Globalização é apenas um novo nome para uma prática antiga de dominação e de controle. Tal prática já foi denominada de imperialismo e em épocas mais remotas de colonialismo.
Os efeitos nefastos da globalização são sentidos nos países mais pobres ou nos países onde a riqueza não é distribuída de forma mais justa. O controle de mercado tem envolvido um maior número de desempregados e de excluídos.
Cabe aqui um parêntesis. De acordo com SAMPAIO, exclusão, hoje, não é apenas uma palavra, mas uma categoria, diferente, portanto de exploração, marginalização, etc. Para os excluídos nem se prevê exploração. O explorado ainda está integrado no sistema capitalista; o excluído está fora. 1
Para o controle de mercado é necessária a exposição persuasiva de bens de consumo, para a qual são utilizados os meios de comunicação social. No artigo "Imagens, letras e sons dominam o homem", publicado no Correio da Manhã, Rio, 9/10/1966, Luiz Carlos Bonfim já se expressava assim:
"Os gostos e preferências, hábitos, valores, idéias e atitudes, enfim, o comportamento do homem contemporâneo - escreveu um comentarista - parece cada vez mais condicionado pelos meios de comunicação de massa: a imprensa, o rádio, a televisão e o cinema. Em apenas alguns dias, um novo ritmo, até então ignorado, torna-se ‘coqueluche’ de toda uma geração. Um novo modelo de automóveis conquista de repente a preferência do mercado. Subitamente, os cabelos crescem, os vestidos encurtam, as calças tornam-se mais estreitas, as mulheres passam a usar ‘terninhos’ e assim por diante. (...) Por ocasião de um homicídio múltiplo cometido por um louco no Texas, um psicólogo americano reclamou ‘certa auto censura’ dos meios de divulgação, sob a alegação de que ‘o homicídio é tão contagioso quanto o sarampo’. Uma sucessão de ocorrências policiais parece demonstrar o acerto de tal opinião. (...) Para muitos, a ação crescente dos meios de comunicação coletiva criou um fenômeno inédito, um novo tipo de cultura - a cultura de massas - cujas características essenciais seriam a homogeneidade, a baixa qualidade e a padronização dos gostos, idéias, preferências, motivações, interesses e valores."2
ÁVILA demonstrou a tese sobre a participação estrangeira e como o capital se entrelaça com o manejo da televisão brasileira com o objetivo de acumular bens, sendo uma forma de colonialismo pela imagem e pelo som. E tudo envolvendo uma ideologia que controla e manipula a todos. 3
Por ideologia entendemos o conjunto lógico e sistemático de idéias, valores e normas de conduta que indicam aos indivíduos o que e como pensar, agir, sentir e valorizar. Sua função é fornecer aos membros de uma sociedade uma justificativa para as diferenças ali existentes, sem nunca referir que essas diferenças são resultantes da divisão da sociedade em classes. A ideologia é a forma por meio da qual as idéias da classe que domina se pareçam universais, verdadeiras e naturais para todas as classes. A origem da ideologia está na própria divisão da sociedade em classes contraditórias, a partir das divisões nas esferas da produção. 4
Desse modo:
"A massificação é condição necessária à sobrevivência ou ao prolongamento da existência das estruturas sócio-econômicas geradas pelo desenvolvimento capitalista. Os meios de comunicação são meros instrumentos; não são geradores de estruturas, mas resultados delas, servidores delas."5
O objetivo principal dos meios de comunicação social é a propaganda da ideologia e de produtos, no sentido de que sejam assimilados e incorporados, isto é, transformados como imprescindíveis para a consciência individual e social, sob o controle dos magnatas da produção e dos governos, representantes, em sua maioria, da elite dominante, e que são os segundos maiores clientes da mídia.
Para manter a ideologia hegemônica, tudo que passa pela mídia é selecionado para referendá-la. Mesmo as informações científicas, já que poucos têm acesso às fontes primárias, são igualmente selecionadas. A história oficial é o exemplo mais marcante. As teorias científicas selecionadas são passadas pela mídia para serem contempladas e absorvidas, e não como frutos da atividade humana, quer dizer, passíveis de falhas e de questionamentos. Em outras palavras, teorias científicas que referendam a ideologia ou que ratificam sua hegemonia são apresentadas pela mídia de forma exacerbada, sensacionalista e, às vezes, como verdades absolutas (= dogmas); enquanto àquelas que vão de encontro à ideologia são ignoradas. Esse patrulhamento ideológico não é novo. Copérnico, Galileu e Freud, apenas para citar alguns, somente foram reconhecidos quando suas idéias puderam ser incorporadas na ideologia da época.
