A tarefa de definir adicção tem desafiado médicos, juízes, padres, adictos, suas famílias e as pessoas em geral, por toda a história. Existem tantas definições potenciais quanto existem grupos com interesses em definir adicção. A questão, inclusive, começa logo ao se nominar a doença: dependência(F1x.2)Em termos gerais, o estado de necessidade ou dependência de alguma coisa ou alguém para apoio, funcionamento ou sobrevivência. Quando aplicado ao álcool e outras drogas, o termo implica a necessidade de repetidas doses da droga para sentir-se bem ou para evitar sensações ruins. No DSM-IIIR, a dependência é definida como “um conjunto de sintomas cognitivos, comportamentais e psicológicos que indicam que uma pessoa tem o controle do uso da substância psicoativa prejudicado e persiste nesse uso a despeito de conseqüências adversas”. Equivale aproximadamente à síndrome de dependência da CID-10. No contexto da CID-10, o termo dependência refere-se de maneira geral a qualquer dos elementos da síndrome. O termo é freqüentemente usado como equivalente de adicção e de alcoolismo.Em 1964 uma Comissão de Peritos da OMS introduziu “dependência” em substituição a adicção e hábito10. O termo pode ser usado de maneira genérica em relação a todas as drogas psicoativas (dependência de drogas, dependência química, dependência do uso de substância), ou referir-se especificamente a uma droga em particular ou a uma classe de drogas (p.ex., dependência de álcool, dependência de opióide). Embora a CID-10 descreva dependência em termos aplicáveis a todas as classes de drogas, há diferenças entre os sintomas de dependência característicos das diferentes drogas.De forma não qualificada, dependência refere-se a ambos os elementos físicos e psicológicos. A dependência psicológica ou psíquica refere-se à vivência de controle prejudicado sobre o beber ou o uso da droga (veja craving, compulsão), ao passo que a dependência fisiológica ou física refere-se à tolerância e aos sintomas de abstinência (veja também neuro-adaptação). Em discussões de orientação biológica, dependência é freqüentemente usada com referência à dependência física apenas.Ainda no contexto psicofarmacológico, emprega-se também dependência ou dependência física num sentido mais limitado para referir-se exclusivamente ao desenvolvimento de sintomas de abstinência que seguem uma interrupção do uso de droga. Neste sentido restrito, a dependência cruzada é vista como complementar a tolerância cruzada, e ambas definições referem-se somente à sintomatologia física (neuroadaptação). química ou adicção, dependentes químicos ou adictos. Não importa, a verdade é que essas definições enfatizam coisas tais como dependência fisiológica, dependência psicológica, dinâmica familiar, problemas comportamentais e moralidade. Esta lista poderia ser bastante incrementada, e qualquer um poderia chegar com sua própria definição e acrescentá-la à lista. Ainda assim, definir adicção para mim é sem dúvida importante para o processo de recuperaçãoA manutenção de qualquer forma de abstinência de álcool e/ou de drogas. O termo é particularmente associado com os grupos de ajuda mútua; entre os Alcóolicos Anônimos (AA) e outros grupos dos doze passos refere-se ao processo de atingir e manter a sobriedade. Posto que a recuperação é vista como um processo que dura toda a vida, um membro do AA é sempre visto internamente como um alcoólico “em recuperação”, embora o termo alcoólico “recuperado” possa ser usado fora do grupo.. Afinal de contas, no Primeiro Passo admiti impotência perante ela. Esta admissão é a fundação sobre a qual minha recuperação é construída. Então a pergunta "O que é Adicção?" é, de fato, relevante.
Neste questionário, vou tentar responder a esta e a outras perguntas relativasà adicção.
Existem pelo menos três tipos de usuários de drogas:
O usuário leve
. O usuário leve é alguém que usa drogasDrogas apenas por brincadeira, influência de " amigos", protesto contra alguma situação familiar etc. Ele não se deixa levar pelo ambiente da droga. Trabalha e/ou estuda normalmente, cria raízes, implanta família. Quando chega o momento de assumir suas responsabilidades diante do contexto social, simplesmente abandona as drogas.
