu estou totalmente preocupado !!!


 qual é sua opinio !!sobre nosso relacionamento !devo decistir segui minha vida !!
ou quando nos encontrar fazer que nada aconteceu ???

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Visitante (não verificado) on qua, 11/17/2010 - 14:04

como posso ajudar minha irma que tem um filho dependente e esta morrendo aos poucos

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Visitante (não verificado) on qua, 12/29/2010 - 04:13

Olá, tenho 39 anos e fumo maconha Há 24 anos, Eu levo uma vida normal pois tenho um trabalho, Adoro minha família sempre tivemos paz e Harmonia e nunca tivemos um problema com esse fato, Assim que começei a fumar, eu tive uma conversa franca com meus pais,a mesma coisa com minha esposa, somos muito felizes...Acho que isso vai muito do caráter da pessoa... Será que é pq eu só uso maconha? Eis a questão..... 

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visitante (não verificado) on seg, 03/21/2011 - 12:26

Bom namorei durante 3 meses um dependente,ele tinha saido de uma clinica e estava se recuperando bem,bom ele terminou cmg pq gostava de mim e n qria me ver sofrer pq ele estava devendo alguns traficantes e tinha medo do q podia acontec er,hj depois de um ano ele voltou a me procurar e estamos fikando de novo nada serio ainda mais gosto demais dele e gostaria de saber a opiniao de vcs sobre isso e se e possivel ele ter força de vontade de melhorar por mim ele esta mt mal,mas nos gostamos mt e n qro fikar longe dle de novo por favor me ajudem...Sofri mt qnd nos separamos entrei ate em depressao...qro ajuda-lo...

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Janete P. Silva (não verificado) on qua, 04/27/2011 - 18:45

Estou escrvendo um ante-projeto e gostaria de saber se você conhece fontes para que eu pesquise autores que possibilitem  incluir o dependenete químico dentro do conceito de pessoa, sem que ele perca sua autonomia.

 

Grata

 

Janete

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Visitante (não verificado) on sab, 03/31/2012 - 21:16
Estou trabalhando minha monografia e li estes livros serve mesmo pois estou falando sobre o acolhimento que a familha deve ter

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visitante (não verificado) on sex, 04/29/2011 - 21:16

meu esposo usa com frequencia, fico muito

preocupada não sei como ajuda-lo pq

sempre pergunto se ele é usuario e ele nega. não adimite

o q faz ...

mi ajundem ! o que faço?

 

ogb.

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visitante (não verificado) on sab, 04/30/2011 - 22:48

leva ele pra igreja

 

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Visitante (não verificado) on sab, 11/26/2011 - 00:15
tem que sentar e conversar, sou usuario de drogas até que minha esposa pegou eu usando, sentei e conversei....hj to buscando ajuda para sair fora dessa realidade de vida

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Visitante (não verificado) on dom, 01/29/2012 - 16:24
querida pra levar alguem para a igreja ele tem que quer né, e geralmente essas pessoas quer ficar longe de uma igreja

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visitante (não verificado) on sex, 06/03/2011 - 01:14

Primeiramente, parabéns pelo autor deste artigo, sem mentiras, foi o melhor artigo que já lá a respeito de drogas na internet, o mais sincero e pertinente.

Agora gostaria de falar um pouco de mim, a alusão que o autor faz a questão de se estar em uma fase ruim com a dependência eh uma co-relação realmente, eu tinha uma namorada há 03 anos, emprego fixo, faculdade. Ateh que um dia o namoro terminou, toda minha vida era envolto nela, eu não tinha mais amigos quase, só ela. Então sem minha namorada, me senti totalmente perdido, sem saber oq fazer, e nessa época acabei conhecendo uma garota viciada em cocaina, e começamos a nos relacionar, larguei faculdade, larguei emprego, nossa vida era quase todos os dias rodar nas madrugadas usando drogas sem parar, ambos perdidos na vida, querendo achar na droga a solução, vendi muitas coisas minhas, já apanhei de traficante, polícia, fiz coisas que nunca imaginaria fazer, até que um dia ví realmente que precisava de ajuda, falei com meus familiares, que sofriam muito por minha causa, e fui internado. Hoje tenho algumas recaídas as vezes infelizmente, é uma coisa muito difícil, mas estamos na luta, e essa minha companheira acabou entrando na prostiuição, não tenho mais contato com ela, é muito triste tudo, perdi a confiança de todos, perdi meus amigos, perdi minha dignidade, muito se perde nessa vida, portanto saiba que esse não é o caminho para os problemas.