Freud é um exemplo recente. Atacado, no início do século passado, época de forte repressão sexualA saúde sexual refere-se às áreas da medicina envolvidas com a reprodução humana e comportamento sexual, as doenças sexualmente transmissíveis, os métodos contraceptivos, anticoncepcionais, entre outros., por suas idéias sobre a sexualidade humana, e trazendo Jung à testa do movimento psicanalítico para que a psicanálise não fosse vista como "ciência judaica"; hoje é a inspiração por excelência nos mais diversos campos em que a ideologia precisa se fortalecer. Isto é, as idéias de Freud são usadas pela ideologia no significado mesmo de utilidade pragmática. A expressão "Freud explica..." tornou-se um chavão da ideologia contemporânea.
Entretanto, longe de diminuir as contribuições de Freud, que nos legou um método inovador de observar e de compreender a mente humana, é dever apontar que a análise de Ernst Lanzer (1878-1914), conhecido como o caso do "Homem dos Ratos", " (...) é sem sombra de dúvida, a mais elaborada, a mais estruturada e a mais rigorosamente lógica. A análise durou cerca de nove meses, de outubro de 1907 a julho de 1908, e Freud falou dela em cinco oportunidades nas reuniões da Sociedade Psicológica das Quartas-Feiras, antes de apresentar o caso no primeiro congresso da International Psychoanalytical Association (IPA) em Salzburgo, em 26 de abril de 1908, num relatório verbal de cinco horas. (...) O caso do Homem dos Ratos foi considerada a única terapia perfeitamente bem sucedida de Freud." 6
Com a globalização é atingido o apogeu do controle pelos meios de comunicação social. Semelhante a um tornado, a globalização quebra diferenças culturais e econômicas. Os objetivos são tornar uniformes determinados padrões de comportamento, de valores, de beleza e de arte. Assim, essa uniformidade se refere a formas definidas de viver e de adoecer nos mais distintos pontos do planeta.
BERLINGUER argumentou que quanto mais primitiva é a exploração do capital, por exemplo, no campo, mais atingido são as funções mais simples: doenças Doença (do latim dolentia, padecimento) é uma condição anormal de um organismo que interfere nas funções corporais e está associada a sintomas específicos. Pode ser causada por fatores externos, como outros organismos (infecção), ou por desfunções ou malfunções internas, como as doenças autoimunes. A patologia é a ciência que estuda as doenças e procura entendê-las.Resulta da consciência da perda da homeostasia de um organismo vivo, total ou parcial, estado este que pode cursar devido a infecção, inflamação, isquémias, modificações genéticas, sequelas de trauma, hemorragias, neoplasias ou disfunções orgânicas. Distingue-se da enfermidade, que é a alteração danosa do organismo.O dano patológico pode ser estrutural ou funcional. O médico faz a História clínica e examina o paciente a procura de sinal (médico) e sintomas que definem a síndrome da doença, solicita os exame complementar conforme suas hipótese diagnóstica, visando chegar a um diagnóstico.O passo seguinte é indicar um tratamento. orgânicas, desnutrição, etc. Quanto mais sofisticada, por exemplo, na indústria, mais atingida são as funções evoluídas da pessoa, ou seja, as de vida de relação. 7
Hoje, campo pode ser considerado sinônimo de países pobres; indústria é sinônimo de países desenvolvidos. Nos países onde a riqueza está concentrada nas mãos de poucos e, ao mesmo tempo, a maioria luta pela sobrevivência e certa parcela da população é de excluídos, ou seja, países que possuem áreas extremamente desenvolvidas e também áreas atrasadas ou abandonadas quanto ao desenvolvimento, observam-se tanto os efeitos da exploração sofisticada quanto da exploração primitiva.
A competitividade entre os semelhantes, na exploração requintada, requer que cada organismo esteja sempre em estado de alerta. Tal exige uma hiperfunção do sistema nervoso e hormonal que com o tempo provoca alterações no organismo. Daí surgem doenças típicas de nossa época, inclusive em organismos jovens, tais como: enfarto do músculo cardíaco, úlcera do estômago, obesidadeObesidade, nediez ou pimelose (tecnicamente, da língua grega pimelē = gordura e ose processo mórbido) é uma doença na qual a reserva natural de gordura aumenta até o ponto em que passa a estar associada a certos problemas de saúde ou ao aumento da taxa de mortalidade.Apesar de se tratar de uma condição clínica individual, é vista, cada vez mais, como um sério e crescente problema de saúde pública: o excesso de peso predispõe o organismo a uma série de doenças, em particular doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2, apnéia do sono e osteoartrite., pânico, ansiedadeAnsiedade, ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração etc., angústia, depressão, etc.
