Resumo
Os autores levantaram os dados mais recentes sobre o consumo de álcoolNa terminologia química, os álcoois constituem um numeroso grupo de compostos orgânicos derivados de hidrocarbonetos que contém um ou mais grupos hidroxila (-OH). O etanol (ou álcool etílico, C2H5OH) é um dos membros dessa classe de compostos, e é o principal ingrediente psicoativo das bebidas alcoólicas. Por extensão, o termo “álcool” também é usado para referir-se a bebidas alcoólicas.O etanol resulta da fermentação de açúcar produzida por lêvedos. Em condições normais, as bebidas produzidas por fermentação têm uma concentração de álcool que não ultrapassa 14%. Na produção de álcoois por destilação, ferve-se uma mistura fermentada e o etanol que se evapora é recolhido como um condensado quase puro. Além do seu uso para consumo humano, o etanol é também usado como combustível, como solvente e na manufatura química (veja álcool impróprio para o consumo humano).O álcool absoluto (etanol anidro) é o etanol contendo não mais do que 1% de água por massa. Nas estatísticas sobre produção ou consumo de álcool, o álcool absoluto refere-se ao conteúdo de álcool (como 100% de etanol) das bebidas alcoólicas.Do ponto de vista químico, o metanol (CH3OH), também conhecido como álcool metílico e álcool de madeira (ou de amido), é o mais simples dos álcoois. É usado como um solvente industrial e também como um adulterador para desnaturar o etanol e torná-lo impróprio para o consumo (bebidas metiladas). O metanol é altamente tóxico; dependendo da quantidade consumida, pode produzir turvação da visão, cegueira, coma e morte.Outros álcoois impróprios para o consumo, com efeitos potencialmente nocivos, são consumidos ocasionalmente, como, p.ex., o isopropanol (álcool isopropílico, freqüente em desinfetantes) e etilenoglicol (usado como anticongelante em automóveis).O álcool é um sedativo/hipnótico com efeitos semelhantes aos dos barbitúricos. Além dos efeitos sociais do uso, a intoxicação pelo álcool pode resultar em envenenamento e até morte; o uso excessivo e prolongado pode resultar em dependência ou numa ampla variedade de transtornos mentais orgânicos e físicos.Os transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de álcool (F10) são classificados como transtornos decorrentes do uso de substância psicoativa na CID-10 (F10-F19).Veja também:cardiopatia alcoólica; cirrose alcoólica; dano cerebral associado ao álcool; delirium; encefalopatia de Wernicke; escorbuto; fígado gorduroso alcólico; gastrite alcoólica; hepatite alcoólica; miopatia relacionada com álcool ou drogas; neuropatia periférica; pancreatite alcoólica; pelagra; pseudo-síndrome de Cushing; síndrome amnésica induzida por álcool ou droga; síndrome de deficiência de tiamina; síndrome fetal alcoólica., fumo e outras drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. mais comuns no Brasil, concluindo que o álcool e o fumo são as substâncias mais usadas e abusadas entre os adultos.
Entre os estudantes de 1º e 2º graus,
- o álcool é também a droga mais utilizada (80,5% usaram pelo menos uma vez na vida, 18,6% usam freqüentemente).
- Seguem à distância o fumo (28% pelo menos uma vez na vida, 5,3% freqüentemente),
- os inalantesVeja substâncias voláteis. (17,3% na vida, 2,1% freqüentemente) e
- os medicamentos psicotrópicos (tranqüilizantes: 7,2% na vida, 0,8% freqüentemente;
- anfetaminas: 3,9% na vida, 0,5% freqüentemente),
- em último plano aparecem as drogasDrogas ilícitas, como a maconha (3,4% na vida, 0,5% freqüentemente) e
- a cocaínaUm alcalóide obtido das folhas de coca (Erythroxylon coca) ou sintetizado a partir da ecgonina ou de seus derivados. O hidrocloreto de cocaína era comumente usado como anestésico local em odontologia, oftalmologia e cirurgias de ouvido, nariz e garganta, dada a sua forte ação vasoconstritora que ajuda a reduzir as hemorragias locais.A cocaína é um poderoso estimulante do sistema nervoso central, usado sem indicação terapêutica para produzir euforia ou “ligação”; o uso repetido produz dependência. A cocaína ou “coca” é geralmente vendida como cristais brancos e translúcidos, ou em pó (“farinha” ou “pó”), freqüentemente adulterada com açúcares ou anestésicos locais. O pó é aspirado (“cheirado” ou “cafungado”) e produz efeitos imediatos (entre 1 a 3 minutos de latência) que duram em torno de 30 minutos.A cocaína pode ser ingerida oralmente, geralmente com álcool; os usuários de opióides e cocaína combinados geralmente os injetam por via intravenosa. Alguns elementos alcalinos (freebase) são utilizados para aumentar a potência da cocaína pela extração do alcalóide puro através da inalação dos vapores em cigarros ou narguilé (cachimbo de água). Uma solução aquosa de sal de cocaína é misturada com um álcali (como bicarbonato de sódio) e o extrato é obtido através de um solvente orgânico como o éter ou o hexano. O procedimento é perigoso uma vez que a mistura é explosiva e altamente inflamável. Um procedimento mais simplificado que evita o uso de solventes orgânicos consiste em aquecer o sal de cocaína com bicarbonato de sódio; isto produz o crack.O crack ou “pedra” é uma cocaína alcaloidal (básica), um composto amorfo que pode conter cristais de cloreto de sódio. É um composto de coloração bege. Crack refere-se ao som de estalido provocado quando o composto é aquecido. Um efeito intenso ocorre de 4 a 6 segundos após a inalação do crack. Um sentimento de exaltação e de desaparecimento de ansiedade é vivenciado, junto com um exagerado sentimento de confiança e auto-estima. Há também uma perturbação do juízo crítico e o usuário tende a cometer atos irresponsáveis, ilegais ou perigosos, sem se preocupar com as conseqüências.A fala fica acelerada e pode se tornar desconexa e incoerente. Os efeitos agradáveis terminam em torno de 5 a 7 minutos, depois do que o humor rapidamente muda para depressão e o consumidor é compelido a repetir o processo de forma a recuperar a euforia do ápice. A superdose parece ser mais freqüente com o crack que com outras formas de cocaína.A interrupção do uso contínuo de cocaína é geralmente seguida por uma crise que pode ser vista como uma síndrome de abstinência, na qual a exaltação dá lugar à apreensão, depressão profunda, sonolência e inércia.Podem ocorrer reações tóxicas agudas tanto no consumidor de cocaína principiante quanto no inveterado. Essas reações incluem delirium semelhante ao pânico, hiperpirexia, hipertensão (algumas vezes com hemorragia subdural ou subaracnóide), arritmias cardíacas, infarto do miocárdio, colapso cardiovascular, convulsões, estado de mal epiléptico e morte. Outras seqüelas neuropsiquiátricas incluem uma síndrome psicótica com delírios paranóides, alucinações visuais e auditivas e idéias de auto-referência. “Luzes na neve” (snow lights) é o termo usado para descrever alucinações ou ilusões que lembram o brilho do sol nos cristais de neve. Foram descritos efeitos teratogênicos, incluindo anormalidades do trato urinário e deformidade dos membros. Os transtornos por uso de cocaína estão entre os transtornos por uso de substâncias psicoativas incluídas na CID-10 (classificadas em F14). (0,7% na vida, 0,1% freqüentemente).
Chamam a atenção para a responsabilidade dos profissionais de saúde frente ao problema e as possibilidades de influir positivamente na prevenção.
Sobre os adolescentes, por que experimentam, quem se encontra em risco, fatores de risco, etapas no uso de substâncias e cronologia da adição.