O dependente psicológico
. O dependente psicológico tem efetivamente alguma dependência. Mas consegue abandonar o uso com relativa facilidade depois de uma terapia médica e uma desintoxicaçãoO processo pelo qual um indivíduo é afastado dos efeitos de uma substância psicoativa.Como um procedimento clínico, é o processo de afastamento da substância realizado de maneira segura e efetiva, de tal forma que os sintomas da abstinência são minimizados. O serviço no qual esse processo se dá é denominado de unidade ou centro de desintoxicação.Tipicamente, o indivíduo está clinicamente intoxicado ou já em abstinência no início da desintoxicação. A desintoxicação pode ou não envolver o uso de medicamentos. Quando os usa, o medicamento em geral é uma droga que apresenta tolerância cruzada e dependência cruzada em relação à(s) substância(s) usada(s) pelo paciente. A dose é calculada para aliviar a síndrome de abstinência sem induzir intoxicação e é gradualmente diminuída à medida que o paciente se recupera.A desintoxicação como um procedimento clínico implica que o indivíduo seja supervisionado até recuperar-se completamente da intoxicação ou da síndrome de abstinência física. O termo “autodesintoxicação” é usado algumas vezes para denotar a recuperação não assistida de um episódio de intoxicação ou de sintomas da abstinência.. Muitos fazem esse desligamento através da entrega de sua vida ao Senhor.
O dependente químico (adicto)
. Quanto ao dependente químico, ou adicto (denominação preferida pela instituição Narcóticos AnônimosVeja grupo de ajuda mútua.), a situação se complica. É portador de uma doença chamada dependência química, progressiva, incurável e fatal, conhecida também como adicção: tem obsessão para usar a primeira dose e, quando o faz, passa a sofrer de compulsãoQuando aplicado ao uso de substâncias psicoativas, o termo se refere a uma necessidade poderosa de consumir a substância (ou substâncias) em questão, necessidade esta atribuída mais a sentimentos internos do que a influências externas. O usuário da substância pode identificar a necessidade como prejudicial ao seu bem-estar e pode ter uma intenção consciente de se refrear. Esses sentimentos são menos característicos da dependência do álcool e de drogas do que do transtorno obsessivo-compulsivo.Veja também:controle prejudicado; craving; necessidade imperiosa. (não consegue mais parar). Deixa a droga influir em sua vida, coleciona fracassos, tem depressão, tenta o suicídio, envolve-se em crimes e falcatruas. É com ele que nos preocupamos. Mas antes de chegar ao ponto principal, achamos conveniente fazer alguns esclarecimentos:
1. Quais são as instituições envolvidas com a programação dos 12 Passos?
a. a primeira e mais antiga é a dos Alcoólicos Anônimos (AA)Veja grupos de ajuda mútua; grupo dos doze passos. Destinado especificamente ao dependente químico, ou adicto, que teve envolvimento com a droga lícitaUma droga que está legalmente disponível por receita médica em determinada jurisdição ou, por vezes, uma droga legalmente disponível sem receita médica.Veja também:droga ilícita. - álcoolNa terminologia química, os álcoois constituem um numeroso grupo de compostos orgânicos derivados de hidrocarbonetos que contém um ou mais grupos hidroxila (-OH). O etanol (ou álcool etílico, C2H5OH) é um dos membros dessa classe de compostos, e é o principal ingrediente psicoativo das bebidas alcoólicas. Por extensão, o termo “álcool” também é usado para referir-se a bebidas alcoólicas.O etanol resulta da fermentação de açúcar produzida por lêvedos. Em condições normais, as bebidas produzidas por fermentação têm uma concentração de álcool que não ultrapassa 14%. Na produção de álcoois por destilação, ferve-se uma mistura fermentada e o etanol que se evapora é recolhido como um condensado quase puro. Além do seu uso para consumo humano, o etanol é também usado como combustível, como solvente e na manufatura química (veja álcool impróprio para o consumo humano).O álcool absoluto (etanol anidro) é o etanol contendo não mais do que 1% de água por massa. Nas estatísticas sobre produção ou consumo de álcool, o álcool absoluto refere-se ao conteúdo de álcool (como 100% de etanol) das bebidas alcoólicas.Do ponto de vista químico, o metanol (CH3OH), também conhecido como álcool metílico e álcool de madeira (ou de amido), é o mais simples dos álcoois. É usado como um solvente industrial e também como um adulterador para desnaturar o etanol e torná-lo impróprio para o consumo (bebidas metiladas). O metanol é altamente tóxico; dependendo da quantidade consumida, pode produzir turvação da visão, cegueira, coma e morte.Outros álcoois impróprios para o consumo, com efeitos potencialmente nocivos, são consumidos ocasionalmente, como, p.ex., o isopropanol (álcool isopropílico, freqüente em desinfetantes) e etilenoglicol (usado como anticongelante em automóveis).O álcool é um sedativo/hipnótico com efeitos semelhantes aos dos barbitúricos. Além dos efeitos sociais do uso, a intoxicação pelo álcool pode resultar em envenenamento e até morte; o uso excessivo e prolongado pode resultar em dependência ou numa ampla variedade de transtornos mentais orgânicos e físicos.Os transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de álcool (F10) são classificados como transtornos decorrentes do uso de substância psicoativa na CID-10 (F10-F19).Veja também:cardiopatia alcoólica; cirrose alcoólica; dano cerebral associado ao álcool; delirium; encefalopatia de Wernicke; escorbuto; fígado gorduroso alcólico; gastrite alcoólica; hepatite alcoólica; miopatia relacionada com álcool ou drogas; neuropatia periférica; pancreatite alcoólica; pelagra; pseudo-síndrome de Cushing; síndrome amnésica induzida por álcool ou droga; síndrome de deficiência de tiamina; síndrome fetal alcoólica..