Na exploração mais rude ou primitiva a competição implica perpetuar doenças relacionadas às péssimas condições de vida e de trabalho, por exemplo, fadigaA palavra fadiga é usada cotidianamente para descrever uma série de males, que vão desde um estado genérico de letargia até uma sensação específica de calor nos músculos provocada pelo trabalho intenso.Fisiologicamente,"fadiga"descreve a incapacidade de continuar funcionando ao nível normal da capacidade pessoal devido a uma percepção ampliada do esforço.Fadiga é onipresente na vida cotidiana, mas geralmente torna-se particularmente perceptível durante exercícios pesados.A fadiga possui duas formas; uma se manifesta como uma incapacidade muscular local para desenvolver um trabalho e a outra se manifesta como uma sensação abrangente de falta de energia, corporal ou sistêmica.Devido a estas duas facetas divergentes de sintomas de fadiga, tem sido proposto que as causas da fadiga sejam encaradas sob perspectivas"central"e"periférica". e subnutrição, as quais deixam o organismo vulnerável a doenças como malária, tuberculose pulmonar, avitaminose, tétano, intoxicaçãoUma situação conseqüente à administração de uma substância psicoativa e que resulta em perturbações do nível da consciência, da cognição, da percepção, do juízo crítico, do afeto, do comportamento ou de outras funções e reações psicofisiológicas. As perturbações estão relacionadas com a substância através dos efeitos farmacológicos agudos e das reações aprendidas relativos à substância e desaparecem completamente com o tempo, exceto quando houver surgido lesões teciduais ou outras complicações. O termo é mais comumente utilizado em relação ao uso de álcool; seu equivalente da linguagem diária é “embriaguez”. A intoxicação pelo álcool manifesta-se por rubor facial, fala empastada, marcha instável, euforia, hiperatividade, volubilidade, perturbação da conduta, diminuição do tempo de reação, juízo crítico perturbado, descoordenação motora, insensibilidade ou estupor.A intoxicação aguda depende muito do tipo e da dose da droga e é influenciada pelo nível individual de tolerância e por outros fatores. Muitas vezes uma droga é consumida exatamente para se conseguir um grau desejado de intoxicação. A expressão comportamental de um determinado grau de intoxicação é fortemente influenciada pelas expectativas culturais e pessoais acerca dos efeitos da droga.Intoxicação aguda é o termo empregado na CID-10 para designar uma intoxicação com importância clínica (F1x 0). As complicações podem incluir traumatismos, aspiração do vômito, delirium, coma e convulsões, dependendo da substância e do método de administração.A intoxicação habitual (ou embriaguez habitual), expressão usada basicamente em relação ao álcool, designa um padrão regular ou recorrente de beber até à intoxicação. Tal padrão às vezes é considerado como um delito, independentemente de episódios isolados de intoxicação.Outros termos gerais para intoxicação ou intoxicado incluem: embriaguez, embriagado, estar alto, bêbado.Veja também:bebedor de rua; intoxicação. por produtos agrícolas, entre outras, que abreviam a expectativa de vida.
A globalização, dessa maneira, tem acentuado a produção de doenças e também de remédios. De acordo com CAPRA:
"(...) os perigos à saúde criados pelo sistema econômico são causados não só pelo processo de produção, mas pelo consumo de muitos artigos que são produzidos e promovidos por campanhas maciças de publicidade para alimentar a expansão econômica. (...) A publicidade farmacêutica é especificamente planejada para induzir os médicos a receitar cada vez mais. É natural, portanto, que esses produtos sejam descritos como solução ideal para uma grande variedade de problemas cotidianos. Situações de vida causadoras de estresse, com origens físicas, psicológicas ou sociais, são apresentadas como doenças suscetíveis de tratamento medicamentos. Assim, os tranqüilizantes são anunciados como remédios para a ‘depressão ambiental, ou ‘desajustamento’, e outros remédios são sugeridos como meios convenientes para ‘apaziguar’ pacientes idosos ou crianças rebeldes em idade escolar." 8
Para os financiadores e controladores da mídia o indivíduo é visto apenas como consumidor ou como sujeito estatístico. Este é uma amostra qualquer da massa humana globalizada. E o que caracteriza a massa é o ajuntamento condicionado e manipulado que mortifica a individualidade. A massa é o oposto à pessoa, pois para os magnatas da produção e para os governos a pessoa é um número; e, no sentido ideológico do termo, esse sujeito é ignorado como ser pensante e portador de intenções.
A globalização, por meio da mídia, tende a uniformizar condutas ou padrões de comportamento exercendo o extermínio de diferenças culturais e determinando formas de viver, de adoecer, etc. O tempo na mídia é valioso e custa muito dinheiro. Somente quem possui dinheiro pode comprar tempo na mídia. É pela comercialização do tempo que a mídia se sustenta economicamente. Entretanto, a mídia seleciona ou filtra as idéias que estão de acordo com o universo pensante daqueles que a mantêm economicamente. Assim, os meios de comunicação social apresentam, conforme pagam e determinam seus patrocinadores, os modismos. Vivemos, entre outros, o modismo do estresse, da ansiedade, da depressão, da "década do cérebro", das dietas milagrosas, das neurociências, etc.
