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A primeira década do século XXI termina registrando o enorme sucesso comercial do ramo da indústria das cervejas no Brasil, apesar da crise econômica mundial (talvez, um pouco por esta influenciada). "Nunca neste país se vendeu (e se bebeu, naturalmente) tanta cerveja como agora". Pode-se estimar que a produção de cerveja no Brasil dobrou nos últimos dez anos, acompanhando a curva de crescimento do consumo da década anterior que já mostrava um crescimento ano a ano. Segundo noticiários recentes publicados no O Globo e na Revista Investmais, a holandesa Heineken acabou de comprar a Femsa (Kaiser, Bavária e Sol), por US$ 7,3 bilhões (7% do mercado nacional). No Brasil a empresa AmBev é líder do mercado com 70,0% dos negócios das cervejas e assim como na Argentina (70%), sendo que no Uruguai, na Bolívia e no Paraguai, segundo estas notícias, responde por 90% (!). As concorrentes Nova Schin e a Itaipava (11,6%, 9,6%, respectivamente), somadas a outras marcas menores, completam o "saudável" mercado brasileiro das cervejas. As outras bebidas alcoólicas têm, também, importante participação, mas não tanto como a cerveja uma vez que o vinho e a cachaça têm limitações contra a livre e maciça propaganda (Lei nº 9.294, de 1996). E mais ainda, o que nos preocupa, com relação à área da Saúde Pública, é o enorme interesse de outras grandes empresas de cerveja do mundo virem para o Brasil de olho neste "saudável" mercado com ampla e irrestrita liberdade de propaganda estimulando o consumo sustentado. O nosso consumo per capta já é significativo: em torno de 60 lts/pessoa/ano, sendo que em grandes cidades como o Rio e São Paulo, por exemplo, passa de 100 lts per capta. Estamos chegando mais perto dos países com grande nível de consumo como EUA, Alemanha e República Checa (158 lts/pessoa/ano).