Fazem uma descrição sobre as diversas substâncias, sua composição, aspectos biológicos, quadro clínico, tolerânciaUma diminuição de resposta a uma dose de determinada substância que ocorre com o uso continuado da mesma. No consumidor freqüente ou de grandes quantidades de bebidas alcoólicas (ou de outras drogas), por exemplo, são necessárias doses mais elevadas de álcool para alcançar os efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas. Tanto fatores psicológicos como psicossociais podem contribuir para o desenvolvimento da tolerância, que pode ser física, comportamental ou psicológica. Com respeito aos fatores fisiológicos, pode desenvolver-se tanto a tolerância metabólica como a funcional, isoladas ou conjuntamente. Aumentando-se a taxa de metabolismo da substância, o organismo pode ser capaz de eliminar a substância mais rapidamente. A tolerância funcional é definida pela diminuição da sensibilidade do sistema nervoso central à substância. A tolerância comportamental é uma mudança no efeito da droga como resultado de aprendizado ou de alterações ambientais. A tolerância aguda é uma acomodação rápida, temporária, ao efeito de uma substância após uma única dose. A tolerância reversa, também conhecida como sensibilização, refere-se a uma condição na qual a resposta a uma substância aumenta com o uso repetido.A tolerância é um dos critérios para a síndrome de dependência., intoxicaçãoUma situação conseqüente à administração de uma substância psicoativa e que resulta em perturbações do nível da consciência, da cognição, da percepção, do juízo crítico, do afeto, do comportamento ou de outras funções e reações psicofisiológicas. As perturbações estão relacionadas com a substância através dos efeitos farmacológicos agudos e das reações aprendidas relativos à substância e desaparecem completamente com o tempo, exceto quando houver surgido lesões teciduais ou outras complicações. O termo é mais comumente utilizado em relação ao uso de álcool; seu equivalente da linguagem diária é “embriaguez”. A intoxicação pelo álcool manifesta-se por rubor facial, fala empastada, marcha instável, euforia, hiperatividade, volubilidade, perturbação da conduta, diminuição do tempo de reação, juízo crítico perturbado, descoordenação motora, insensibilidade ou estupor.A intoxicação aguda depende muito do tipo e da dose da droga e é influenciada pelo nível individual de tolerância e por outros fatores. Muitas vezes uma droga é consumida exatamente para se conseguir um grau desejado de intoxicação. A expressão comportamental de um determinado grau de intoxicação é fortemente influenciada pelas expectativas culturais e pessoais acerca dos efeitos da droga.Intoxicação aguda é o termo empregado na CID-10 para designar uma intoxicação com importância clínica (F1x 0). As complicações podem incluir traumatismos, aspiração do vômito, delirium, coma e convulsões, dependendo da substância e do método de administração.A intoxicação habitual (ou embriaguez habitual), expressão usada basicamente em relação ao álcool, designa um padrão regular ou recorrente de beber até à intoxicação. Tal padrão às vezes é considerado como um delito, independentemente de episódios isolados de intoxicação.Outros termos gerais para intoxicação ou intoxicado incluem: embriaguez, embriagado, estar alto, bêbado.Veja também:bebedor de rua; intoxicação. e síndrome de abstinência(F1x.3)Um grupo de sintomas de configuração e gravidade variáveis que ocorrem após a cessação ou redução do uso de uma substância psicoativa que vinha sendo usada repetidamente e geralmente após um longo período e/ou em altas doses. A síndrome pode ser acompanhada por sinais de alterações físiológicas.A síndrome de abstinência é um dos indicadores da síndrome de dependência. Também é uma característica distintiva do significado mais estrito do termo dependência.O início e o curso da síndrome de abstinência são limitados no tempo e são relacionados ao tipo de substância e à dose que vinham sendo usadas imediatamente antes da interrupção ou da redução do uso. Tipicamente, as características da síndrome são opostas às da intoxicação aguda.A síndrome de abstinência do álcool é caracterizada por tremores, sudorese, ansiedade, agitação, depressão, náusea e mal estar. Ocorre entre 6-48 horas após a interrupção do consumo de álcool e, quando não complicada, termina em 2-5 dias. Pode complicar-se por convulsões tipo grande mal e progredir para um delirium (conhecido como delirium tremens).As síndromes de abstinência de sedativos têm várias características comuns com a abstinência do álcool, mas podem também incluir dores musculares e espasmos, distorções perceptivas e distorções da imagem corporal.A abstinência de opióides é acompanhada de rinorréia (secreção nasal), lacrimejamento (excesso de formação de lágrimas), dores musculares, calafrios, arrepios e, após 24-48 horas, cãibras abdominais e musculares. O comportamento de busca da droga é proeminente e continua após a diminuição dos sintomas físicos.A abstinência de estimulantes (crash) não é tão bem definida quanto às síndromes de abstinência de substâncias depressoras do sistema nervoso central; a depressão é proeminente e acompanhada por mal-estar, inércia e instabilidade.Veja também:ressaca.Sinonímia: estado de privação; reação de abstinência; síndrome de privação. Fumo, álcool, produtos de cannabisUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidrocanabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão periférica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classificados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva., inalantes, cocaína, estimulantes, alucinógenos, hipnóticos, tranqüilizantes, anti-histamínicosUm grupo de drogas terapêuticas usadas no tratamento de transtornos alérgicos e, por vezes, devido aos seus efeitos sedativos, para aliviar a ansiedade e induzir o sono. Farmacologicamente, os anti-histamínicos são classificados como bloqueadores dos receptores H1. Estas drogas são ocasionalmente utilizadas sem finalidade terapêutica, particularmente por adolescentes, nos quais pode causar sedação e desinibição. Um grau moderado de tolerância se desenvolve, mas não uma síndrome de dependência ou uma síndrome de abstinência. Uma segunda classe de anti-histamínicos, os bloqueadores de receptores H2, suprime a secreção ácida gástrica e é usada no tratamento da úlcera péptica e do refluxo esofágico; esta não tem um potencial de dependência conhecido e o seu uso indevido é incluído na categoria F55 da CID-10, abuso de substâncias que não produzem dependência.Veja também:doping. e anti-parkinsonianos, opiáceos e narcóticos, esteróidesSubstâncias do grupo dos hormônios naturais ou sintéticos que são lipídeos complexos baseados na molécula de colesterol que afetam os processos químicos do organismo, o crescimento e as funções fisiológicas, sexuais e outras mais. Compreendem os hormônios corticais, os testiculares e os ovarianos, e seus derivados.No contexto do uso de drogas e problemas relacionados a elas, os esteróides anabólicos são os que causam as maiores preocupações. Estes compostos são relacionados aos hormônios sexuais masculinos; aumentam a massa muscular e causam masculinização das mulheres. Os esteróides anabólicos são utilizados inadequadamente por atletas com o objetivo de aumentar a força e o desempenho. O uso indevido de esteróides corticais é raro.Veja também:abuso de substâncias que não produzem dependência; doping. anabolizantes, contaminantes e substâncias semi-sintéticas.
Classificam o abuso de substâncias em 4 níveis.
Dão as linhas mestras para a avaliação clínicaClínica médica, no Brasil, também conhecida como Medicina Interna e Clínica geral, é a especialidade médica que trata de pacientes adultos, atuando principalmente em ambiente hospitalar. Inclui o estudo das doenças de adultos, não cirúrgicas, não obstétricas e não ginecológicas, sendo a especialidade médica a partir da qual se diferenciaram todas as outras como Cardiologia e Pneumologia.No Brasil, o especialista em Clínica médica deve cumprir, além do curso de Medicina, dois anos de Residência médica.Em Portugal, trata-se de um termo actualmente a cair em desuso. Em sua substituição, surgiu a Especialidade de Medicina Geral e Familiar, mais abrangente e de natureza diferente.: métodos de abordagem, confidência, diagnóstico de uso e abusoabuso (de drogas, de álcool, de substâncias, de produtos químicos ou de substâncias psicoativas)Um grupo de termos muito utilizado embora com significados variáveis. Na 3a. edição revista do Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Norte-Americana (DSM-III-R), “abuso de substância psicoativa” é definido como “padrão desajustado de uso indicado pela continuação desse uso apesar do reconhecimento da existência de um problema social, ocupacional, psicológico ou físico, persistente ou recorrente, que é causado ou exacerbado pelo uso recorrente em situações nas quais ele é fisicamente arriscado”. Trata-se de uma categoria residual, ao qual é preferível o diagnóstico de dependência, quando for o caso. O termo “abuso” é algumas vezes utilizado de forma desaprovativa para designar qualquer tipo de uso, particularmente o de drogas ilícitas. Devido à sua ambigüidade, o termo não é usado na 10a. revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) (exceto no caso de substâncias que não produzem dependência; veja mais adiante); uso nocivo e uso arriscado são os termos equivalentes na terminologia da OMS, embora eles geralmente digam respeito apenas aos efeitos físicos e não às conseqüências sociais. O emprego de “abuso” também é desestimulado pelo Escritório de Prevenção do Abuso de Substâncias dos EUA, embora expressões como “abuso de substâncias” sigam sendo amplamente utilizadas na América do Norte, para se referir, de modo geral, aos problemas do uso de substâncias psicoativas.Em outros contextos, o abuso já indicou padrões de uso não-médico ou não aprovado, independentemente das conseqüências. Assim, a definição publicada em l969 pela Comissão de Peritos da OMS em Dependência de Drogas foi “uso excessivo de droga, persistente ou esporádico, inconsistente ou sem relação com a prática médica aceitável” (veja uso indevido de álcool ou droga)., análises clínicas úteis ao diagnóstico, necessidade de consultoria, encaminhamento, métodos de tratamento. Prevenção: 10 regras para os pais.
Introdução
Todos os estudos, a despeito de peculiaridades locais, evidenciam invariavelmente que o álcool é a droga mais utilizada pelos adolescentes, seguida à distância por tabacoQualquer preparação das folhas da Nicotiana tabacum, uma planta nativa da América, Seu principal ingrediente psicoativo é a nicotina.Veja também:nicotina; fumar passivo., inalantes e medicamentos psicotrópicos. Em último plano aparecem as drogas ilícitas, como a maconha e a cocaína.(3) (11) (13) (14) (15) (16) Levantamento sobre uso de drogas entre estudantes de 1º e 2º graus em 10 capitais brasileiras (dados do CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Escola Paulista de Medicina)(3) informam que em 1993, entre os estudantes:
- 80,5% usaram álcool, pelo menos uma vez na vida; 18,6% usaram freqüentemente. (seis ou mais vezes nos trinta dias anteriores à pesquisa).
- 28% usaram tabaco, pelo menos uma vez na vida; 5,3% freqüentemente.
- 22,8% usaram drogas psicotrópicas, pelo menos uma vez na vida; 3,1% freqüentemente.
Mas as prevalências variam em cada levantamento, de acordo com peculiaridades locais. Por isso, conclui-se que o planejamento de qualquer tipo de intervenção visando a redução do abuso de substâncias psicoativas em escolas necessita de uma pesquisa específica, sob pena de serem adotadas estratégias inadequadas.
Outro aspecto a ser considerado é que levantamentos em escolares não espelham a realidade da população, requerendo portanto estudos delineados para tal fim.(12)
Considerações gerais
Os pais e demais adultos habitualmente supõem que o abuso seja de heroínaVeja opióide., cocaína e outras drogas “fortes”. De fato, tais drogas são danosas, mas o uso é muito raro, entre os adolescentes, comparado ao de outras substâncias, também prejudiciais, como o fumo, o álcool e a maconha. O fumo, a longo prazo, é responsável por maior número de doenças Doença (do latim dolentia, padecimento) é uma condição anormal de um organismo que interfere nas funções corporais e está associada a sintomas específicos. Pode ser causada por fatores externos, como outros organismos (infecção), ou por desfunções ou malfunções internas, como as doenças autoimunes. A patologia é a ciência que estuda as doenças e procura entendê-las.Resulta da consciência da perda da homeostasia de um organismo vivo, total ou parcial, estado este que pode cursar devido a infecção, inflamação, isquémias, modificações genéticas, sequelas de trauma, hemorragias, neoplasias ou disfunções orgânicas. Distingue-se da enfermidade, que é a alteração danosa do organismo.O dano patológico pode ser estrutural ou funcional. O médico faz a História clínica e examina o paciente a procura de sinal (médico) e sintomas que definem a síndrome da doença, solicita os exame complementar conforme suas hipótese diagnóstica, visando chegar a um diagnóstico.O passo seguinte é indicar um tratamento. e perda de anos de vida do que todas as demais drogas somadas. O álcool encontra-se implicado em mais da metade das mortes de jovens em acidentes automobilísticos. A maconha interfere na memória e na aprendizagem.
O fumo, o álcool e as drogas ilícitas devem, portanto, ser considerados de risco e, potencialmente, substâncias de abuso.