Em décadas passadas o pânico era denominado de choque psíquico ou "shell shock". Um estado de paralisia psíquica decorrente de um desastre ou violência de guerra, que provocava um distúrbio circulatório devido a uma intensa emoção. 9 Hoje, o transtorno de pânico é observado no mundo inteiro, cuja prevalência durante toda a vida se situa entre 1,5% a 3,5% da população.10 Isso significa, provavelmente, que o homem vive num ambiente competitivo e estressante, onde muitos se aliviam no "consumo social" de álcoolNa terminologia química, os álcoois constituem um numeroso grupo de compostos orgânicos derivados de hidrocarbonetos que contém um ou mais grupos hidroxila (-OH). O etanol (ou álcool etílico, C2H5OH) é um dos membros dessa classe de compostos, e é o principal ingrediente psicoativo das bebidas alcoólicas. Por extensão, o termo “álcool” também é usado para referir-se a bebidas alcoólicas.O etanol resulta da fermentação de açúcar produzida por lêvedos. Em condições normais, as bebidas produzidas por fermentação têm uma concentração de álcool que não ultrapassa 14%. Na produção de álcoois por destilação, ferve-se uma mistura fermentada e o etanol que se evapora é recolhido como um condensado quase puro. Além do seu uso para consumo humano, o etanol é também usado como combustível, como solvente e na manufatura química (veja álcool impróprio para o consumo humano).O álcool absoluto (etanol anidro) é o etanol contendo não mais do que 1% de água por massa. Nas estatísticas sobre produção ou consumo de álcool, o álcool absoluto refere-se ao conteúdo de álcool (como 100% de etanol) das bebidas alcoólicas.Do ponto de vista químico, o metanol (CH3OH), também conhecido como álcool metílico e álcool de madeira (ou de amido), é o mais simples dos álcoois. É usado como um solvente industrial e também como um adulterador para desnaturar o etanol e torná-lo impróprio para o consumo (bebidas metiladas). O metanol é altamente tóxico; dependendo da quantidade consumida, pode produzir turvação da visão, cegueira, coma e morte.Outros álcoois impróprios para o consumo, com efeitos potencialmente nocivos, são consumidos ocasionalmente, como, p.ex., o isopropanol (álcool isopropílico, freqüente em desinfetantes) e etilenoglicol (usado como anticongelante em automóveis).O álcool é um sedativo/hipnótico com efeitos semelhantes aos dos barbitúricos. Além dos efeitos sociais do uso, a intoxicação pelo álcool pode resultar em envenenamento e até morte; o uso excessivo e prolongado pode resultar em dependência ou numa ampla variedade de transtornos mentais orgânicos e físicos.Os transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de álcool (F10) são classificados como transtornos decorrentes do uso de substância psicoativa na CID-10 (F10-F19).Veja também:cardiopatia alcoólica; cirrose alcoólica; dano cerebral associado ao álcool; delirium; encefalopatia de Wernicke; escorbuto; fígado gorduroso alcólico; gastrite alcoólica; hepatite alcoólica; miopatia relacionada com álcool ou drogas; neuropatia periférica; pancreatite alcoólica; pelagra; pseudo-síndrome de Cushing; síndrome amnésica induzida por álcool ou droga; síndrome de deficiência de tiamina; síndrome fetal alcoólica., no "uso recreativoO uso de uma droga, em geral ilícita, em circunstâncias sociais ou relaxantes, sem implicação com dependência ou outros problemas. Esta expressão não é aceita pelos que definem o uso de qualquer droga ilícita como um problema.Compare com beber social." de drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. ilícitas, no comportamento anti-social, na auto medicação, na violência doméstica e nos diferentes modos de solidão.