A partir de 1996, com a promulgação da Lei 9.294 / 1996, a maciça propaganda das cervejas, então excluídas do controle da publicidade de bebidas alcoólicas (o vinho e a cachaça ficaram sob controle) e de cigarros, as cervejarias aumentaram em mais de 100% a sua produção em nosso país. Deste modo, o Brasil passou a ser o 3º maior produtor mundial de cerveja (10,8 lts/ano), depois da China (em 1º com 35 lts/ano) e dos EUA (em 2º com 23,8 lts/ano). Para 2010, a expectativa da indústria é passar dos 12 bilhões de lts/ano, aumento de 10% na produção (e consumo), graças ao excelente marketing e ao fato de ser 2010 o ano da Copa do Mundo na África do Sul, que tem, inclusive o patrocínio desta indústria. Ao contrário do que se deveria considerar nesta Lei, a cerveja é bebida alcoólicaLíquido que contém álcool (etanol) e é destinado a ser bebido. Quase todas as bebidas alcoólicas são preparadas por fermentação, que pode ser seguida – no caso dos destilados – por destilação. A cerveja é produzida através da fermentação de cereais (cevada maltada, arroz, milho, etc.) freqüentemente com a adição de lúpulo. Os vinhos são produzidos através da fermentação de frutas, particular­mente de uvas. O Xerez, o vinho do Porto e outros vinhos fortificados são vinhos aos quais se adicionam certos destilados, habitualmente para obter-se um conteúdo de etanol de cerca de 20%. Outros produtos de fermentação tradicionais são o hidromel (a partir de mel), cidra (de maçã ou outras frutas), saquê (de arroz), pulque (do cacto agave) e chicha (de milho).Os destilados variam quanto à matéria prima (cereal ou fruta) da qual são derivados: por exemplo, a vodca é feita a partir de cereais ou de batatas; o uísque, de centeio ou milho; o rum, de cana de açúcar; e o conhaque, de uvas ou outras frutas.O álcool também pode ser sintetizado quimicamente (do petróleo, por exemplo), mas raramente tem-se usado isso para produzir bebidas alcoólicas.Inúmeros congêneres – constituintes das bebidas alcoólicas que não o etanol e a água – já estão identificados, mas o etanol é o prin­cipal ingrediente psicoativo em todas as bebidas alcoólicas comuns.As bebidas alcoólicas têm sido usadas desde a pré-história na maioria das sociedades tradicionais, exceto na Australásia, na América do Norte (logo ao norte da atual fronteira entre os EUA e o México) e na Oceania. Muitas bebidas fermentadas tradicionais tinham um conteúdo de álcool relativamente baixo e só podiam ser armazenadas por poucos dias.A maioria dos governos procura criar alvarás ou impostos espe­ciais ou mesmo controlar completamente a produção e a venda de álcool, embora possa permitir a produção caseira de diversos tipos de bebidas alcoólicas. Em vários países, certas bebidas alcoólicas (prin­cipalmente destiladas) são produzidas ilicitamente, e podem se conta­minar com substâncias tóxicas (chumbo, por exemplo) no processo de produção. como o vinho, a cachaça, o uísque, a vodka, etc. e possui a mesma quantidade de álcoolNa terminologia química, os álcoois constituem um nume­roso grupo de compostos orgânicos derivados de hidrocarbonetos que contém um ou mais grupos hidroxila (-OH). O etanol (ou álcool etílico, C2H5OH) é um dos membros dessa classe de compostos, e é o principal ingrediente psicoativo das bebidas alcoólicas. Por extensão, o termo “álcool” também é usado para referir-se a bebidas alcoólicas.O etanol resulta da fermentação de açúcar produzida por lêvedos. Em