É muito difícil diferenciar a experimentação do uso freqüente, do abuso e da adição ou farmacodependência, mas é possível fazer algumas generalizações:
- quanto mais cedo um adolescente inicia o uso de uma substância, maior é a probabilidade do aumento na quantidade e na variedade do uso;
- os adolescentes são comumente menos capazes de limitar o uso do que os adultos;
- a experiência hoje é muito diferente do passado: o número de experimentadores é maior, surgem novas substâncias e combinações cuja sintomatologia se confunde. Além disso, as substâncias conhecidas são diferentes; por exemplo, a maconha nos anos 70 continha menos de 0,2% de THCTetrahidrocannabinol. Veja cânabis. ( Delta 9 – tetrahidro – canabinol) e 20 anos após contém uma média de 6%, chegando a 14%;
- o uso ilegal constitui um delito;
- o jovem atribui à droga a solução de todos os seus problemas;
- no início do não há sinais e sintomas que os levem à consulta, eles aparecem como conseqüência do abuso e da dependência. Por isso, no começo é difícil que aceitem ajuda;
- quando há sintomas, o trabalho de reabilitaçãoNo campo relacionado ao uso de substâncias psicoativas, o processo através do qual um indivíduo com um transtorno por uso de uma dessas substâncias atinge seu máximo possível estado satisfatório de saúde, de funcionamento psicológico e bem-estar social [A Organização Mundial da Saúde define a reabilitação psicossocial como “um processo que facilita aos indivíduos deficientes, incapacitados ou inválidos a oportunidade de atingirem seu nível máximo de funcionamento independente em suas comunidades. Isso implica tanto a melhoria das capacidades individuais como a introdução de modificações ambientais a fim de proporcionar a melhor qualidade de vida possível aos indivíduo que tenham sofrido de uma doença mental, ou que tenham alguma deficiência de suas capacidades mentais que resulta em qualquer grau de incapacidade.” (WHO. Psychosocial rehabilitation: a consensus statement.Doc.: WHO/MNH/MND/96.2, Geneva, WHO, 1996)].A reabilitação segue uma fase inicial de tratamento (que pode implicar desintoxicação e tratamentos médicos e psiquiátricos). Compreende uma ampla variedade de abordagens, que incluem terapia de grupo, terapias comportamentais específicas para prevenir a recaída, participação em grupos de ajuda mútua , residência em uma comunidade terapêutica ou em uma pensão protegida, treinamento vocacional e emprego protegido. A expectativa é a de uma reintegração social na comunidade em geral. é difícil e frustrante, sendo baixo o índice de recuperaçãoA manutenção de qualquer forma de abstinência de álcool e/ou de drogas. O termo é particularmente associado com os grupos de ajuda mútua; entre os Alcóolicos Anônimos (AA) e outros grupos dos doze passos refere-se ao processo de atingir e manter a sobriedade. Posto que a recuperação é vista como um processo que dura toda a vida, um membro do AA é sempre visto internamente como um alcoólico “em recuperação”, embora o termo alcoólico “recuperado” possa ser usado fora do grupo. nos diferentes programas que trabalham com adictos;
- os resultados dos levantamentos apresentados revelam objetivamente que estamos frente a uma doença grave, e a única forma de não adquiri-la é a prevenção.
Por que os adolescentes experimentam substâncias?
Os adolescentes fumam por pressão dos iguais, por curiosidade, por imitação, como manifestação de independência, rebelião, ou com a intenção de fazer uma “figura importante”.
As empresas produtoras de cigarros, na busca de fumantes “substitutos” (dos adultos que deixam de fumar ou morrem devido a complicações do fumo), conhecem as motivações e estimulam o uso através de modelos juvenis atraentes em ações e paisagens excitantes.
Consomem álcool porque “todo mundo bebe”, “eu gosto, é divertido”, “ajuda-me a relaxar”, “tira-me a timidez”, “estou mal, serve- me para escapar do sofrimento”, “por que não, além do mais nem bebo tanto”.
Os adolescentes que experimentam drogas dão razões similares às descritas para o fumo e para o álcool: pressão dos companheiros, uso por parte dos familiares (habitualmente irmãos mais velhos), estresse, aborrecimento, rebelião, ansiedadeAnsiedade, ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração etc., depressão e redução da auto-estima. O uso do fumo e do álcool em geral precede à experimentação com drogas.
Apesar do bombardeio de informações a respeito do perigo do fumo, do álcool e das drogas, nenhum adolescente fica imune à influência social e ao fácil acesso. Isto é especialmente efetivo no caso de
os pais fumar em ou beberem em excesso ou usarem drogas.
Quem se encontra em situação de risco?
“Todos os adolescentes”. O fumo, o álcool e as drogas estão disponíveis, e a maioria dos jovens são objeto de pressão para o início de seu uso. Sem dúvida, alguns adolescentes estão em maior risco do que outros. Os três fatores mais importantes são a história familiar, o uso por parte dos pais e certas características individuais.
A história familiar de alcoolismo indicaria uma predisposição genética, teoria sustentada em estudos de filhos adotivos. Não só é fator de risco o uso por parte dos pais, mas a atitude, a educação e as medidas disciplinares inconsistentes com relação ao uso de substâncias aos seus filhos.
Quando uma família está socialmente isolada é maior o perigo de uso de substâncias e aumenta o índice de abuso físico e sexualA saúde sexual refere-se às áreas da medicina envolvidas com a reprodução humana e comportamento sexual, as doenças sexualmente transmissíveis, os métodos contraceptivos, anticoncepcionais, entre outros. ou de fuga do lar. Outros fatores familiares predisponentes são o estresse causado por uma separação, divórcio, novas uniões conjugais, desemprego e doença ou morte de um dos pais.
Quadro 1 : Fatores de risco
- Pai ou parente próximo com abuso de substâncias ou dependência química
- Fracasso ou dificuldades escolares
- Baixo nível de auto-estima
- Personalidade agressiva ou impulsiva
- Instabilidade familiar, falta de supervisão
- Miséria
- História de abuso físico e sexual
- Distúrbios psiquiátricos, especialmente depressão, bulimia e distúrbios de atenção
Um dos mais poderosos fatores predisponentes ao uso de substâncias é a influência do grupo de iguais. Um adolescente cujos melhores amigos usam o fumo, o álcool e outras drogas será mais facilmente levado a experimentar do que aquele cujos amigos evitam as drogas e não estão de acordo com seu uso.
Etapas no uso de substâncias
A maioria dos adolescentes que consomem álcool e drogas não se torna inexoravelmente farmacodependente, mas de acordo com certas características de personalidade e com o ambiente, pode-se predizer quem provavelmente seguirá este caminho.
A cronologia da adição pode ser sintetizada através das etapas de Mc Donald (9):
- Etapa 0: o adolescente vulnerável ao uso de substâncias sente curiosidade a respeito do uso de drogas.
- Etapa 1: o adolescente está apreendendo o uso de drogas.
- Etapa 2: o adolescente busca os efeitos da droga e controla a administração.
- Etapa 3: o adolescente está ensimesmado, concentrado nas mudanças dos seus estados anímicos e tornou-se farmacodependente (o uso de drogas é necessário para manter o bem estar).
- Etapa 4: o adolescente está no último estado de farmacodependência (crônico). Sofre usualmente de uma síndrome cerebral orgânica.
* Quanto antes se intervém no ciclo, maiores as chances de recuperação
Abuso de substâncias: características das diversas drogas
Os adolescentes que usam substâncias habitualmente o fazem com drogas de primeira linha, tais como cigarros e cerveja e, mais recentemente, maconha. Excetuam-se a esta regra aqueles que usam inalantes por não terem acesso a outras substâncias. No caso do uso de várias substâncias já se considera abuso e, neste caso, buscam drogas “mais fortes”, tais como cocaína e outros estimulantes como os alucinógenos, hipnóticos e tranqüilizantes menores. Há também aqueles que continuarão “a busca” em combinações (por exemplo: anti-histamínicos e antiparkinsonianos) e opiáceos. Uma minoria preocupante escolherá a rota endovenosa.
Ultimamente vê-se também casos de seleção especializada como os esteróides anabolizantes para “formar músculos” e a exploração de novos medicamentos.
1 – Produtos do tabaco: cigarros, charutos, cachimbo, fumo de mascar, etc.
Fumar constitui a causa mais previsível de doença e morte no mundo inteiro. Além disso, não é de conhecimento geral dos adolescentes que a nicotinaUm alcalóide que é a principal substância psicoativa do tabaco. Tem efeitos tanto estimulantes quanto relaxantes. Produz um efeito de alerta no eletroencefalograma e, em alguns indivíduos, um aumento na capacidade de focalização da atenção. Em outros, reduz a ansiedade e a irritabilidade.A nicotina é utilizada sob forma de inalação da fumaça do tabaco ou como “tabaco sem fumaça” (tabaco de mascar), rapé ou goma de mascar com nicotina. Cada tragada de fumaça de tabaco inalada contém nicotina que é rapidamente absorvida através dos pulmões e chega ao cérebro em segundos. A nicotina provoca uma tolerância e uma dependência consideráveis. Devido ao seu rápido metabolismo, os níveis cerebrais de nicotina caem rapidamente e o fumante sente um desejo intenso (craving) de mais um cigarro, 30-45 minutos depois de fumar o último.No usuário de nicotina que se tornou fisicamente dependente, desenvolve-se uma síndrome de abstinência depois de algumas horas da última dose: necessidade imperiosa (craving) de fumar, irritabilidade, ansiedade, raiva, dificuldade de concentração, aumento do apetite, diminuição da freqüência cardíaca e, por vezes, dor de cabeça e perturbações do sono. O desejo intenso tem seu pico em 24 horas e declina ao longo de várias semanas, apesar de poder ser evocado por estímulos associados a hábitos de fumar anteriores.O tabaco contém várias outras substâncias além da nicotina. O uso prolongado do tabaco pode resultar em câncer do pulmão, cabeça ou pescoço, em doenças cardíacas, em bronquite crônica, em enfisema e em outros transtornos físicos.A dependência de nicotina (F17.2) está classificada na CID-10 como um transtorno por uso do tabaco em transtorno por uso de substância psicoativa. do fumo provoca dependência. O que se observa é que reduz a ansiedade e a resposta ao estresse, tem uma ação antidepressiva e ameniza o “aborrecimento”.
Aspectos biológicos: É uma das substâncias mais aditivas. Os efeitos farmacológicos incluem um estado de alerta, relaxamento muscular, melhora da atenção e diminuição do apetite. Inicialmente pode produzir náuseas e vômitos até que se desenvolva a tolerância.