b. a segunda é o Al-AnonVeja grupo de ajuda mútua; grupo dos 12 passos. . Existe para cuidar dos familiares do dependente químico de álcool.
c. uma terceira chama-se Narcóticos Anônimos (NA), com o objetivo de ajudar os dependentes químicos ou adictos que usem abusivamente qualquer tipo de droga.
d. a quarta chama-se Nar-Anon e destina-se aos familiares (ou co-dependentes, num linguajar mais técnico) de quem usa abusivamente qualquer tipo de droga.
2. Qual a diferença entre AA e NA?
O AA reconhece a existência apenas de uma doença presumivelmente chamada de alcoolismo. Para a irmandade, tratar do alcoolismo é o bastante. Já o NA reconhece a existência de uma doença chamada DEPENDÊNCIA QUÍMICA, que, entre outros sintomas, apresenta o do USO ABUSIVO DE DROGAS - aí incluída a droga lícita (álcool) e as ilícitas (maconhaUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidrocanabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão periférica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classificados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva., cocaínaUm alcalóide obtido das folhas de coca (Erythroxylon coca) ou sintetizado a partir da ecgonina ou de seus derivados. O hidrocloreto de cocaína era comumente usado como anestésico local em odontologia, oftalmologia e cirurgias de ouvido, nariz e garganta, dada a sua forte ação vasoconstritora que ajuda a reduzir as hemorragias locais.A cocaína é um poderoso estimulante do sistema nervoso central, usado sem indicação terapêutica para produzir euforia ou “ligação”; o uso repetido produz dependência. A cocaína ou “coca” é geralmente vendida como cristais brancos e translúcidos, ou em pó (“farinha” ou “pó”), freqüentemente adulterada com açúcares ou anestésicos locais. O pó é aspirado (“cheirado” ou “cafungado”) e produz efeitos imediatos (entre 1 a 3 minutos de latência) que duram em torno de 30 minutos.A cocaína pode ser ingerida oralmente, geralmente com álcool; os usuários de opióides e cocaína combinados geralmente os injetam por via intravenosa. Alguns elementos alcalinos (freebase) são utilizados para aumentar a potência da cocaína pela extração do alcalóide puro através da inalação dos vapores em cigarros ou narguilé (cachimbo de água). Uma solução aquosa de sal de cocaína é misturada com um álcali (como bicarbonato de sódio) e o extrato é obtido através de um solvente orgânico como o éter ou o hexano. O procedimento é perigoso uma vez que a mistura é explosiva e altamente inflamável. Um procedimento mais simplificado que evita o uso de solventes orgânicos consiste em aquecer o sal de cocaína com bicarbonato de sódio; isto produz o crack.O crack ou “pedra” é uma cocaína alcaloidal (básica), um composto amorfo que pode conter cristais de cloreto de sódio. É um composto de coloração bege. Crack refere-se ao som de estalido provocado quando o composto é aquecido. Um efeito intenso ocorre de 4 a 6 segundos após a inalação do crack. Um sentimento de exaltação e de desaparecimento de ansiedade é vivenciado, junto com um exagerado sentimento de confiança e auto-estima. Há também uma perturbação do juízo crítico e o usuário tende a cometer atos irresponsáveis, ilegais ou perigosos, sem se preocupar com as conseqüências.A fala fica acelerada e pode se tornar desconexa e incoerente. Os efeitos agradáveis terminam em torno de 5 a 7 minutos, depois do que o humor rapidamente muda para depressão e o consumidor é compelido a repetir o processo de forma a recuperar a euforia do ápice. A superdose parece ser mais freqüente com o crack que com outras formas de cocaína.A interrupção do uso contínuo de cocaína é geralmente seguida por uma crise que pode ser vista como uma síndrome de abstinência, na qual a exaltação dá lugar à apreensão, depressão profunda, sonolência e inércia.Podem ocorrer reações tóxicas agudas tanto no consumidor de cocaína principiante