condições normais, as bebidas produzidas por fermentação têm uma concentração de álcool que não ultrapassa 14%. Na produção de álcoois por destilação, ferve-se uma mistura fermentada e o etanol que se evapora é recolhido como um condensado quase puro. Além do seu uso para consumo humano, o etanol é também usado como combustível, como solvente e na manufatura química (veja álcool impróprio para o consumo humano).O álcool absoluto (etanol anidro) é o etanol contendo não mais do que 1% de água por massa. Nas estatísticas sobre produção ou consumo de álcool, o álcool absoluto refere-se ao conteúdo de álcool (como 100% de etanol) das bebidas alcoólicas.Do ponto de vista químico, o metanol (CH3OH), também conhecido como álcool metílico e álcool de madeira (ou de amido), é o mais simples dos álcoois. É usado como um solvente industrial e também como um adulterador para desnaturar o etanol e torná-lo impróprio para o consumo (bebidas metiladas). O metanol é altamente tóxico; dependendo da quantidade consu­mida, pode produzir turvação da visão, cegueira, coma e morte.Outros álcoois impróprios para o consumo, com efeitos poten­cialmente nocivos, são consumidos ocasionalmente, como, p.ex., o isopropanol (álcool isopropílico, freqüente em desinfetantes) e etilenoglicol (usado como anticongelante em automóveis).O álcool é um sedativo/hipnótico com efeitos semelhantes aos dos barbitúricos. Além dos efeitos sociais do uso, a intoxi­cação pelo álcool pode resultar em envenenamento e até morte; o uso excessivo e prolongado pode resultar em dependência ou numa ampla variedade de transtornos mentais orgânicos e físicos.Os transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de álcool (F10) são classificados como transtornos decor­rentes do uso de substância psicoativa na CID-10 (F10-F19).Veja também:cardiopatia alcoólica; cirrose alcoólica; dano cerebral associado ao álcool; delirium; encefalopatia de Wernicke; escorbuto; fígado gorduroso alcólico; gastrite alcoólica; hepatite alcoólica; miopatia relacionada com álcool ou drogas; neuro­patia periférica; pancreatite alcoólica; pelagra; pseudo-síndrome de Cushing; síndrome amnésica induzida por álcool ou droga; síndrome de deficiência de tiamina; síndrome fetal alcoólica. por dose padrãoUm volume de bebida alcoólica (por exemplo, um copo de vinho, uma lata de cerveja, ou um coquetel que contém destilados) que contém aproximadamente as mesmas quantidades (em gramas) de etanol, independente do tipo de bebida. O termo é geralmente utilizado para educar usuários de álcool sobre efeitos similares associados com o consumo de diferentes bebidas alcoólicas, servidas em copos ou em recipiente de tamanho padronizado (por exemplo, os efeitos de um copo de cerveja são equivalentes aos de uma taça de vinho). No Reino Unido, emprega-se o termo “unidade” (aproximadamente 8-9 gramas de etanol); na literatura norte-americana, “uma dose” contém cerca de 12 gramas de etanol. Em outros países, as quantidades de álcool esco­lhidas para se aproximarem de uma dose padrão podem ser maiores ou menores, dependendo dos costumes locais e do acondicionamento da bebida. (uma lata ou uma tulipa de 300 ml), tendo 5% de teor alcoólicoVeja alcoolista., contém 15 ml de álcool puro como uma taça de vinho (150 ml) ou uma dose de cachaça ou uísque (40 ml) que têm igualmente cerca 15 ou 16 ml de álcool puro na sua composição. Portanto, como se vê, cerveja não é bebida (alcoólica) fraca!