Quadro clínico: A curto prazo: tosseAtosseé uma contração espasmo, repentina e freqüentemente repetitiva da cavidade torácica, resultando em uma violenta liberação de ar dos pulmões, e geralmente acompanhada por um som característico.A tosse é uma ação que o corpo toma para se livrar das substâncias (poeiras, bactérias, vírus, fungos e outras substâncias danosas) que estão irritando as passagens de ar na faringe, laringe, traquéia ou pulmões. Uma tosse geralmente é iniciada para limpar uma formação de fleuma (muco) na traquéia; o ar pode se mover nesta passagem a até 480 km/h (300 mph) durante a contração. A tosse também pode ser desencadeada por uma porção de comida descendo pela traquéia ao invés do esôfago, devido a uma falha da epiglote, embora isso possa resultar, no entanto, em um engasgo. A tosse crônica (ou freqüente) geralmente indica a presença de uma doença. A menos que o paciente não seja um fumante e tenha um raio-X peitoral normal, a causa da tosse crônica em 93% de todos os pacientes é devido à asma, doença do refluxo gastroesofágico ou gotejamento pós-nasal (secreção do nariz indo na direção dos pulmões). Outras causas da tosse crônica incluem bronquite crônica e medicamentos como os IECA. A tosse pode ocorrer voluntariamente assim como involuntariamente, neste caso sendo um mecanismo de reflexo.Tossir durante uma injeção pode diminuir a dor da penetração da agulha causada por um repentino aumento na pressão do peito e canal espinal, inibindo as estruturas condutoras de dores da medula espinhal.http://health.msn.com/menshealth/articlepage.aspx?cp-documentid=100119940>1=7538 do fumante, hálito de fumo, coloração amarela dos dentes e dos dedos; agravamento das alergias e da asmaA asma é uma doença inflamatória crônica das vias áreas, que resulta na redução ou até mesmo obstrução no fluxo de ar. Sua fisiopatologia está relacionada a interação entre fatores genéticos e ambientais que se manifestam como crises de falta de ar devido ao edema da mucosa brônquica, a hiperprodução de muco nas vias aéreas e a contração da musculatura lisa das vias aéreas, com conseqüente diminuição de seu diâmetro (broncoespasmo).As crises são caracterizadas por vários sintomas como: dispnéia, tosse e sibilos, principalmente à noite. O estreitamento das vias aéreas é geralmente reversível porém, em pacientes com asma crônica, a inflamação pode determinar obstrução irreversível ao fluxo aéreo. As características patológicas incluem a presença de células inflamatórias nas vias aéreas, exsudação de plasma, edema, hipertrofia muscular, rolhas de muco e descamação do epitélio. O diagnóstico é principalmente clínico e o tratamento consta de medidas educativas, drogas que melhorem o fluxo aéreo na crise asmática e antiinflamatórios, principalmente a base de corticóides. por broncoconstricção reativa, bronquite e doenças das vias aéreas superiores. Na gravidez: recém-nascido de baixo peso, aumento da freqüência de placenta prévia, hemorragias e ruptura precoce das membranas.
A longo prazo: enfisema, arterioesclerose, infarto do miocárdio, cânceres (pulmão, bexiga, cérvix uterina, etc.).
Nos filhos: maior incidência de doenças das vias aéreas superiores, morte súbita do lactente, asma e estado de mal asmático e retardo mentalSaúde mental é um termo usado para descrever um nível de qualidade de vida cognição ou emoção ou a ausência de uma doença mental. Na perspectiva da psicologia positiva ou do holismo, a saúde mental pode incluir a capacidade de um indivíduo de apreciar a vida e procurar um equilíbrio entre as actividades e os esforços para atingir a resiliência psicológica. A Organização Mundial de Saúde afirma que não existe definição"oficial"de saúde mental. Diferenças culturais, julgamentos subjectivos, e teorias relacionadas concorrentes afectam o modo como a"saúde mental"é definida. http://www.who.int/whr/2001/chapter1/en/index.html, World Health Organization, 2001 “idiopático”.
Síndrome de abstinência: BradicardiaBradicardiaé um termo utilizado na medicina para designar uma diminuição na freqüência cardíaca. Convenciona-se como normal no ser humano uma freqüência cardíaca entre 60 e 100 batimentos por minuto. Frequências abaixo de 60 constituem a bradicardia.A bradicardia pode ser devido a variações normais do funcionamento do organismo, neste caso chamada de bradicardia fisiológica, ou devido a alguma doença, neste caso bradicardia patológica.A bradicardia sinusal é a forma mais comum, quando ocorre uma diminuição do cronotropismo do nó sinusal, o"marca-passo natural"do coração.A bradicardia pode causar baixa pressão, devido à diminuição do esforço do músculo cardíaco. A bradicardia pode causar danos ao organismo devido a menor circulação do sangue, levando menos oxigênio às células., polifagiaNa medicina, polifagia (às vezes conhecido como hiperfagia) é um sinal médico que significa fome excessiva e ingestão anormalmente alta de sólidos pela boca., despertar freqüentemente durante a noite, confusão, cefaléias, irritabilidade, dificuldade de concentração, perda de vigor e enorme ânsia para fumar. (As pesquisas mais recentes demonstram que existem mecanismos neurofisiológicos envolvidos com receptores de nicotina no cérebro, análogos aos que ocorrem no abuso de outras substâncias.)
2 – Álcool
Cerveja, vinho, bebidas de alto teor alcoólicoVeja alcoolista.. No mundo, em qualquer idade, o álcool em todas as suas formas é a droga de maior uso, promovendo as mais graves conseqüências para a saúde pública.
Aspectos biológicos: Os efeitos crônicos que o álcool produz no adulto não são observados nos adolescentes, por não haver tempo suficiente; entretanto há outras características biológicas de grande importância neste período etário:
- Com menor volume sangüíneo e maior rapidez na ingestão (jogos competitivos), especialmente sem alimentos adicionais, pode resultar em intoxicação alcoólica grave, ocasionalmente fatal.
- Como muitos adolescentes podem associar o álcool à maconha e outras drogas, os efeitos se somam e tornam-se mais tóxicos e de ação prolongada, mais grave ainda que a ingestão isolada de álcool.
- O efeito do álcool sobre o cérebro atinge amplo espectro de ações, desde mudanças psicomotoras e cognitivas muito sutis, até a parada respiratóriaDenomina-separada respiratóriaa ausência de fluxo de ar nos pulmões, por ausência de movimentos respiratórios, seja pelo colapso dos pulmão, paralisia do diafragma ou outras causas. Geralmente coincide, é precedida ou leva a parada cardíaca (por hipoxemia). É uma emergência médica.Sinais de parada Respiratória:Inconsciência, lábios, língua e unhas azuladas (cianose); ausência de movimentos do peito (movimentos respiratórios) e morte, em conseqüência das ações sobre o centro respiratório.
- O uso de álcool não costuma ser diário e sim episódico, mas muito intenso.
Tolerância: A tolerância ao álcool se desenvolve rapidamente, às vezes depois de poucos dias após o início do consumo, mas também se perde em curto prazo. O adolescente que bebe ocasionalmente e tenta equiparar-se aos amigos bebedores pode chegar a uma overdose(em inglês.: overdose)O uso de qualquer droga em quantidade suficiente para provocar efeitos indesejáveis físicos e mentais mais ou menos imediatos. A superdosagem deliberada é um meio comum de suicídio ou de tentativa de suicídio. Em números absolutos, as superdosagens de drogas lícitas são geralmente mais comuns do que as de drogas ilícitas. A superdose pode provocar efeitos transitórios, duradouros ou a morte; a dose letal de uma droga em particular varia com o indivíduo e com as circunstâncias.Veja também:intoxicação; envenenamento por álcool ou droga letal de forma inesperada. Os adolescentes mais jovens e com menos experiência seguidamente não se dão conta do nível de comprometimento de suas faculdades mentais produzido pelo álcool, pior ainda, por terem menor volume sangüíneo, embriagam-se com menores teores. Calculou-se que a dose tóxica para o adulto é de 5 a 8 g/kg e na criança é de 3 g/kg. A intoxicação pode ser mortal a partir de alcoolemias iguais ou superiores a 4,5g/l, apesar de ter-se descrito alcoolemias de até 15g/ l em sujeitos sobreviventes de intoxicações agudas.
A síndrome da abstinência: tende a manifestar-se como um estado de ansiedade e depressão.
Quadro Clínico: Bebedores problema: são os adolescentes que se embriagam mais que seis vezes em um ano, ou que, devido ao consumo de álcool, criam problemas em três das seguintes áreas: família, autoridades da escola, polícia (infrações às leis), amigos, intoxicação, críticas pelo consumo (de álcool).
Emergências: Cerca de 9% dos abusadores de álcool chegam ao comaComa (ou comatose) é o estado no qual uma pessoa perde completa ou parcialmente a consciência, não tem reações nervosas, ou reage pouco ou nada a estímulos externos. alcoólico com perigo de morte, risco que se torna maior entre os adolescentes, por terem menor controle de seus limites. No caso de associação de álcool com antidepressivosUm grupo de substâncias psicoativas prescritas para o tratamento dos transtornos depressivos; também são usados em outras condições, tais como o transtorno do pânico. Há três classes principais: os antidepressivos tricíclicos (quer são principalmente inibidores da recaptura de noradrenalina); os agonistas de receptores e bloqueadores da recaptura da serotonina; e os inibidores da monoamino-oxidase, menos comumente prescritos. Os antidepressivos tricíclicos têm um risco de abuso relativamente baixo, mas algumas vezes são usados sem finalidade terapêutica por seus efeitos psíquicos imediatos. Desenvolve-se tolerância aos seus efeitos anticolinérgicos, mas não está esclarecido se ocorre uma síndrome de dependência ou uma síndrome de abstinência. Por estas razões, o uso impróprio de antidepressivos está incluído na categoria F55 da CID-10, abuso de substâncias que não produzem dependência., a morte por parada respiratória ocorre mais rapidamente, passando da inconsciência à anestesia: diminuem os reflexos, há dificuldades cardíacas e respiratórias, hipotermia, hipoglicemia, convulsões e parada respiratória.
Quando o paciente entra em coma (coma alcóolico), pode apresentar hipotermia, hipoglicemia, cetoacidose, hipotensão, hipoventilação, depressão respiratória e morte. Deve-se fazer lavado gástrico, tomando precauções para evitar aspirado brônquico. Geralmente, há quantidades elevadas de álcool no conteúdo gástrico e, com freqüência, comprimidos de outros fármacos que permitem o diagnóstico de intoxicação mista. Simultaneamente, após colhida amostra de sangue para exames de laboratório, administram- se por via intravenosa 2 mg de naxolona (quando há suspeita de intoxicação por opiáceos) ou 1 a 10 mg de flumazenil (se há suspeita de intoxicação por benzodiazepinas), 50 g de glicose (100 ml de uma solução a 50%) e 100 mg de tiamina. Se necessário, pode-se repetir a glicose a 50%. Até a chegada dos resultados de exames de laboratório, deve-se manter a administração de solução glicosada a 10%. O flumazenil em doses elevadas (5 a 11 mg) parece reverter o estado de embriaguezVeja intoxicação.[Estado transitório de intoxicação aguda (F1x.0), que segue a ingestão de drogas ou álcool, e que resulta na mudança de padrões das funções e das respostas fisiológicas e psicológicas,com comprometimento da consciência e do controle do comportamento.] grave. Uma grande percentagem de pacientes melhora, o único inconveniente para o uso é o custo.