Um outro exemplo são os transtornos da alimentação que anos atrás eram praticamente raros, em especial a anorexiaAnorexia é a sensação diminuída de apetite.Na maioria dos casos, os estudos científicos focam seus estudos na anorexia nervosa.Nem sempre, contudo, a anorexia pode ser explicada por transtornos de ordem alimentar.A Anorexia também pode ter causas que não remetem, necessariamente a um distúrbio. nervosa (nem se falava em bulimia) que acometia principalmente jovens do sexo feminino. Atualmente, os transtornos alimentares, anorexia e bulimia, estão presentes no cotidiano, já que a incidência tem aumentado nos últimos anos. A prevalência maior é nos países industrializados e 90% dos casos ocorrem entre adolescentes e adultos jovens (de 13 a 18 anos). 11 É importante assinalar que foi constatado que entre 12% a 18% com anorexia nervosa abusam de drogasDrogas, incluindo o álcool e o tabacoQualquer preparação das folhas da Nicotiana tabacum, uma planta nativa da América, Seu principal ingrediente psicoativo é a nicotina.Veja também:nicotina; fumar passivo.; e na bulimia de 30% a 70% têm uma relação com substânciaVeja droga psicoativa. de abusoabuso (de drogas, de álcool, de substâncias, de produtos químicos ou de substâncias psicoativas)Um grupo de termos muito utilizado embora com significados variáveis. Na 3a. edição revista do Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Norte-Americana (DSM-III-R), “abuso de substância psicoativa” é definido como “padrão desajustado de uso indicado pela continuação desse uso apesar do reconhecimento da existência de um problema social, ocupacional, psicológico ou físico, persistente ou recorrente, que é causado ou exacerbado pelo uso recorrente em situações nas quais ele é fisicamente arriscado”. Trata-se de uma categoria residual, ao qual é preferível o diagnóstico de dependência, quando for o caso. O termo “abuso” é algumas vezes utilizado de forma desaprovativa para designar qualquer tipo de uso, particularmente o de drogas ilícitas. Devido à sua ambigüidade, o termo não é usado na 10a. revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) (exceto no caso de substâncias que não produzem dependência; veja mais adiante); uso nocivo e uso arriscado são os termos equivalentes na terminologia da OMS, embora eles geralmente digam respeito apenas aos efeitos físicos e não às conseqüências sociais. O emprego de “abuso” também é desestimulado pelo Escritório de Prevenção do Abuso de Substâncias dos EUA, embora expressões como “abuso de substâncias” sigam sendo amplamente utilizadas na América do Norte, para se referir, de modo geral, aos problemas do uso de substâncias psicoativas.Em outros contextos, o abuso já indicou padrões de uso não-médico ou não aprovado, independentemente das conseqüências. Assim, a definição publicada em l969 pela Comissão de Peritos da OMS em Dependência de Drogas foi “uso excessivo de droga, persistente ou esporádico, inconsistente ou sem relação com a prática médica aceitável” (veja uso indevido de álcool ou droga). de acordo com o National Center on Addiction and Substance Abuse, sugerindo uma conexão entre os transtornos alimentares e drogas de abuso.12
Os transtornos da alimentação atingem parcelas da população mais privilegiadas economicamente. A estimulação pela mídia ao consumo desenfreado e, ao mesmo tempo, o corpo delgado definido como padrão de beleza e de saúde revelam a contradição ideológica. Já apontamos as estreitas relações entre consumismo e drogas. 13
Se uma jovem é propensa a comer demais, ao mesmo tempo sente-se ideologicamente obrigada a manter a silhueta esbelta. Pode ocorrer de sentir culpa quando considera que come demais ou se ganha peso. Pode, dirigida por essa culpa, negar a se alimentar ou fazer orgias alimentares e depois provocar vômitoÊmese, é a expulsão ativa do conteúdo estômago pela boca. O vômito é ao mesmo tempo um sinal e um sintoma bastante desagradável que pode assustar muito a pessoa atingida. Pode ocorrer nas doenças do labirinto, nas intoxicação, nas obstrução intestinal e como resposta do organismo a dores muito intensas. ou condutas purgativas para não ganhar peso.
É interessante que, "Os indivíduos que imigram de culturas nas quais o transtorno é raro para culturas nas quais o transtorno é mais prevalente podem desenvolver anorexia nervosa, à medida que assimilam os ideais de elegância ligadas à magreza." 14
Tal como citado, num dos parágrafos precedentes, sobre a reclamação do psicólogo da maneira como foi veiculado pela mídia o comportamento do homicida, podemos afirmar que informações sensacionalistas sobre temas psicopatológicos pelos meios de comunicação social também são "contagiosas como o sarampo".
Por meio de um exemplo isso é simples de entender. O estudante de psicologia que está cursando a disciplina psicopatologia, vez por outra, pode identificar-se com determinado transtorno ou aspecto da psicopatologia geral exposto pelo professor. Tal não significa que esse estudante esteja com um problema dessa natureza. Afinal, quem é perfeito? Mas, se esse estudante permanece em dúvida e não a esclarece com o professor, poderá alimentar essa dúvida a ponto de criar para si de fato um problema. Ou poderá diluir sua dúvida ao descobrir que isso ocorre também com os seus colegas. Na sala de aula são possíveis o diálogo e o esclarecimento. No entanto, quando a mídia apresenta temática relacionada a transtornos emocionais de forma sensacionalista, quantas pessoas poderão se sentir identificadas com a patologia em questão? A quem recorrer para dirimir a dúvida? Esta, alimentada, aos poucos poderá se transformar em angústia, a qual poderá desesperar a pessoa a ponto de acreditar que possui tal transtorno.