Não se trata aqui de demonizar o álcool, ou a cerveja em particular, mas de fazer algo parecido com a campanha de prevenção dos problemas do cigarro. Fortes campanhas de informação e de conscientização das conseqüências sobre a saúde e sobre a segurança relacionadas com o uso e/ou abusoabuso (de drogas, de álcool, de substâncias, de produtos químicos ou de substâncias psicoativas)Um grupo de termos muito utilizado embora com significados variáveis. Na 3a. edição revista do Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Norte-Americana (DSM-III-R), “abuso de subs­tância psicoativa” é definido como “padrão desajustado de uso indicado pela continuação desse uso apesar do reconhecimento da existência de um problema social, ocupacional, psicológico ou físico, persistente ou recorrente, que é causado ou exacerbado pelo uso recorrente em situações nas quais ele é fisicamente arriscado”. Trata-se de uma categoria residual, ao qual é preferível o diagnóstico de dependência, quando for o caso. O termo “abuso” é algumas vezes utilizado de forma desaprovativa para designar qualquer tipo de uso, particularmente o de drogas ilícitas. Devido à sua ambigüidade, o termo não é usado na 10a. revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) (exceto no caso de substâncias que não produzem dependência; veja mais adiante); uso nocivo e uso arriscado são os termos equivalentes na terminologia da OMS, embora eles geralmente digam respeito apenas aos efeitos físicos e não às conseqüências sociais. O emprego de “abuso” também é desestimulado pelo Escritório de Prevenção do Abuso de Substâncias dos EUA, embora expressões como “abuso de substâncias” sigam sendo amplamente utilizadas na América do Norte, para se referir, de modo geral, aos problemas do uso de substâncias psicoativas.Em outros contextos, o abuso já indicou padrões de uso não-médico ou não aprovado, independentemente das conseqüências. Assim, a definição publicada em l969 pela Comissão de Peritos da OMS em Dependência de Drogas foi “uso excessivo de droga, persis­tente ou esporádico, inconsistente ou sem relação com a prática médica aceitável” (veja uso indevido de álcool ou droga). de bebidas alcoólicas, incluindo a mais consumida que é a cerveja, deveriam ser implementadas pelo governo e outras instituições da Sociedade Civil organizada. No entanto, o que todos nós estamos fazendo? Assistindo, quase impotentes, às perdas e os danos relacionados ao uso, abuso e dependência(F1x.2)Em termos gerais, o estado de necessidade ou dependência de alguma coisa ou alguém para apoio, funcionamento ou sobrevivência. Quando aplicado ao álcool e outras drogas, o termo implica a neces­sidade de repetidas doses da droga para sentir-se bem ou para evitar sensações ruins. No DSM-IIIR, a dependência é definida como “um conjunto de sintomas cognitivos, comportamentais e psicológicos que indicam que uma pessoa tem o controle do uso da substância psico­ativa prejudicado e persiste nesse uso a despeito de conseqüências adversas”. Equivale aproximadamente à síndrome de dependência da CID-10. No contexto da CID-10, o termo dependência refere-se de maneira geral a qualquer dos elementos da síndrome. O termo é freqüentemente usado como equivalente de adicção e de alcoo­lismo.Em 1964 uma Comissão de Peritos da OMS introduziu “depen­dência” em substituição a adicção e hábito10. O termo pode ser usado de maneira genérica em relação a todas as drogas psicoativas (depen­dência de drogas, dependência química, dependência do uso de subs­tância), ou referir-se especificamente a uma droga em particular ou a uma classe de drogas (p.ex., dependência de álcool, dependência de opióide). Embora a CID-10 descreva dependência em termos aplicá­veis a todas as classes de drogas, há diferenças entre os sintomas de dependência característicos das diferentes drogas.De forma não qualificada, dependência refere-se a ambos os elementos físicos e psicológicos. A dependência psicológica ou psíquica refere-se à vivência de controle prejudicado sobre o beber ou o uso da droga (veja craving, compulsão), ao passo que a depen­dência fisiológica ou física refere-se à tolerância e aos sintomas de abstinência (veja também neuro-adaptação). Em discussões de orien­tação biológica, dependência é freqüentemente usada com referência à dependência física apenas.Ainda no contexto psicofarmacológico, emprega-se também dependência ou dependência física num sentido mais limitado para referir-se exclusivamente ao desenvolvimento de sintomas de absti­nência que seguem uma interrupção do uso de droga. Neste sentido restrito, a dependência cruzada é vista como complementar a tole­rância cruzada, e ambas definições referem-se somente à sintomato­logia física (neuroadaptação). das bebidas alcoólicas. Preocupados mais em cuidar das conseqüências (mortos e feridos dos acidentes diários de trânsito, no trabalho ou em casa, das centenas de milhares de doentes, dos dependentes e de seus familiares, do precoce alcoolismo dos jovens, etc.) do que em enfrentar o problema de forma global e sistêmica, precisamos melhorar nossas estratégias de políticas públicas. Existem muitas dificuldades a serem enfrentadas, desde o forte lobby da indústria à cultura do beberIngestão de bebida; especificamente, neste contexto, uso de bebida alcoólica. associada a festas, beleza, sensualidade, bem-estar, sucesso e felicidade, dinheiro ou boa posição social, gregarismo (vale lembrar a imagem comum de um grupo de amigos felizes no bar), ... Uma das grandes dificuldades no enfrentamento de se buscar melhor equilíbrio entre uso e o abuso deletério para saúde, reside na exata proporção do grande negócio e do enorme lucro desta indústria e seu forte "lobby" . Segundo dados da própria indústria, o Brasil já é o 3º maior produtor mundial de cerveja. Como vem sendo constatado, há fortes indicativos de efetivo crescimento deste mercado graças, sobretudo, aos estímulos para o aumento do consumo entre os jovens e mulheres (foco na faixa de 18 a 29 anos de idade), alvos preferidos das bonitas e inteligentes campanhas de publicidade.