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visitante (não verificado) on dom, 08/07/2011 - 20:22

Olá!!

Fiquei sabendo que meu irmão de 37 anos está usando drogas. Sabíamos que no pasado quando ele era mais jovem usou e parou. E agora foi pego pela minha mãe e a esposa dele usando cocaína em casa. Como devemos fazer???

Já falamos com ele, porém ele mesmo disse que foi bom terem pego ele, pois sendo assim ele irá parar. Estou chocada e assustada. Será que posso confiar nele??

Obrigado

 

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Visitante (não verificado) on sex, 09/09/2011 - 21:59

Consumi muito tempo essa porcaria, o texto acima tem muitas verdades, porém os viciados se difereciam. Cada um veio de um "berço", de uma situação, de uma classe social. Alguns são bem criados, outros nem tanto, alguns lidam melhor com suas frustrações e outros nem sabem o que é isso. No meu caso, mesmo sobre o efeito da, a minha total concentração era de parar de me drogar. E veio a paranóia de eu mesmo me questionar e responder. O meu "eu" errado era massacrado pelo meu "eu" correto, e ficava aquele massacre sobre o meu eu errado. O meu eu errado só conordava, me dizia que não queria mais aquela vida também, etc.. etc.. Pensando cada segundo do dia, como sair daquele mato sem cachorro em que eu entrei, pensando como escalar o poço que estou dentro, sem corda, sem nada, poço esse que eu mesmo "cavei" o mais fundo que eu pude. Comecei a por no papel, item por item, como sair daquela maldita vida, sair da verdadeira trevas, daquele poço. Eu precisava namorar, de uma mulher, foi o que fiz. O primeiro degrau é uma parceira ou parceiro, não desperdice essa oportunidade de ter um parceiro. O amor cura, é o maior sentimento humano, crie um propósito para si e não para a platéia.  O segundo maior sentimento humano é o ódio, parente das frustrações, que a causa determinante para a fuga nas drogas (prazer momentaneo e inferno depois). Discordo de que o viciado é dependente o resto da vida, não me considero um viciado em potencial, pela simples razão de não sentir a minima vontade de consumir nada, pelo contrário tenho ojeriza,  quando vejo matérias na TV sobre o assunto e saber que eu era um deles. Estou a 11 anos sem saber o que é essa vida de drogado, dessa inconsequencia consigo mesmo, larguei por mim mesmo, por vergonha na cara, por querer viver, por amor. Criei objetivos, hoje sou casado, cheio de projetos e objetivos, alcançar eles ou não, é um detalhe e não uma obseção. Um dia de cada vez.. Como a música de Guilherme Arantes. (Amanhã). Amanhã será um lindo dia, da mais louca alegria, que se possa imaginar!!!!

Anonimo

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Daniel on qua, 09/14/2011 - 12:40

Como disses:

'Cada um veio de um "berço", de uma situação, de uma classe social.'
OU
'alguns lidam melhor com suas frustrações e outros nem sabem o que é isso'

 

Muitos são dependentes e nem mesmo sabem o que está acontecendo, substituem o quimico...

  1. pelo sexo (acreditando ser amor),
  2. pelo prestígio, dinheiro ou 'segurança' familiar,
  3. pelo carrão que o papai prometeu (se eu parar de usar), 
  4. Pelas drogas licitas (alcool, benzodiapinas, etc), 

Uma vez adicto, sempre adicto!

Não importa se fazem 10, 15, ou 20 anos que o ADICTO seco está abstinente... Basta o primeiro gole, o primeiro pega ou cafungada, e...Tudo volta a ser como antes, naquele tempo...

 

A solução: Grupos, terapia, medicação (qdo prescrita por profissional) e muita Boa Vontade...
Força de vontade não serve, é algo FORÇADO.