No atual contexto, PAVÃO é taxativo ao afirmar que o poder financeiro e o poder midiático [ política da mídia ] têm provocado um aumento assustador do sofrimento humano que reflete especialmente no campo psiquiátrico em diferentes formas: "depressões, o uso crescente de drogas, notadamente do álcool, a ansiedade que denuncia o pânico e o desamparo das pessoas diante de um mundo hostil; sofrimentos que refletem a falência dos projetos coletivos de vida..." 15
Certas políticas de saúde pública, amplamente veiculada pela mídia, igualmente visam somente o sujeito estatístico. Uma delas é parte da política de redução de danosNo contexto de álcool ou outras drogas, refere-se a políticas ou programas que enfocam diretamente a redução dos danos resultantes do uso do álcool ou de drogas. O termo é usado particularmente em políticas ou programas que buscam reduzir os danos sem necessariamente afetar o uso subjacente da droga; como exemplos podem-se citar a troca de agulhas/seringas para evitar a partilha de agulhas entre usuários de heroína e a inclusão de bolsas de ar auto-infláveis em automóveis para reduzir os danos em acidentes (especialmente como resultado de dirigir alcoolizado). As estratégias de redução de danos,portanto, abrangem um espectro mais amplo do que a simples dicotomia redução da oferta/redução da procura.Sinonímia: minimização de danos. à saúde pelo uso de drogas; por exemplo, fornecer seringas descartáveis e orientar o usuário de droga injetável para o uso individual e asséptico da seringa com o objetivo de evitar a contaminação pelo HIV16: um método para diminuir o número de infectados por droga injetável. Na prática isso pode ser interpretado como se o sujeito estatístico devesse evitar a contaminação pelo HIV para não morrer de AIDS (o quê não seria bom para a imagem do país no mundo?), mas pode continuar morrendo no dia-a-dia devido o uso de droga injetável ou mesmo repentinamente com uma superdosagem.
Sem entrar no mérito jurídico da questão, tal não pode ser considerada uma política de saúde, mas uma política de morte. Não deveriam esses usuários ser motivado para o tratamento e, conseqüentemente, para a abstinênciaA abstenção do uso de droga ou (particularmente) de bebidas alcoólicas, por questão de princípio ou por outras razões.Quem pratica a abstinência de álcool é chamado de “abstêmio” ou “abstêmio total”. A expressão “atualmente abstinente”, freqüentementeempregada em inquéritos populacionais, geralmente define uma pessoa que não ingeriu bebidas alcoólicas nos últimos 12 meses; esta definição não coincide necessariamente com a descrição que o próprio indivíduo faz de si como um abstêmio.O termo “abstinência” não deve ser confundido com “síndrome de abstinência” ( Deve-se, no entanto, diferenciar “abstêmio” (pessoa que não bebe ou não usa drogas) de “abstinente” (pessoa que presentemente não está bebendo, que não está usando drogas).Veja também: sobriedade; temperança. total das drogas? Vale salientar também que um dos motivos da diminuição do padrão de uso injetável de droga (cocaínaUm alcalóide obtido das folhas de coca (Erythroxylon coca) ou sintetizado a partir da ecgonina ou de seus derivados. O hidrocloreto de cocaína era comumente usado como anestésico local em odontologia, oftalmologia e cirurgias de ouvido, nariz e garganta, dada a sua forte ação vasoconstritora que ajuda a reduzir as hemorragias locais.A cocaína é um poderoso estimulante do sistema nervoso central, usado sem indicação terapêutica para produzir euforia ou “ligação”; o uso repetido produz dependência. A cocaína ou “coca” é geralmente vendida como cristais brancos e translúcidos, ou em pó (“farinha” ou “pó”), freqüentemente adulterada com açúcares ou anestésicos locais. O pó é aspirado (“cheirado” ou “cafungado”) e produz efeitos imediatos (entre 1 a 3 minutos de latência) que duram em torno de 30 minutos.A cocaína pode ser ingerida oralmente, geralmente com álcool; os usuários de opióides e cocaína combinados geralmente os injetam por via intravenosa. Alguns elementos alcalinos (freebase) são utilizados para aumentar a potência da cocaína pela extração do alcalóide puro através da inalação dos vapores em cigarros ou narguilé (cachimbo de água). Uma solução aquosa de sal de cocaína é misturada com um álcali (como bicarbonato de sódio) e o extrato é obtido através de um solvente orgânico como o éter ou o hexano. O procedimento é perigoso uma vez que a mistura é explosiva e altamente inflamável. Um procedimento mais simplificado que evita o uso de solventes orgânicos consiste em aquecer o sal de cocaína com bicarbonato de sódio; isto produz o crack.O crack ou “pedra” é uma cocaína alcaloidal (básica), um composto amorfo que pode conter cristais de cloreto de sódio. É um composto de coloração bege. Crack refere-se ao som de estalido provocado quando