Só para se ter uma idéia do PIB deste mercado no Brasil, vejamos: 12 bilhões de litros = 36 bilhões de latinhas ou de chopes (300 ml a dose média)= x R$ 3.0 (preço médio de balcão)= R$ 108 BILHÔES/ano! Sem contar com o movimento relativo ao comércio do vinho e das bebidas destiladas (cachaça, uísque, etc.). É quase duas vezes o valor do orçamento do Ministério da Saúde (55 bilhões de reais)! Contudo, temos que reconhecer o lado positivo desta indústria: mais de 20.000 empregos diretos nas dezenas de fábricas no Brasil; centenas de milhares de empregos indiretos de vendedores, distribuidores e dos ligados aos milhares de pontos de venda; além dos altos impostos pagos para o Governo. Entretanto, não podemos deixar de considerar os gastos do Governo brasileiro, e da sociedade em geral, com os milhares de mortos e feridos/ano dos acidentes de trânsito dos fins de semana: mais de 30.000 crianças, que nascem com déficit ou distúrbio mentalSaúde mental é um termo usado para descrever um nível de qualidade de vida cognição ou emoção ou a ausência de uma doença mental. Na perspectiva da psicologia positiva ou do holismo, a saúde mental pode incluir a capacidade de um indivíduo de apreciar a vida e procurar um equilíbrio entre as actividades e os esforços para atingir a resiliência psicológica. A Organização Mundial de Saúde afirma que não existe definição"oficial"de saúde mental. Diferenças culturais, julgamentos subjectivos, e teorias relacionadas concorrentes afectam o modo como a"saúde mental"é definida. http://www.who.int/whr/2001/chapter1/en/index.html, World Health Organization, 2001 decorrentes da SAF (Síndrome Alcoólica Fetal, uso de álcool na gravidez); milhares de leitos hospitalares clínicos e psiquiátricos, além dos do CTI e das Emergências, ocupados por pacientes com doenças Doença (do latim dolentia, padecimento) é uma condição anormal de um organismo que interfere nas funções corporais e está associada a sintomas específicos. Pode ser causada por fatores externos, como outros organismos (infecção), ou por desfunções ou malfunções internas, como as doenças autoimunes. A patologia é a ciência que estuda as doenças e procura entendê-las.Resulta da consciência da perda da homeostasia de um organismo vivo, total ou parcial, estado este que pode cursar devido a infecção, inflamação, isquémias, modificações genéticas, sequelas de trauma, hemorragias, neoplasias ou disfunções orgânicas. Distingue-se da enfermidade, que é a alteração danosa do organismo.O dano patológico pode ser estrutural ou funcional. O médico faz a História clínica e examina o paciente a procura de sinal (médico) e sintomas que definem a síndrome da doença, solicita os exame complementar conforme suas hipótese diagnóstica, visando chegar a um diagnóstico.O passo seguinte é indicar um tratamento. decorrentes do álcool; agressões e ferimentos devido à violência contra terceiros, principalmente mulheres e crianças (daí as crianças de rua, em parte), etc. Na minha estimativa, a grosso modo, os gastos gerais com os Problemas Relacionados com o uso, abuso e dependência do Álcool, podem chegar a mais de 4 vezes o orçamento do Ministério da Saúde, ou seja, algo em torno de 7% do nosso PIB!