Aspectos psicológicos e psicossociais: O álcool diminui a atenção, a concentração e a memória. A queda do rendimento escolar contribui ainda mais para baixar o nível de auto-estima do bebedor e a conseqüente perda de interesse na escola.
O álcool é um agente desinibidor e intensifica a agressividade, aumentando a probabilidade de acting out (atuação) destrutiva ou autodestrutiva. Os bebedores, em qualquer idade, têm maior tendência à tentativa de suicídio e ao suicídio do que os não-bebedores de grupos controle. Os riscos de todo tipo se incrementam com o álcool, dentre eles a iniciação sexual precoce. Alguns adolescentes se refugiam no álcool, escapando da responsabilidade de crescer e amadurecer, e sua vida se complica pelo comportamento impulsivo e agressivo.
Percebe-se que há diferenças comportamentais bem definidas entre os adolescentes que bebem e os que não bebem: os bebedores tendem a ser menos convencionais. O uso do álcool na adolescência precoce é fator preditivo de problemas futuros muito sérios, com respeito ao abuso de álcool e outras drogas (o álcool como droga indutora).
3 – Produtos de Cannabis: marijuana, haxixe, maconha
A maconha provém das folhas e flores de uma planta chamada cannabis sativa. Às vezes são utilizados outros produtos desta planta, tais como resinas concentradas, para formar o haxixe.
Aspectos biológicos: Há uma grande variedade de alterações psicoativas na dependência do conteúdo de THC (tetrahidro-canabinol), que é o componente que induz as modificações do estado psíquico. Na atualidade, a concentração costuma ser 4 a 10 vezes maior do que na década de 70. Habitualmente se fuma, mas a diferença do cigarro é que se faz uma inalação profunda com retenção pulmonar por vários segundos.
Quadro clínico: Com uso freqüente: perda da motivação e interesse na escola e nas atividades que constumavam atrair o indivíduo. Isso tem sido denominado de “síndrome amotivacional”. Queda no rendimento escolar, diminuição nas “notas”, isolamento, mudança de amigos, procurando aqueles que usam drogas. Problemas de aprendizagem social, “não crescem emocionalmente”, mudanças de ânimo, irritabilidade, distração, problemas de concentração. Às vezes, irritação conjuntival, ginecomastia, aumento do apetite e do peso, diminuição na produção de espermatozóia des. O uso intensivo se associa a abuso de álcool, cocaína e outras substâncias psicoativas. Em casos isolados tem-se diagnosticado reações de pânico agudo. Têm sido descritos casos de psicose em adolescentes que fumam maconha adulterada com Fenciclidina(PCP)Uma substância psicoativa com efeitos depressores, estimulantes, analgésicos e alucinógenos sobre o sistema nervoso central. Foi introduzida na clínica como um anestésico dissociativo, mas seu uso foi abandonado devido à ocorrência freqüente de uma síndrome aguda manifestada por desorientação, agitação e delirium. Parece ser útil no tratamento de acidentes vasculares cerebrais. A PCP é relativamente barata e fácil de sintetizar, tem sido utilizada como droga ilícita desde os anos 1970. Substâncias relacionadas que produzem efeitos semelhantes compreendem o dexoxadrol e a quetamina.O uso ilícito da PCP se faz por via oral, endovenosa ou por aspiração, mas geralmente é fumada; os efeitos começam em 5 minutos e têm seu pico em 30 minutos. Inicialmente o usuário sente euforia, calor corporal, formigamento, sensação de flutuação e um sentimento de um isolamento sereno. Podem surgir alucinações visuais e auditivas, assim como alterações da imagem corporal, percepções distorcidas do tempo e do espaço, delírios e desorganização do pensamento. Hipertensão, nistagmo, ataxia, disartria, esgares, sudorese intensa, hiperreflexia, reatividade à dor diminuída, rigidez muscular, hiperpirexia, hiperacusia e convulsões são alguns dos sintomas neurológicos e psicológicos concomitantes e que estão relacionados com a dose.Os efeitos geralmente duram de 4 a 6 horas, embora alguns sintomas residuais possam levar vários dias para desaparecerem. Durante o período de recuperação imediata pode haver um comportamento autodestrutivo ou violento. Foram observados delirium, transtorno delirante e transtorno de humor causados pelo uso de PCP. Como no caso dos alucinógenos, não se sabe se tais transtornos são efeitos específicos da droga ou manifestação de uma vulnerabilidade pré-existente. Na CID-10, os transtornos relacionados à PCP estão classificados junto aos dos alucinógenos (F16).Sinonímia: pó de anjo. ou em adolescentes com doença mental. Pode ocasionar desinibiçãoUm estado de liberação das restrições internas sobre o comportamento de um indivíduo. A desinibição pode resultar da administração de uma droga psicoativa.A crença em que uma droga psicoativa, especialmente o álcool, induz farmacologicamente o comportamento desinibido, em geral é expressa na formulação fisiológica do século XIX sobre o desligamento das inibições localizadas “nos centros superiores da mente”. Quase qualquer adjetivo, desde “maligno” a “expressivo”, pode ser usado para descrever o comportamento atribuído ao efeito desinibitório. A expressão “teoria da desinibição” é usada para distinguir esta crença de uma perspectiva mais recente que afirma que os efeitos farmacológicos são fortemente mediados por expectativas culturais e pessoais e pelo contexto.Desinibição é também usado por neurofisiologistas e neurofarmacólogos para referir-se à remoção de uma influência inibitória em um neurônio ou circuito neuronal, em contraste com a estimulação direta desse neurônio ou circuito neuronal. Por exemplo, as drogas opióides deprimem a atividade de neurônios dopaminérgicos que normalmente exercem um efeito inibitório tônico na secreção de prolactina pelas células da hipófise. Assim, os opióides “desinibem” a secreção de prolactina e indiretamente causam uma elevação do nível de prolactina no plasma. e conseqüentes riscos, dentre os quais uma gravidez indesejada.
Não há síndrome de abstinência, mas o adolescente com uso intenso que se priva da maconha pode sofrer insônia, ansiedade e depressão. Aqueles que iniciam tratamento para abandonar a dependência são freqüentemente levados a voltar ao uso devido à insônia. Esta pode ser uma indicação de internação. Estudos psicológicos de laboratório demonstram a interferência na aprendizagem, incluindo maior dificuldade em lembrar o aprendido durante o uso. Na adolescente grávida pode contribuir para a prematuridade e para recém-nascido de baixo peso.
4 – Os inalantes: hidrocarbonetos voláteis, gasolina, colas de secagem rápida
Estas drogas incluem muitos produtos para uso doméstico e industrial, de acesso fácil em casa, nas lojas e nos supermercados. O protótipo é a inalação de solventesVeja substâncias voláteis. usados para aeromodelismo. Trata-se de uma atividade que começa usualmente na pré-adolescência. A busca de sensações e excitação (high) inclui o uso de aerossóis e gasolina. É mais comum nos grupos marginais pelo fácil acesso e baixo custo.
Aspectos biológicos e clínicos: Mesmo o uso ocasional é perigoso. Alguns solventes industriais são altamente hepatotóxicos. Alguns adolescentes inalam cobrindo a cabeça com sacos plásticos (o que pode provocar a morte por asfixiaasfixiaé a insuficiência de oxigenação sistêmica devida ao:
Já foi utilizada também como método de aplicação de pena de morte. A asfixia tem várias causas, dentre elas: afogamento, enforcamento, parada dos músculos respiratórios, envenenamento, aspiração de substâncias nocivas ou vômito (broncoaspiração) etc. ). Pode ocorrer dano nos tecidos das vias respiratórias devido ao calor gerado pela expansão dos gases. Os inalantes podem cobrir os alvéolos pulmonares, interferindo na oxigenação, o que pode, a longo prazo, causar dano cerebral, especialmente nos lóbulos frontais e cerebelo, incluindo desmielinização.
Às vezes, o hálito típico de hidrocarbonetos e o cheiro na roupa dão a chave diagnóstica para um paciente que apresenta sintomas respiratórios, hepáticos ou neurológicos.
5 – Produtos de cocaína
O pó de cloridrato de cocaína, adulterado com ingredientes inertes e ocasionalmente com drogas que imitam seus efeitos, é usado por inalação nasal. O crackVeja cocaína. ou freebase é a cocaína quimicamente transformada de modo que possa ser fumada e, desse modo, chegar mais rapidamente ao cérebro, causando estado de euforia. É comum a tendência ao uso repetido, por isso essa forma de consumo leva mais rapidamente ao uso compulsivo.
Aspectos biológicos: A cocaína possui um atrativo especial entre os jovens: como inicialmente produz sentimentos de energia, confiança e poder, é especialmente atrativa para os adolescentes inseguros, com baixo nível de auto-estima e ansiedades ou fobias sociais. Ao iniciar o uso, os efeitos da droga são francamente positivos: o funcionamento mental melhora e o relacionamento social aparentemente se torna mais adaptado (como em sua época fizeram menção Sigmund Freud, o pai da psicanálise, e o Dr. William Halsted, o pai da cirurgiaCirurgiaé a parte do processo terapêutico em que o cirurgião realiza uma intervenção manual ou instrumental no corpo do paciente.A cirurgiaé caracterizada por três tempos principais:
O cirurgião geral realiza a maior parte das cirurgias e assume o comando do paciente politraumatizado grave, indicando se e onde cada especialista precisa atuar. A cirurgia do trauma (entendendo-se aqui trauma como toda lesão corporal causada por queda, capotagem, colisão ou ferimentos por armas brancas ou de armas de fogo)é uma dasáreas de atuação do cirurgião geral. moderna). Não é raro que quem usa cocaína seja seduzido pela crença de que ela lhe trará uma vantagem competitiva, atlética ou acadêmica.
Intoxicação aguda(F1x.0)Veja intoxicação.: Os aspectos positivos são ilusórios. Com o uso repetido, a estimulação do estado de ânimo, a sensação de energia e de triunfo são cada vez de menor duração. Não só porque a ação da droga diminui seus efeitos, mas também porque, depois do uso, estabelece-se um estado de disforia e irritabilidade, o que faz reiniciar o uso, até chegar à exaustão. Vive-se então estados de profunda ansiedade e paranóia, podendo chegar- se, em casos extremos, à psicose tóxica.
Pode apresentar-se com náuseas ou vômitos, calafrios, midríase, hipertermia e hipertensão arterialA hipertensão arterial (HTA) ou hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma das doenças com maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, medida com esfigmomanômetro ("aparelho de pressão"), tendo como causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, o alcoolismo, o estresse e outras (veja causas de Hipertensão, mais abaixo). A sua incidência aumenta com a idade.. Quando se agrava, há obnubilação ou delírios e alucinações, convulsões tônico-clônicas, parada respiratória e morte súbita por problemas cardiovasculares.