 

 

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Visitante (não verificado) on sex, 09/09/2011 - 23:46

tenho tido muita vontade,mais varias recaidas...tenho muita difiuldade para me relacionor com as pessoas que vive ao meu redor,gostaria de algumas dicas para obiter ajuda de quem esta disposto a me ajudar? tenho ficado muito tenso,nervozo com qualquer motivo.

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Visitante (não verificado) on qua, 05/16/2012 - 21:21

bom meu querido, eu tenho um conselho pra lhe dar , acima de qualquer coisa você começou bem, reconhecendo ser drogadicto ou seja um dependende de drogas, agoa o próximo passo será você procurar a ajuda de profissionais , não digo de internação , mas há meios alternativos , não sei se vc já ouviu falar em terapia comunitária integrativa, é um grupo de apoio aos dependentes químicos através dele você previne recaidas e cria forças pra lutar contra a fissura a vontade louca de usar ... de dar o primeiro tiro... procure saber  onde tem um CAPS-AD (centro de apoio  pssicosocial de álcool e outras drogas ) mais perto de vc e vá lá vc vai enconrar apoio e tudo de forma sigilosa.... BOA SORTE !!

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Visitante (não verificado) on sab, 11/26/2011 - 00:20
eu sou usuario de cocaina, sou responsavel e casado e nunca deixei faltar nada para minha familia...e dificiu sabe porque, os gastos são grandes.....to tentando buscar ajuda de acordo com meu pontecial.....sou morador do rio, to lutando contra as drogas, tem que te esforço de vontade. galera, lutem....não desistem!

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Visitante (não verificado) on seg, 01/16/2012 - 21:56
tenho um filho de 14 anos. Descobri que ele esta vendendedo e usando DROGAS. Falei para ele se ele quer ajuda ele fala que nao, Ele sempre nega que nao usa nada e nem vende... Oque eu devo Fazer?

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Visitante (não verificado) on dom, 01/29/2012 - 00:20
Pessoal meu marido é usuário de droga. Não consigo ajuda-lo A mãe e a irmã estão prejudicando ele, principalmente a irmã. Me sinto perdida, não sei se abandono ele, se vou embora, se choro, se vou na igreja. Eu o amo, e a cada dia ele está pio. Mais nervoso, irritado, somo, não come, só bebi, só fuma, e foge de mim, já ameacei internar, temo pela vida dele, acho que a qq hora vou perde-lo pra sempre. Não sei o que faço, se passo o dia na frente da casa dele pra vigia-lo, se vou na policia, ou se eu fujo dele. Desculpem se desabafo, Me perdoem, Mas eu não sei o que fazer. Eu só queria ter uma vida normal. Digo que o amo. GBS

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Visitante (não verificado) on sab, 03/24/2012 - 04:16
eu começei a usar cocaína a 9 meses. as recaídas são a pior parte. pedi apoio aos meu amigos porque sou um dependente quimico. Quero saber se consigo me recuperar pois tenho 19 anos e meus amigos vão me ajudar. Quero sair dessa via.

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gustavo (não verificado) on dom, 04/28/2013 - 23:50
nao tenho mais forcas.........nao consigo......kero ajuda

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Brunna (não verificado) on seg, 05/06/2013 - 02:40
Só queria minha vida de volta...sair desse mundo...recuperar minha felicidade...coisa que eu não consigo ter desde que essa droga entrou na minha vida...igrejas...clinicas...tratamentos são inutei perto do mundo que vivemos hj em dia...tudo leva vc a voltar a ver...e essa doença nunca vai te r cura...perdas irreparáveis...amigos...amores...família...vida...dor...muita dor...a pior coisad é vc não poder perdoar a si mesmo...
 

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"Uma concepção errada que prevalece tanto na profissão médica como no público leigo é que o tratamento da dependência química invariavelmente fracassa.  ...já é ponto pacífico que o melhor tratamento é uma combinação de terapias medicamentosas e psicossociais, aplicadas as duas em doses otimizadas" Veja + em: Abstinência e dependência quimica....

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