Sem dúvida, estamos diante de um grande e complexo desafio no âmbito da Saúde Pública e da Segurança Social, não só no Brasil, mas também em muitos países desenvolvidos ou emergentes. Na Rússia, por exemplo, o Alcoolismo é bastante grave: estima-se que metade das mortes dos adultos esteja ligada ao abuso ou dependência das bebidas alcoólicas. No Brasil o problema é também, naturalmente, bastante sério.

Não se trata de combater o lucro, mas de privilegiar e priorizar, com mais bom senso, a Saúde e o bem-estar social. Rio, 21 de Janeiro de 2010.

Prof. José Mauro Braz de Lima, PhD. Fac. de Medicina da UFRJ - Coord. do Programa de Álcool e DrogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habi­tual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. da UFRJ (CEPRAL) – Diretor do Hospital Escola São Francisco de Assis da UFRJ. e-mail: jmbl@globo.com

 

 

http://www.abead.com.br/artigos/arquivos/Artigo290110.pdf


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cerveja

O alcoolismo é fanatismo religioso. Mesas e cadeiras nasVeja teor alcoólico no sangue. calçadas são altares que se erguem ao deus do mal Baco, altares de Baal; há toda uma liturgia, são rituais macabros de adoração a droga psicoativaVeja substância ou droga psicoativa. da cerveja, há fiéis que ficam o dia todo em volta da garrafa idolatrando, esquecem que tem filhos, esposa, amante, namorada, família, etc. É ritual de magia negra, de dopagem e lavagem cerebral que os tornam fanáticos e doentes, no fim tem o ritual de sacrifício, a oferenda de sangue humano, o motorista sai e atropela. A bíblia diz: Efésios 5:18 “ um cópo de bebida alcoólicaLíquido que contém álcool (etanol) e é destinado a ser bebido. Quase todas as bebidas alcoólicas são preparadas por fermentação, que pode ser seguida – no caso dos destilados – por destilação. A cerveja é produzida através da fermentação de cereais (cevada maltada, arroz, milho, etc.) freqüentemente com a adição de lúpulo. Os vinhos são produzidos através da fermentação de frutas, particular­mente de uvas. O Xerez, o vinho do Porto e outros vinhos fortificados são vinhos aos quais se adicionam certos destilados, habitualmente para obter-se um conteúdo de etanol de cerca de 20%. Outros produtos de fermentação tradicionais são o hidromel (a partir de mel), cidra (de maçã ou outras frutas), saquê (de arroz), pulque (do cacto agave) e chicha (de milho).Os destilados variam quanto à matéria prima (cereal ou fruta) da qual são derivados: por exemplo, a vodca é feita a partir de cereais ou de batatas; o uísque, de centeio ou milho; o rum, de cana de açúcar; e o conhaque, de uvas ou outras frutas.O álcool também pode ser sintetizado quimicamente (do petróleo, por exemplo), mas raramente tem-se usado isso para produzir bebidas alcoólicas.Inúmeros congêneres – constituintes das bebidas alcoólicas que não o etanol e a água – já estão identificados, mas o etanol é o prin­cipal ingrediente psicoativo em todas as bebidas alcoólicas comuns.As bebidas alcoólicas têm sido usadas desde a pré-história na maioria das sociedades tradicionais, exceto na Australásia, na América do Norte (logo ao norte da atual fronteira entre os EUA e o México) e na Oceania. Muitas bebidas fermentadas tradicionais tinham um conteúdo de álcool relativamente baixo e só podiam ser armazenadas por poucos dias.A maioria dos governos procura criar alvarás ou impostos espe­ciais ou mesmo controlar completamente a produção e a venda de álcool, embora possa permitir a produção caseira de diversos tipos de bebidas alcoólicas. Em vários países, certas bebidas alcoólicas (prin­cipalmente destiladas) são produzidas ilicitamente, e podem se conta­minar com substâncias tóxicas (chumbo, por exemplo) no processo de produção. é um copo de devassidão” ; Cristo transformou água em vinho, suco de uva fresco, produto da vide, videira; Pv. 20:1 O vinho fermentado é escarnecedor e a bebida forte alvoroçadora; quem é por eles vencido não é sábio; Salmos 1:1 = Bem-aventurado o que não se assenta na roda dos escarnecedores. O álcoolNa terminologia química, os álcoois constituem um nume­roso grupo de compostos orgânicos derivados de hidrocarbonetos que contém um ou mais grupos hidroxila (-OH). O etanol (ou álcool etílico, C2H5OH) é um dos membros dessa classe de compostos, e é o principal ingrediente psicoativo das bebidas alcoólicas. Por extensão, o termo “álcool” também é usado para referir-se a bebidas alcoólicas.O etanol resulta da fermentação de açúcar produzida por lêvedos. Em condições normais, as bebidas produzidas por fermentação têm uma concentração de álcool que não ultrapassa 14%. Na produção de álcoois por destilação, ferve-se uma mistura fermentada e o etanol que se evapora é recolhido como um condensado quase puro. Além do seu uso para consumo humano, o etanol é também usado como combustível, como solvente e na manufatura química (veja álcool impróprio para o consumo humano).O álcool absoluto (etanol anidro) é o etanol contendo não mais do que 1% de água por massa. Nas estatísticas sobre produção ou consumo de álcool, o álcool absoluto refere-se ao conteúdo de álcool (como 100% de etanol) das bebidas alcoólicas.Do ponto de vista químico, o metanol (CH3OH), também conhecido como álcool metílico e álcool de madeira (ou de amido), é o mais simples dos álcoois. É usado como um solvente industrial e também como um adulterador para desnaturar o etanol e torná-lo impróprio para o consumo (bebidas metiladas). O metanol é altamente tóxico; dependendo da quantidade consu­mida, pode produzir turvação da visão, cegueira, coma e morte.Outros álcoois impróprios para o consumo, com efeitos poten­cialmente nocivos, são consumidos ocasionalmente, como, p.ex., o isopropanol (álcool isopropílico, freqüente em desinfetantes) e etilenoglicol (usado como anticongelante em automóveis).O álcool é um sedativo/hipnótico com efeitos semelhantes aos dos barbitúricos. Além dos efeitos sociais do uso, a intoxi­cação pelo álcool pode resultar em envenenamento e até morte; o uso excessivo e prolongado pode resultar em dependência ou numa ampla variedade de transtornos mentais orgânicos e físicos.Os transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de álcool (F10) são classificados como transtornos decor­rentes do uso de substância psicoativa na CID-10 (F10-F19).Veja também:cardiopatia alcoólica; cirrose alcoólica; dano cerebral associado ao álcool; delirium; encefalopatia de Wernicke; escorbuto; fígado gorduroso alcólico; gastrite alcoólica; hepatite alcoólica; miopatia relacionada com álcool ou drogas; neuro­patia periférica; pancreatite alcoólica; pelagra; pseudo-síndrome de Cushing; síndrome amnésica induzida por álcool ou droga; síndrome de deficiência de tiamina; síndrome fetal alcoólica. causa infertilidade por atrofia das células produtoras de testosterona, e a consequência disso é que os filhos e netos vão nascendo gays, lésbicas, etc.