A cocaína pode ser fatal, às vezes de forma imprevisível. Existe uma minoria extremamente sensível à cocaína e à sua mortalidade, podendo sobrevir a morte com uma dose de apenas 1/60 da dose letal, 20 mg a 1.200 mg (uma linha de cocaína pode conter de 50 a 100 mg da droga bruta). Isto se dá fundamentalmente naqueles que apresentam uma pseudodeficiência de colinestérase.
Pode manifestar-se com angina de peito, por vasoconstricção coronária, inclusive dando lugar a infarto do miocárdio. Também pode produzir um quadro severo de hipertensão arterial. A causa mais comum de morte súbita é a indução de arritmias, que podem aparecer de forma inesperada mesmo no consumidor mais sadio, como tem ocorrido como causa de morte de vários atletas famosos.
Sintomas gerais: Perda de peso por falta de apetite, epistaxes e bronquites são comuns.
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e Hepatite b: O uso da cocaína endovenosa, apesar de pouco freqüente entre os adolescentes, traz o risco de adquirir hepatite b e o vírus da AIDS, devido ao compartilhamento de seringas entre usuários, além de uma maior propensão a sexo sem proteção.
Risco em saúde reprodutiva: Pode causar atraso do crescimento intra-uterino, abortos espontâneos, placenta prévia, ruptura precoce das membranas e prematuridade. O uso na semana que precede ao parto é especialmente perigoso, pois pode condicionar a síndrome da abstinência no recém-nascido.
Abstinência: A abstinência provoca apatia, asteniaAstenia é um termo empregado em medicina para designar uma fraqueza orgânica, porém sem perda real da capacidade muscular., depressão, disforia e adinamia. O emprego continuado de cocaína provoca depleção de dopamina no sistema nervoso, que é a base do quadro de depressão e disforia que se desenvolve nas horas seguintes à administração e motiva a necessidade de novas doses.
6 – Estimulantes: anfetaminas, aminas simpaticomiméticas e anorexígenos
Estas substâncias, tais como o álcool, não são consideradas drogas pela população. Isso ocorre porque são usadas sob determinadas condições, de acordo com “rituais” socialmente aceitos, como o uso para permitir o estudo noturno intensivo nas vésperas de exames acadêmicos e como coadjuvante de regimes de emagrecimento. Além disso, há empregos legítimos, pois o metilfenidato e a dexedrina são de grande utilidade no tratamento da síndrome do déficit de atenção, na hiperatividade e na narcolepsia. Mas o abuso dessas substâncias tem o mesmo efeito sobre o sistema nervoso central que a cocaína.
Quadro clínico: os consumidores destas substâncias desenvolvem marcada loquacidade, excitação psicomotora e fuga de idéias. Ao exame físico apresentam midríase, rubicundez na face, sudorese, taquicardiaTaquicardiaé um termo médico utilizado para designar um aumento da freqüência cardíaca. Convenciona-se como freqüência normal no ser humano uma freqüência coração entre 60 e 100 batimentos por minuto. A partir de 100, inclusive, considera-se que há taquicardia.Uma das formas de se classificar a taquicardiaé quanto ao mecanismo que a origina.
A taquicardia pode ser devida a variações normais do funcionamento do organismo, neste caso chamada deTaquicardia fisiológica, ou devida a alguma doença, neste casoTaquicardia patológica. , hipertensão e tremores que podem chegar a convulsões. No uso prolongado, aparece anorexiaAnorexia é a sensação diminuída de apetite.Na maioria dos casos, os estudos científicos focam seus estudos na anorexia nervosa.Nem sempre, contudo, a anorexia pode ser explicada por transtornos de ordem alimentar.A Anorexia também pode ter causas que não remetem, necessariamente a um distúrbio., perda de peso e insônia. Pode ocorrer um quadro psicótico transitório e, ocasionalmente, a morte.
7 – Alucinógenos: ácido lisérgico (LSD), mescalina, psilocibina, peiote
O LSD é muito poderoso, os adolescentes que o utilizam procuram as sensações de alucinações visuais, caleidoscópicas, distorções da imagem corporal e da percepção do tempo. De forma inesperada, entretanto, podem sofrer uma bad trip (má viagem), com sensação de pânico e perda do uso da razão. Um fenômeno notável é o flashback, experiências alucinógenas sem o uso da droga naquele momento. O fenômeno pode ser recorrente e causar pânico. A apresentação aguda mais habitual é a do paciente com alucinações, midríase, hipertensão, sudorese e hiper-reflexia osteotendinosa.
8 – Hipnóticos: barbitúricos, metaqualona
Os barbitúricos e a metaqualona são drogas depressoras do sistema nervoso central, mas, assim como o álcool, podem promover um período de euforia e excitação. Produz hipotonia, ataxiaAtaxia reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. Tem como principais consequências a disartria, a dismetria e a tão característica marcha ebriosa. Pode ter causas pré, peri ou pós natais sendo as principais: sangramentos maternos, trauma cranial., disartriaDisartria é um distúrbio neurológico caracterizado pela incapacidade de articular as palavras de maneira correta e, entre as principais causas, estão as lesões nos nervos centrais., miose, bradipnéia e hiporreflexia. Na intoxicação grave pode ocorrer parada respiratória.
9 – Tranqüilizantes menores: benzodiazepínicos, mepobromatos
Os benzodiazepínicos e o mepobromato são de uso raro entre os adolescentes, sendo substâncias preferidas por adultos de mais idade (freqüentemente combinados com o álcool). A sintomatologia é muito semelhante à dos hipnóticos, mas sem miose.
10 – Anti-histamínicos e antiparkinsonianos
A combinação Artane-Akineton tem sido usada para induzir euforia. A intoxicação se manifesta por uma síndrome atropínica: pele e mucosas vermelhas e secas, midríase e excitação psicomotora. Tais substâncias podem induzir alucinações visuais, táteis e zoonopsias. Os pacientes apresentam-se, além disso, com disartria, desorientação têmporo-espacial, obnubilação e excitação alternantes. Podem ter taquicardia com hipertensão arterial e, às vezes, retenção urináriaRetenção urinária ou iscúria é a incapacidade da bexiga de esvaziar-se, parcial ou completamente.É essencial diferenciá-la da anúria, condição em que a bexiga se encontra vazia por interrupção do funcionamento renal.
11 – Opiáceos e narcóticos
O abuso mais comum é com os derivados similares à morfinaVeja opióide., tais como os antitússicos com dextrometorfan ou analgésicos com codeínaVeja opióide.. Um subgrupo de adolescentes bem definido por sua progressão com as drogas pode chegar a usar heroína por via endovenosa. Em geral, surgem de poliabuso de substâncias e, no exame físico, encontram-se marcas das injeções. Apesar do “morfinômano” ser apresentado como o protótipo do drogadicto, apenas uma pequena minoria de adolescentes que usam drogas está entre eles. A rota endovenosa soma ainda o risco de hepatite b, AIDS e parkinsonismo juvenil (por contaminantes inertes).
12 – Casos especiais: Esteróides anabolizantes (orais e injetáveis)
Diferem das substâncias psicoativas, pois não são usados para induzir euforia, mudanças anímicas ou de percepção, mas para aumentar a massa muscular, a força e a capacidade competitiva desportiva. Orais: metandrostenolone (Dianabol®) e stanozolol (Winstrol®). Injetáveis: decanoato de nandrolona (Decadurabolin®).
Aspectos biológicos: São anabólicos
Aspectos clínicos: Grande aumento da massa muscular, acne, mudanças de personalidade, agressividade desproporcional, perda do controleUma incapacidade para modular a quantidade e a freqüência do uso de substâncias psicoativas. A incapacidade de interromper a ingestão de substâncias como o álcool e a cocaína, uma vez experimentado seus efeitos iniciais. Em discussões mais recentes sobre o síndrome de dependência, a expressão “perda do controle” foi substituída por “controle prejudicado”. emocional. Ocasionalmente, depressão e inclusive psicose. Masculinização irreversível na mulher. O uso prolongado pode causar dano hepático, atrofia testicular e hipercolesterolemia.
Contaminantes
Podem ser inertes para enganar o comprador, por sua semelhança à droga desejada (heroína, cocaína). Têm sido utilizados desde o aserrin ao quinino. Tem sido descrita uma síndrome parkinsoniana entre os abusadores endovenosos muito jovens, provavelmente relacionada a tais substâncias chamadas inertes. Também são usados como contaminantes substâncias psicoativas baratas para simular produtos mais caros (como o uso de Fenciclidina para tentar criar os efeitos da maconha de “alta qualidade”).
Avaliação clínica:
Abordagem
Como se recomenda, (23) a atitude do profissional da saúde frente ao adolescente deve ser aberta, compreensiva e tolerante, deixando de lado qualquer resquício de autoritarismo ou preconceito. Deve ser cordial e afetiva. Isso não significa, entretanto, que deva se apresentar como um “bonachão”, permissivo e inconseqüente.
Estabelecendo-se um clima de empatia, qualquer adolescente deve ser indagado sobre o uso de álcool, tabaco e outras substâncias, principalmente aqueles que foram encaminhados para investigação de uso ou abuso.
Deve-se começar indagando sobre sua vida, onde mora, que escola freqüenta ou que trabalho exerce, composição da família, relacionamento familiar, com os amigos, atividades preferidas, lazer, dieta alimentar, uso de medicamentos e, então, sobre o hábito de fumar, o uso de álcool, da maconha ou de outras substâncias.
O clínico tem que ser honesto e demonstrar genuíno interesse pelo paciente. Isso implica a necessidade de conhecimentos. Os adolescentes que usam drogas e álcool percebem de imediato quando o médico não sabe muito sobre os efeitos das substâncias e os problemas associados.
Há perguntas-chave, logo que o paciente admita o uso de alguma substância.
Com relação ao uso do álcool, pode-se ter uma resposta positiva às seguintes perguntas:
- Bebes em tua casa?
- Bebes no boliche?
- Bebes na escola?
- Quando bebes?
- Faltas à escola para ir beber?
- Tens deixado de ir à escola por haver bebido?