quanto no inveterado. Essas reações incluem delirium semelhante ao pânico, hiperpirexia, hipertensão (algumas vezes com hemorragia subdural ou subaracnóide), arritmias cardíacas, infarto do miocárdio, colapso cardiovascular, convulsões, estado de mal epiléptico e morte. Outras seqüelas neuropsiquiátricas incluem uma síndrome psicótica com delírios paranóides, alucinações visuais e auditivas e idéias de auto-referência. “Luzes na neve” (snow lights) é o termo usado para descrever alucinações ou ilusões que lembram o brilho do sol nos cristais de neve. Foram descritos efeitos teratogênicos, incluindo anormalidades do trato urinário e deformidade dos membros. Os transtornos por uso de cocaína estão entre os transtornos por uso de substâncias psicoativas incluídas na CID-10 (classificadas em F14)., etc). Importante frisar que NA considera droga até o tranquilizante - desde que sob uso abusivo e sem motivação médica comprovada. Para o NA, a dependência química tem outros sintomas - o mais comprovado é o desvio de caráter.
3. o que é a dependência química (adicção)?
É uma doença com raízes mentalSaúde mental é um termo usado para descrever um nível de qualidade de vida cognição ou emoção ou a ausência de uma doença mental. Na perspectiva da psicologia positiva ou do holismo, a saúde mental pode incluir a capacidade de um indivíduo de apreciar a vida e procurar um equilíbrio entre as actividades e os esforços para atingir a resiliência psicológica. A Organização Mundial de Saúde afirma que não existe definição"oficial"de saúde mental. Diferenças culturais, julgamentos subjectivos, e teorias relacionadas concorrentes afectam o modo como a"saúde mental"é definida. http://www.who.int/whr/2001/chapter1/en/index.html, World Health Organization, 2001 (obsessão) e física (compulsão). Atua em todas as áreas (física, mental e espiritual) do indivíduo. A dependência química/adicção é progressiva, incurável e de determinação fatal. Progride mesmo quando o dependente químico/adicto não está "na ativa"- ou seja, quando não está usando drogas. O dependente químico/adicto em recuperação consegue apenas estacionar a doença, nunca curá-la. E a doença mata degradando - acidentes de carro, suicídios, assassinatos. Quem não morre tem como outros destinos a prisões ou o hospício.
4. A dependência química/adicção é adquirida ou hereditária?
Nenhum estudo conseguiu comprovar a origem da doença. Há pouco tempo, um pregador brasileiro declarou sua satisfação de ter recebido uma educação evangélica - que, segundo ele, evitou seu envolvimento com drogas. É um grave equívoco, nos centros de recuperação existem dezenas de filhos e filhas de pastores que, apesar da educação severa, envolveram-se com drogas por causa da doença. Assim como existem milhares de lares desajustados onde, apesar de todo o sofrimento, não existem dependentes químicos/adictos.
5. como explicar o modus operandi de um dependente químico/adicto?
Há uma mulher muito bonita numa praia. Sozinha. O homem normal olha para a mulher, sente desejo por ela, pensa em assediá-la. Mas raciocina, lembra que ela pode ter namorado, noivo, marido. Acha melhor ir embora pra não se envolver em confusão (Reflexão e ação).
O dependente químico/adicto olha pra mulher, sente a obsessão e parte para o assédio, impulsivamente. Só depois é que vai pensar na conseqüência de seus atos (Ação sem reflexão).
6. o que são os 12 Passos?
As quatro irmandades paralelas aplicam uma terapia chamada de Programação dos 12 Passos. O dependente/adicto pratica cada um dos passos, um por um ou paralelamente, conseguindo ficar limpo (sem usar drogas) um dia de cada vez. Na Programação de 12 Passos, o dependente químico/adicto assume consigo mesmo o compromisso de ficar sem drogas apenas 24 horas de cada vez. Não existe passado ou futuro. Só o hoje. Um dos slogans mais conhecidos é "só por hoje nunca mais".