Cerveja e estilo de vida

Senhores e senhoras,

 

a discussao sobre a moralidade de se consumir ou nao bebidas alcoolicas eh algo que deve ser abordado por cada um perante seus pares na sociedade. O consumo de alcool nao eh por si soh uma indicacao de falta de carater, como o comentarista previo citou (alcool como drogaUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habi­tual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. funesta). Todas as substancias quimicas, incluindo-se aih o sal, acucar, remedios e afins, nao sao funestos ou beneficos por sua natureza: mas sim pela maneira como sao consumidos pela sociedade.

Eh muito facil dizer que nao se deve beberIngestão de bebida; especificamente, neste contexto, uso de bebida alcoólica. nunca como forma de prevencao do alcoolismo, mas eh sabido que essa eh uma politica ingenua e ineficiente no controle do alcoolismo. Mais produtivo eh ensinar, especialmente aos mais jovens, os beneficios e maleficios do consumo do alcool. Isso porque algumas vezes uma cervejinha eh soh uma cervejinha, e nao uma afronta aa sociedade.

Acredito que o dialogo instruido e respeitoso, sem juizo de valor ou valores morais absolutos, contribui para o crescimento da civilidade e uma sociedade mais equilibrada.

 

 

PREVENÇÃO cerveja

Infelzmente beberIngestão de bebida; especificamente, neste contexto, uso de bebida alcoólica. cerveja passa por muitos valores errados

 Estilo de vida,Faz parte do lazer,Coisa de macho , infelzmente também coisa de muher na atualidade. O pior é achar que faz parte da felicidade e ainda mais horroroso é afirmar quem bebe cerveja curte a vida e é feliz e para fechar a reflexão ainda joga sentimento em cima dela chamando ela de cervejinha.Pessoal é sério demais porque cerveja tem álcool  é e uma drogaUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habi­tual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. funesta. Para mudar  essa realidade tem que mudar a cabeça do ser humano principalmente a cabeça dos pais que são os primeiros educadores na vida  de um ser humano. Bebedores de cerveja também tem filhos  e vira um círculo vicioso idéia passada de pais para filhos.

 NÃO ESQUECENDO QUE A PROPAGANDA QUE SE FAZ EM TORNO DA CERVEJA LEVA UMA IMAGEM PARA O SER HUMANO QUE NÃO REFLETE  A CONSUMIR. MULHERES E HOMENS BONITOS , FELICIDADE GARANTIDA  E QUEM BEBE CERVEJA SABER VIVER E REALMENTE ESTÁ APROVEITANDO A VIDA.

 

 

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