o composto é aquecido. Um efeito intenso ocorre de 4 a 6 segundos após a inalação do crack. Um sentimento de exaltação e de desaparecimento de ansiedade é vivenciado, junto com um exagerado sentimento de confiança e auto-estima. Há também uma perturbação do juízo crítico e o usuário tende a cometer atos irresponsáveis, ilegais ou perigosos, sem se preocupar com as conseqüências.A fala fica acelerada e pode se tornar desconexa e incoerente. Os efeitos agradáveis terminam em torno de 5 a 7 minutos, depois do que o humor rapidamente muda para depressão e o consumidor é compelido a repetir o processo de forma a recuperar a euforia do ápice. A superdose parece ser mais freqüente com o crack que com outras formas de cocaína.A interrupção do uso contínuo de cocaína é geralmente seguida por uma crise que pode ser vista como uma síndrome de abstinência, na qual a exaltação dá lugar à apreensão, depressão profunda, sonolência e inércia.Podem ocorrer reações tóxicas agudas tanto no consumidor de cocaína principiante quanto no inveterado. Essas reações incluem delirium semelhante ao pânico, hiperpirexia, hipertensão (algumas vezes com hemorragia subdural ou subaracnóide), arritmias cardíacas, infarto do miocárdio, colapso cardiovascular, convulsões, estado de mal epiléptico e morte. Outras seqüelas neuropsiquiátricas incluem uma síndrome psicótica com delírios paranóides, alucinações visuais e auditivas e idéias de auto-referência. “Luzes na neve” (snow lights) é o termo usado para descrever alucinações ou ilusões que lembram o brilho do sol nos cristais de neve. Foram descritos efeitos teratogênicos, incluindo anormalidades do trato urinário e deformidade dos membros. Os transtornos por uso de cocaína estão entre os transtornos por uso de substâncias psicoativas incluídas na CID-10 (classificadas em F14).) foi o surgimento do crackVeja cocaína., mais accessível às populações de periferias devido seu baixo custo em relação à cocaína. 17
Uma outra se refere à propaganda maciça sobre o uso do condom (preservativo de látex) como meio de evitar a contaminação do HIV, outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e a gravidez indesejada. Essa propaganda enfatiza de tal forma o uso desse preservativo que leva o sujeito a acreditar que de fato o condom evita por completo a possibilidade de contaminação.
De um lado, uma meta-análise de 11 estudos sobre a transmissão sexual do HIV em heterossexuais concluiu que os condons são 87% eficientes na prevenção da gravidez e diminuem o risco de infecção pelo HIV aproximadamente em 69%, ou seja, há uma probabilidade de 31% do condom falhar. 18 MICHAEL ROLAND, editor associado do Rubber Chemistry and Technology, escreveu que os preservativos de látex têm minúsculos buracos (poros). O vírus da AIDS é 50 vezes menor que esses buracos, que podem possibilitar a passagem do vírus 19; além do vírus da AIDS ser 450 vezes menor que o espermatozóide.20
Por outro, a eficácia do preservativo de látex como barreira para evitar a contaminação do HIV, de outras DSTs e para evitar a gravidez indesejada tem sido também evidenciada em vários estudos: o condom reduz a 10.000 vezes a passagem de fluídos diminuindo o risco de contaminação. 21 PINKERTON e AMBRAMSOM analisaram 89 estudos sobre a eficácia do condom e concluíram que o uso correto e constante do preservativo protege entre 90% a 95% da transmissão de infecção pelo HIV.22
Mesmo não relevando os estudos que questionam os problemas do preservativo de látex, e com base somente nos estudos que apontam a sua eficácia, uma margem de 5% a 10% de possibilidade de contaminação é de alto risco, sendo errôneo comparar tal margem com outras margens aceitas na prevenção primária de doenças curáveis porque a porcentagem de probabilidade é mais ou menos semelhante, haja vista que a AIDS é uma doença cuja cura que ainda não foi descoberta. A ênfase sobre o uso do preservativo de látex como estratégia certa de não contaminação, além dos riscos, deixa uma mensagem velada de estimulação ao sexo desenfreado, promíscuo, banal e, muitas vezes, inconseqüente, num real desrespeito à pessoa humana; contudo, que se encaixa bem nos parâmetros do sujeito estatístico. Lembrando que a AIDS infelizmente ainda não tem cura, atualmente há apenas duas alternativas de sexo seguro: a abstinência ou a fidelidade. Ou melhor, não existem valores mais fundamentais a serem desenvolvidos nos jovens do que simplesmente informar "use camisinha" ? Desse modo, é enganosa a informação dos meios de comunicação social de que o uso do condom evita a contaminação pelo HIV. O correto seria orientar que o uso do condom diminui o risco de contaminação. Entretanto, no mundo globalizado, que visa o lucro acima de tudo, a massa humana é para ser controlada e manipulada, ou seja, cumprir seu papel de produtora-consumidora.