7. Todos são obrigados a praticar esses 12 passos?
Na programação ninguém é obrigado a nada. Tudo é apenas sugerido. Ninguém tem que dar satisfações a ninguém. Só a si mesmo. Se alguém entrar na programação para agradar ao pai, mãe, mulher, marido, a quem quer que seja, muito provavelmente recairá. Só consegue ficar limpo quem tem compromisso com si mesmo. Só por hoje.
8. Quem dirige AA e NA?
Ninguém. São as únicas organizações com estrutura administrativa baseada no anarquismo político que realmente deram certo. Não há chefes, nem diretores, nem gerentes. Quem manda é a consciência coletiva - um colegiado com todos os membros - e, acima dela, Deus. Para ser membro de AA ou Na basta querer parar de usar. Não precisa dar nome, endereço, nada. Não existem fichas ou cadastros. Ninguém fala em nome das irmandades. Qualquer posição é pessoal.
9. Qual a religião de AA e NA?
Não existe. As irmandades são espirituais, mas não religiosas. Os 12 passos falam de um Deus, mas "da forma como o adicto o compreende". Para evitar debates teológicos ou até mesmo fundamentalistas, as irmandades chamam Deus de "Poder Superior". Mas o segundo, o terceiro e o quarto passos recomendam uma aproximação maior com Deus. A programação deixa claro que sem Deus não existe recuperação.
10. Todo mundo que usa droga é dependente químico?
Não. Embora a programação limite-se a cuidar de quem é dependente químico/adicto, a experiência mostra que existem três formas de convívio com a droga:
- nenhum convívio. A pessoa nunca experimenta a droga ou, depois de experimentar, prefere outros caminhos.
- convívio por vício. O indivíduo tem uma dependência física ou emocional, que consegue deixar depois de um tratamento terapêutico ou mesmo porque resolveu mudar de vida.
- convívio por dependência química/adicção. O dependente/adicto não consegue deixar a droga, precisa de uma terapia específica - normalmente, só a programação de 12 Passos consegue estacionar a doença dele.
11. Como saber se alguém é dependente químico?
Embora existam sinais claros, AA e NA preferem que o próprio dependente reconheça esse fato. Admitir que tem a doença é o Primeiro Passo de um adicto. Eu não posso dizer que alguém é adicto. Só posso dizer que eu sou...
12. Como levar alguém para NA ou AA?
Preferencialmente, de forma alguma. O próprio dependente químico/adicto deve reconhecer sua necessidade de procurar uma irmandade. Só se dá ajuda a quem pede ajuda. Se eu não quiser ajuda, ninguém poderá fazer nada.
13. Al-Anon e Nar-Anon ajudam a cuidar de um adicto?
A doença é contagiante. Um familiar acaba adquirindo hábitos e comportamento de um dependente químico/adicto. As duas irmandades ensinam o familiar a cuidar de si próprio para não sofrer tanto com o adicto. Agora, claro que, frequentando uma irmandade, o familiar acaba descobrindo a existência da doença, como se manifesta e, assim, acaba também por agir de forma diferente junto ao dependente. E no final influi na decisão de o dependente procurar ajuda também.
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Comentários
Era um usuário de Crack diariamente;
era um cronico do crack...
Infelizmente ...histórias iguais
Quem dirige NA
O MEU NAMORADO USA DROGAS
NAO ACHO QUE TODO DEPENDENTE
adicção
To Limpa
Em recuperação!!!
socorro
tenha fé
Sugestão a uma pergunta.
dependencia Química
AJUDA
Recuperação
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orientação
olá boa tarde !!! deixei um
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DUVIDA
Gratidão
Indicação de uma clínica que aplica os 12 passos.