A confidência na relação médico-paciente adolescente é necessária e de difícil aplicação na prática, podendo variar de acordo com o estilo, vivências e experiência de cada médico. Embora a promessa de absoluto segredo possa render maiores informações, isso pode trazer sérios riscos. Saber que o adolescente dirige bêbado todos os fins de semana é constatar que está pondo em risco sua vida. Deve-se dar conhecimento disso aos pais. Sempre que um adolescente estiver sujeito a grande risco, colocando em perigo sua integridade ou sua vida, justifica-se a ruptura da confidência. Assim, desde o início, deve-se informar ao paciente que os segredos serão mantidos, desde que não haja maiores riscos. E, caso tenhamos que revelar algum desses riscos aos pais, avisa-se previamente o paciente.
Um fator que complica a decisão do profissional é o fato de que, apesar do álcool, do fumo e das drogas constituirem uma ameaça à saúde do adolescente, não se trata, habitualmente, de um risco imediato, nem inexorável. Isso significa que se deve trabalhar a relação médico-paciente na linha de tomadas de decisão.
Os sinais e sintomas que sugerem o abuso de substâncias são:
- Bronquite recorrente, tosse crônica, halitoseHalitoseoumau hálitoé a exalação de odores desagradáveis oriundos da boca ou estômago através da respiração, sendo que em 90% dos casos, a saburra lingual é a causa do problema. Recebe também os nomes populares debafo de onçaou por vezesbafo de tigre.Como o olfato se adapta rapidamente a qualquer odor constante, o portador de halitose acostuma-se com o próprio hálito, não sendo capaz de perceber o seu problema., rinorréiaRinorréia(rino="nariz"+réia="corrimento") é o corrimento de mucosidades do nariz. É geralmente associado aos sintomas de rinite ou outras doenças respiratórias. Quando se está gripado usa-se o termo coriza, pois esse é termo associado ao corrimento nasal advindo da gripe, sendo chamado rinorréia apenas se relacionado a rinite, mas as duas palavras costumam ser usadas como sinônimas em textos não-especializados.A rinorréia pode ser aquosa ou mucóide, quando é clara podendo ser densa como a água ou como a clara de ovo; mucopurulenta, quando apresenta aspecto esverdeado ou amarelado; ou sanquilenta, quando apresenta sangue juntamento com um líquido amarelo ou esverdeado., epistaxes, sinusite, olhos congestionados;
- Hematomas e lesões cutâneas, marcas de agulhas endovenosas;
- Hipertensão arterial, taquicardia, dor pré-cordial;
- Dor abdominalDor abdominalpode ser um sintoma associado a distúrbios transitórios ou a doenças mais graves. O diagnóstico definitivo da causa da dor pode ser difícil, pois muitas doenças podem apresentar sintomas semelhantes, incluindo doenças funcionais (como a síndrome do intestino irritável), que podem levar a dores crônicas de localização variada e até migratória, sem qualquer anormalidade em exame complementar., perda de peso, anorexia, náuseas e vômitos, hepatomegaliaAhepatomegaliaé uma condição na qual o tamanho do fígado está aumentado. Geralmente indica a existência de uma hepatopatia (doença do fígado). No entanto, muitos indivíduos com hepatopatia apresentam um fígado de tamanho normal ou mesmo menor do que o normal.Normalmente a hepatomegalia é assintomática (não produz sintomas). Entretanto, quando o aumento de volume é acentuado, ele pode causar desconforto abdominal ou uma sensação de plenitude.Quando o aumento de volume do fígado ocorre rapidamente, o fígado pode tornasse sensível à palpação. O médico comumente avalia o tamanho do fígado palpando-o através da parede abdominal durante o exame físico. Ao palpar o fígado, o médico também observa a sua textura. Quando aumentado de volume devido a uma hepatite aguda, a uma infiltração gordurosa, a uma congestão sangüínea ou a uma obstrução inicial das vias biliares, o fígado normalmente é macio. Quando o aumento é causado por uma cirrose, o fígado é firme e irregular. A presença de nódulos bem definidos normalmente sugere um câncer., úlceras digestivas;
- Debilidade, hipotonia, perda de forças, transtornos do sonoSono é um estado ordinário de consciência, complementar ao da vigília (ou estado desperto), em que há repouso normal e periódico, caracterizado, tanto no ser humano como nos outros animais superiores, pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária.;
- Perda de memória, falta de atenção, irritabilidade, tremores;
- Desorientação, confusão mental, perda do bom senso, alucinações, depressão, tentativa de suicídio;
- Infecção com o HIV ou hepatite-b por agulhas contaminadas ou atividade sexual.
A análise de urina para a detecção de drogas depende do contexto. O pediatra deve conhecer os tipos de análises possíveis nos laboratórios locais, pois habitualmente estes não estão equipados para esse tipo de detecção. A análise de urina somente será válida se não estiver adulterada e realmente pertencer ao adolescente em questão. Por isso, a coleta deve ser feita sob observação direta. Como se trata de uma medida muito intrusiva, a análise de urina não deve ser rotineira, mas feita quando existe uma razoável suspeita de que o adolescente está usando substâncias e não o admite. Na urina do adolescente que fuma maconha regularmente podem ser encontrados os metabólitos canabinóides até 3 a 4 semanas depois do último uso. A maioria das outras drogas são excretadas na urina por um ou dois dias após o uso. A análise dos cabelos oferece resultados a muito mais longo prazo, mas é muito dispendiosa. Assim, o diagnóstico de dependência é fundamentalmente clínico, pois nenhuma análise serve de prova definitiva.
Como estão envolvidos aspectos éticos na detecção laboratorial do uso e abuso de drogasVeja abuso (de drogas, de álcool, de substâncias, de produtos químicos ou de substâncias psicoativas). na infância e adolescência, os Comitês de Bioética e de Abuso de Substâncias da Academia Americana de PediatriaA pediatria é a especialidade médica dedicada à assistência à criança e ao adolescente, nos seus diversos aspectos, sejam eles preventivos(Puericultura) ou curativos. (principalmente crianças)Aspectos preventivos envolvem ações como aleitamento materno, imunizações (vacinas), prevenção de acidentes, além do acompanhamento e das orientações necessárias a um crescimento e desenvolvimento saudáveis (puericultura).Os curativos correspondem aos diversos procedimentos e tratamentos das mais diversas patologias exclusivas ou não da criança e adolescente. definiram recomendações, absolutamente respeitadas em nossas postulações.(4)
Para detectar as características do uso e abuso de substâncias, é importante levar em consideração os seguintes aspectos:
- se não perguntarmos a respeito do uso de álcool, tabaco e drogas, o adolescente não dará essa informação espontaneamente;
- a fase de curiosidade e de experimentação com alguma substância é “normal” no desenvolvimento do adolescente;
- a história natural do consumo de substâncias de primeira linha é aumentar seu uso, em seguida moderá-lo ou cessar (exceção para o fumo, se há história familiar, e álcool);
- o abuso sempre ocorre dentro de um contexto de problemas de comportamento ou de doença psiquiátrica (depressão, distúrbio obsessivo-compulsivo, síndrome do déficit de atenção e distúrbios de conduta);
- a morbidade e a mortalidade associadas ao uso de álcool e drogas são, fundamentalmente, mais devidas às condutas de alto risco, acidentes, homicídio e suicídio, do que pelas drogas propriamente ditas;
- quanto mais sério o problema do álcool e das drogas, maior será a tendência de o adolescente sonegar, tornando-se essencial obter informações da família e da escola;
- os adolescentes que abusam, habitualmente, usam múltiplas substâncias;
- passados os anos da adolescência e juventude sem o hábito de fumar e sem o uso de substâncias, muito menor é a probabilidade de uso futuro.
Discussão dos dados positivos com o paciente e com os pais: experimentação, uso mínimo e abuso
Se de fato o uso é ocasional “para divertir-se” ou em “festas”, sem alterações de conduta, o risco não é tão grande, mas o médico, como adulto responsável e interessado no bem-estar do adolescente, não precisa condenar o uso de forma moralista, mas descrever os riscos para a saúde.
Muitos jovens ficam indignados que seja perfeitamente aceitável o uso do álcool e do fumo pelos adultos, ao mesmo tempo em que se condena o uso de maconha por parte deles. Argumentam que o abuso destas “substâncias legais” tem um poder destrutivo infinitamente maior sobre a saúde da população do que o das “substâncias ilegais”. Esta questão exige uma posição firme e objetiva, isto é, que o abuso de todas as drogas (inclusive o fumo e o álcool) constitui um grave problema de saúde, tanto quanto o das demais substâncias, independentemente de tratar-se de legalidade ou ilegalidade.
Se o uso é esporádico e os pais têm condições de exercer alguma supervisão, pode ser suficiente o manejo por parte deles. Isso significa impor limites ao uso de substâncias, facilitar a participação do adolescente em atividades que o interessem e que favoreçam sua auto-estima e ajudá-lo a desenvolver novas amizades, para separar-se do grupo que o induz ao uso (esta é a tarefa mais difícil).
Abuso de substâncias ou farmacodependência
Necessidade de consultoria ou encaminhamento a um profissional especializado
Se existe uso de substâncias mais perigosas: cocaína, heroína e inalantes; em idade muito precoce (antes dos 14 anos); uso prolongado ou de grandes quantidades (poliabuso); em locais ou circunstâncias inapropriadas (escola, piscina, mar, rio, dirigindo algum veículo); uso acompanhado de tolerância, dependência ou síndrome de abstinência; fracasso escolar, abandono escolar, acidentes, envolvimento com a lei e tentativa de suicídio.
Tratamento do abuso de substâncias
O primeiro passo para um tratamento efetivo é a firme insistência dos pais sobre a necessidade de seu adolescente parar de usar drogas. Pode ser útil a participação de um profissional especializado para persuadir o adolescente. A intensidade do tratamento dependerá da severidade do caso. O local de tratamento dependerá do adolescente e de sua família. Os jovens que vivem em ambiente onde predomina o abuso de álcool e drogas deverão ser afastados desse meio, beneficiando- se de programas institucionais de reabilitação (clínicas especializadas). Aqueles que vivem em condições mais estáveis e reconhecem a necessidade de tratamento podem beneficiar-se com tratamento especializado ambulatorial. Os adolescentes farmacodependentes, em especial os mais jovens, que não respondem rapidamente, deverão ser encaminhados a programas especializados.
Como, em geral, há diversos tipos de tratamento com diferentes custos, é preciso fazer uma consulta especializada para estabelecer um plano prático que possa ser cumprido. Os programas mais exitosos têm as seguintes características: concordância na total abstinência, participação familiar e consultores especializados.
Métodos de tratamento
Uso recreacional (experimentação)
Educação: ajudar o adolescente e sua família a saberem sobre as ações e os efeitos maléficos do álcool, do fumo e das drogas. Utilizar para isto material educativo.
Aconselhamento: dialogar com o adolescente sobre sua vida e sobre o uso de substâncias.