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que aplica os 12 passos. Ele está tendo resultados muito bons. A família realmente acredita que ele está melhorando. A clinica está precisando de pacientes continuar o trabalho. Ela fica em um sítio em matozinhos e é muito bem estruturada tem de tudo para ajudar os dependentes ou adictos a se tratarem. O site da clínica é www.ctnewwayoflife.com.br e o telefone é 31-9657-9449.Crack
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ou sairia de casa. Ele não aceitou e foi para casa de uma ex namorada com quem também tem um filha. Não conversamos nem nos vimos mais. Pedi para ele me dar paz e ele tem seguido a risca!! Mas estou muito magoada, pois tentei de tudo para ajuda-lo e quando nao tive mais forças ele não quis ajuda e foi embora, agora as noticias que tenho é que ele esta usando somente a maconha e se reestruturando. Como é possível??? Isso significa que eu era a causa da dependencia dele??? Doi muito....não ache q vc era a culpada
Dependencia Quimicia
Estava casada com um dependente quimico e tenho uma filha de 3 anos. Há um mês coloquei ele para fora de casa pois a situação ficou insustentável. Ele saia as 6af a noite e voltava só no domingo, saia com o carro e me deixava trancada em casa com minha filha. Gastava todo o seu pagamento em drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos., e nasVeja teor alcoólico no sangue. ultimas semanas nem ia mais trabalhar, passava o dia dormindo e saindo a noite para se drogar. Chegou até a vender objetos de casa em troca de droga. Além de ter se tornado muito violento. Tenho certeza que tomei a melhor decisao, mas me sinto muito triste pois ele voltou para casa de uma ex namorada da qual também tem um filha. E aparentemente esta se controlando muito bem quanto a droga, esta usando somente a maconhaUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidrocanabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão periférica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classificados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva.. Me sinto mal pois parece que ele usava comigo de proposito para me magoar e agora esta vivendo muito bem sem a droga. Isso é possível??
cracke
quem usa cracke é possível ficar limpo um mês e meio?
:)
Crack
Olá, quando estive em uma instituição fiquei limpa 5 meses e aqui na rua já estou limpa há 2 meses depois de 3 recaídas, é possível sim mas com ajuda de bastante medicamentos, senão a pessoa não aguenta a fissura não!! Vá à igreja, às reuniões de NA, ao psiquiatra, pratique terapias, trabalhe e cuide do seu visual, enfim, preencha todos os espaços vazios da vida para não ter espaço para a drogaUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos.!!
Meu marido n bebe a 16 anos,desconfio q teve recaida pois ...
MEU MARIDO E EU NAO ESTAMOS MAIS NOS ENTENDENDENDO PECO P ELE IR AO AA E ELE SE OFENDE E SE IRRITA,PARECE NEGAR QUE TEVE PROBLEMAS DE ALCOOLISMO!!ELE TEM AGIDO MUITO DEFERENTE DE UNS MESES PRA CA ...ELE JA TOMOU CERVEJA S ALCOOL.TOMOU +- 6 VEZEZ DURANTE OS ULTIMOS ANOS,SO QUE ELE PARECE Q NEGA Q TEM PROBLEMAS, E QUANDO PECO PARA VOLTARMOS A FAZER O TRATAMENTO ELE SE IRRITA E FOGE DO ASSUNTO,ELE N ADMITI MAIS Q E ALCOOLATRA...ESTAMOS NA IGREJA BATISTA A 9 ANOS E DESDE ENTAO ELE ABANDONOU A TERAPIA NO AA,MAS ESTA TENDO UMAS ATITUDES QUE SINTO QUE OS DEFEITOS DE CARATER DELE ESTAO PIORES E ELE NAO PERCEBE,PARTECE CADA DIA MAIS FRIO E SE ACHA O MAXIMO...NAO DA P EXPLICAR MAS ESTAMOS NUMA CRISE E SINTO Q E POR ESSE MOTIVO POIS ELE FICOU HUMILDE E MELHOR QUANDO IA AO AA E AGORA ESTA SE TORNANDO UMA PESSOA EGOCENTRICA,PARECE TER PRAZER EM ME DEIXAR P BAIXO E SINTO Q ELE MELHORA QUANDO FAZ ISSO!!sERA Q O ALCOOLISMO DELE VOLTOU,A PESSOA QUE PARA DE BEBERIngestão de bebida; especificamente, neste contexto, uso de bebida alcoólica. A 16 ANOS PODE VOLTAR A TER OS MESMOS PROBLEMAS SE NAO SE TRATA...NAO SEI MAIS OQ FAZER ESTOU PENSANDO EM VOLTAR A FREQUENTAR O AA MAS TENHO MEDO POIS ELE FICA AGRESSIVO E NAO QUER FALAR SOBRE TRATAMENTO ,POR FAVOR,ME AJUDEM A ACHAR UMA SOLUCAO...ESPERO QUE ALGUEM RESPONDE SO DEUS P SABER O QUE VENHO SENTINDO C ESSE FANTASMA ME RONDANDO.SERA Q ELE TEVE RECAIDA E NAO SABE!
ME AJUDEM OBRIGADA ABRACO
CRISTIANE
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