Uso regular
Psicoterapia individual, familiar ou de grupo
Contrato de abstinência: fazer um acordo por escrito, comprometendo-se o adolescente a não usar drogas, a submeter-se a análises de urina para a detecção de substâncias e a aceitar os regulamentos do lar (privilégios e conseqüências) definidos pelo adolescente e seus pais.
Uso com preocupação constante
Grupos de auto-ajuda: participar regularmente das reuniões de “alcoólicos anônimos” ou “narcóticos anônimos”.
Programa de hospitalização parcial em Centros Dia: participação, durante o dia ou turno, de terapia de grupo, programa familiar, terapia individual, ambientoterapia, atividades recreativas e, às vezes, escola.
Dependência química
Hospitalização aguda: desintoxicaçãoO processo pelo qual um indivíduo é afastado dos efeitos de uma substância psicoativa.Como um procedimento clínico, é o processo de afastamento da substância realizado de maneira segura e efetiva, de tal forma que os sintomas da abstinência são minimizados. O serviço no qual esse processo se dá é denominado de unidade ou centro de desintoxicação.Tipicamente, o indivíduo está clinicamente intoxicado ou já em abstinência no início da desintoxicação. A desintoxicação pode ou não envolver o uso de medicamentos. Quando os usa, o medicamento em geral é uma droga que apresenta tolerância cruzada e dependência cruzada em relação à(s) substância(s) usada(s) pelo paciente. A dose é calculada para aliviar a síndrome de abstinência sem induzir intoxicação e é gradualmente diminuída à medida que o paciente se recupera.A desintoxicação como um procedimento clínico implica que o indivíduo seja supervisionado até recuperar-se completamente da intoxicação ou da síndrome de abstinência física. O termo “autodesintoxicação” é usado algumas vezes para denotar a recuperação não assistida de um episódio de intoxicação ou de sintomas da abstinência. e nível intermediário.
Programa residencial em Comunidades Terapêuticas: de longo prazo, programas terapêuticos continuados.
Quando internar?
- Abuso de drogasAbuso de drogas compulsivo
- Desenvolvimento anormal das atividades educacionais e sociais e na esfera vocacional e legal
- Perigo iminente para a saúde mental ou física do paciente
- Conduta anti-social persistente
- Fracasso do tratamento ambulatorial
- Alterações psicopatológicas que requerem controle da conduta e/ou medicação
- Com contenção familiar e residência próxima, tratamento em Hospital-Dia. Sem estas condições, em Comunidade TerapêuticaUm ambiente estruturado no qual indivíduos com transtornos por uso de substância psicoativa residem para alcançar a reabilitação. Tais comunidades são em geral especificamente destinadas a pessoas dependentes de drogas; elas operam sob normas estritas, são dirigidas principalmente por pessoas que se recuperaram de uma dependência, e são em geral isoladas geograficamente. As comunidades terapêuticas são caracterizadas por uma combinação de “teste de realidade” (através da confrontação do problema relacionado ao uso de droga do indivíduo) e de apoio dos funcionários e de co-residentes para a recuperação. Elas têm geralmente uma linha muito similar à dos grupos de ajuda mútua tais como Narcóticos Anônimos.Veja também:pensão protegida..
Prevenção
O Dr. Robert Du Pont, ex-diretor do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos,(7) recomenda 10 Regras para os pais:
- Estabelecer um consenso familiar sobre o uso de substâncias: as regras devem ser comunicadas antes da puberdade. As crianças devem saber que seus pais esperam que na adolescência não fumem, não bebam, não usem maconha e outras drogas. Cada família deve estabelecer suas próprias regras, que devem ser repetidas com freqüência.
- Estabelecer penalidades pelo não-cumprimento das regras: as punições não precisam ser nem repressivas, nem excessivas e devem ser anunciadas previamente e mantidas de forma consistente. Pode ser útil estabelecê-las com a participação dos filhos, no começo de sua adolescência. Exemplos: perda de privilégios, restrição ao uso do telefone, “proibição de sair de casa”, etc.
- Dedicar algum tempo diário para conversar com os filhos a respeito do que está se passando em suas vidas, como se sentem e o que pensam. Deve-se deixá-los falar livremente, não é necessário ter respostas, mas escutá-los atentamente, respeitando suas experiências e sentimentos.
- Ajudar os filhos a definirem objetivos pessoais: essas metas podem ser acadêmicas, esportivas e sociais. É importante ensinar os filhos a tolerar seus inevitáveis fracassos, que são oportunidades para crescer e não para desanimar.
- Conhecer os amigos dos filhos: conhecer também os pais, encontrar-se com eles e compartilhar conhecimentos.
- Ajudar os filhos a sentirem-se bem com suas próprias qualidades e com seus pequenos ou grandes êxitos: isto significa entusiasmar-se pelo que gostam.
- Deve haver um sistema estabelecido para a resolução de conflitos: nem sempre os filhos estão de acordo com todos os regulamentos da casa. A melhor maneira de manter a autoridade é estar aberto aos questionamentos dos filhos. Um recurso útil é incluir a consultoria com uma pessoa respeitada por todos (outro membro da família, um médico, um vizinho, etc.).
- Falar freqüentemente e muito cedo com os filhos a respeito de seu futuro: os filhos devem saber que o tempo que viverão com seus pais é limitado, pois se tornarão adultos, sairão de casa e, neste momento, deverão pagar suas contas e estabelecer suas regras. Enquanto estiverem na casa dos pais precisarão aceitar sua autoridade.
- Deve-se desfrutar dos filhos: uma das maiores felicidades da vida é ter os filhos em casa. Tanto os pais quanto os filhos devem trabalhar para que o lar seja um ambiente positivo para todos. Isso significa trabalho de equipe e respeito mútuo.
- Ser um pai/mãe “intrometido/a”: é importante fazer perguntas aos filhos, onde e com quem estão. Esta informação é necessária para que sejam pais efetivos.
Autores:
Tomás José Silber,*
Ronald Pagnoncelli de Souza**
* Professor de Pediatria, The George Washington University School of Medicine and Health Sciences. Diretor de Educação e Treinamento Médico do Departamento de Medicina da Adolescência e do Adulto Jovem – Children’s National Medical Center – Washington DC.
** Professor Adjunto IV do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Presidente do CENESPA – Centro de Estudos e Pesquisa em Adolescência.
Os autores agradecem ao Professor Dr. Flávio Pechansky e à médica residente Ana Paula Silva de Barros, do Departamento de PsiquiatriaPsiquiatria é uma especialidade da Medicina que lida com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais em humanos, sejam elas de cunho orgânico ou funcional, tais como depressão, doença bipolar, esquizofrenia e transtornos de ansiedade.A meta principal é o alívio do sofrimento psíquico e o bem-estar psíquico. Para isso, é necessária uma avaliação completa do doente, com perspectivas biológica, psicológica, sociológica e outras áreas afins.Uma doença ou problema psíquico pode ser tratado através de medicamentos ou várias formas de psicoterapia.A avaliação psiquiátrica envolve o exame do estado mental e a história clínica. Testes psicológicos, neurológicos e exames de imagem podem ser utilizados na avaliação, assim como exames físicos. Os procedimentos diagnósticos variam mas os critérios oficiais estão descritos em manuais como a CID-10 da Organização Mundial de Saúde e o DSM-IV da American Psychiatric Association. da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que revisaram e enriqueceram com suas sugestões este trabalho.
____________________________________________
Adolescencia Latinoamericana 1414-7130/98/1-148-162
____________________________________________
Abstract
The most recent data on the use of alcohol, tobacco and other drugs in Brazil is presented. Alcohol and tobacco are the substances most widely used and abused by adults.
Among junior high students in 10 Brazilian main cities, alcohol is also the most used substance (80.5% ever, 18.6 frequently), followed by smoking (28% ever, 5.3% frequently), inhalants (17.3% ever, 0.5% frequently), and cocaine (0.7% ever and 0.1% frequently).
The health professionals’s role dealing with this problem is highlighted, as well as possible preventive measures. An analisis of adolescence use describes why they experiment, who is at risk, risk factors, stages in the use of substances and the chronology of addiction.
A description of substances of abuse, tobacco, alcohol, cannabis, ihalants, cocaine, stimulants, hallucinogens, hypnotics, tranquilizers, antihistamines with antiparkisonian agents opiates and narcotics, anabolic steroids, contaminants and semisynthetic substances, address this compositions, biological aspects, clinical presentation, tolerance, intoxication and abstinence syndrome.
The basic skills needed for the (clinical) pediatric assessment are tough:
approach, confidenciality, diagnosis of use, of abuse, laboratory tests, need for consultation guidance and choice of treatment methods. Prevention is outlined in 10 rules for parents.
Adolescencia Latinoamericana 1998;1(3): drug use and abuse; behavior; adolescence.
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Comentários
sobre as drogas...
drogas edroganafamilia e escola
eu nao sei por q as pessoas
eu nao sei por q as pessoas entram no mundo das drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos..sera q as pessoas sao obrigadas a entra no mundo do crime....
Drogas
agente estava fazendo um trabalho escolar e achamos tudo nessa pesquisa bem interessante issso ajuda varios jovens e pais a perceber q as drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. nao levam a nd e so levam a destruiçao da familia e de todos ao seu redor e ainda sem falar do preconceito...
Bhrenda e Renata
drogas
Maano Taa bom Dimais , Mas tem que fazer um Resumo é muitoo Grande ,
mas me ajudou bastante ! (y)
ola
ta mt fixe istoo...
gostei
ehheh
eu estou fazendo um trabalho
eu estou fazendo um trabalho sobre a drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. na adolescencia e eu adorei tudo me ajudou muito!!!obrigado
Excelente !!
Nossa demais o texto,achei exatamente o que precisava para um trabalho,meus parabéns ! Obrigado.
drogas
adorei so que nao e facil lidar com adolecente
prevenção de drogas
Com certeza as drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. da maconhaUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidrocanabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão periférica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classificados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva. ao crackVeja cocaína. é muito discutida e considerada um erro , mas infelzmente o álcool poucas pessoas conseguem entender que é uma droga funesta, infelzmente utilizada por muitos pais que dão esse exemplo em casa e acham normais todos beberem inclusive os seus filhos . O problema é sério demais pois começa no lar aonde deveria ser o lugar que só ensinasse ao ser humano a ser honesto , bom e ficar longe de coisas que o prejudiquem . Pais e mães tem a missão de se educar e educar a seus filhos.
a bibliografia
essa bibliografia deveria ter o nome dos tópico
ex:
AS DROGASUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. NA ADOLESCÊNCIA
Referência Bibliográfica...
Muito bom... fiquei muito
Muito bom...
fiquei muito interessado na pesquisa...
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