A estimulação constante para a busca do prazer pela mídia implica provavelmente em alterações cerebrais, talvez nas vias dopaminérgicas e serotononérgicas à semelhança do que ocorre com dependentes de drogas psicoativas ou de pessoas com transtorno alimentar, que tendem sempre a aumentar o consumo dessas substâncias ou de se privarem de certos alimentos, especialmente carboidratos. O desgaste para sentir satisfação torna-se o propulsor de comportamentos de risco, os quais não são observados normalmente em outras espécies animais. Durante a história da humanidade o homem sempre se pôs em risco de forma mais ou menos consciente, embora forçosamente em muitas situações. Muitos progressos, nas diferentes áreas, foram alcançados graças a essa maneira peculiar do ser humano. Entretanto, em vista do desgaste da capacidade de sentir prazer, hoje o homem se põem em risco de maneira gratuita. A forma mais usual e em moda desse risco gratuito ocorre nos chamados esportes radicais.
FARLEY descreve três tipos de personalidades de risco (risk takers), as quais denomina de personalidade Tipo T: O Tipo T intelectual (Einstein, Galileu); o Tipo T físico (atletas de esportes radicais) e o Tipo T negativo (delinqüência, crime, uso de drogas, sexo desprotegido e comportamentos destrutivos). Isso também ocorre em termos de povos (Tipo T nação), com os Estados Unidos sendo aquela que mais se expõe a riscos e o Japão como a mais aversiva a essa exposição. 23
Toda prática colonialista da invasão armada e da exploração pela violência foi substituída pela propaganda e publicidade.
Os países de Terceiro Mundo vivem, muitas vezes, de forma risível quando de tentativas para copiar um modelo de desenvolvimento apresentado sedutoramente pela mídia. Quando o Norte está tentando o caminho da recuperaçãoA manutenção de qualquer forma de abstinência de álcool e/ou de drogas. O termo é particularmente associado com os grupos de ajuda mútua; entre os Alcóolicos Anônimos (AA) e outros grupos dos doze passos refere-se ao processo de atingir e manter a sobriedade. Posto que a recuperação é vista como um processo que dura toda a vida, um membro do AA é sempre visto internamente como um alcoólico “em recuperação”, embora o termo alcoólico “recuperado” possa ser usado fora do grupo. de um modo deletério de estilo de vida ou de informações, o Sul começa a entrar em surto epidêmico. Ocorreu, por exemplo, com a cultura hippie, como ocorre com a moda do vestuário, com a música, com as teorias científicas, etc. Nos países colonizados pela globalização as teorias e os padrões de viver dos colonizadores são transformados, sem uma avaliação crítica, em regras de conduta.
Nos países de Terceiro Mundo a globalização tem aumentado ainda mais o fosso entre uma minoria privilegiada e a maioria que vive na pobreza. De um lado, a minoria, por exemplo, têm um serviço de bordo de alto nível e de alto custo financeiro nas aeronaves modernas, e acesso a uma medicina sofisticada, de ponta. De outro, boa parte carece de saneamento, condições dignas de moradia, entre outras necessidades básicas, o que possibilita um excedente de subnutridos, desempregados e excluídos. A ganância para o acúmulo de bens relegou ao ostracismo [ esquecimento ] a boa nova: "Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem em celeiros..." (Mt 6, 26).
A sociedade competitiva, consumista e opressora, em que as relações entre as pessoas são ideologicamente determinadas pelos objetos que cada uma possui, transforma o homem em objeto, isto é, em sujeito estatístico. Dessa forma, o semelhante é olhado apenas como lucro em vista: se não produz, consome ou favorece o lucro é descartado tal como a maioria dos objetos, o que caracteriza a "sociedade do descartável"; ou como ocorre com as mudanças periódicas e planejadas da moda do vestuário. E "estar na moda", ou uma expressão mais apropriada com a mídia, "estar na onda", é estar fazendo do semelhante, dos valores e da vida o que os meios de comunicação social determinam a partir do controle econômico. Em suma, a semente da violência.
Esse condicionamento tenta anular ou tornar tênue a única certeza da vida: a morte; e, ao mesmo tempo, fazer o homem acreditar que é um ser superior e eterno, como se a posse de objetos garantisse, por si só, uma vida plena e infinita.
Refletir sobre a morte é trabalhar uma crise que é exclusiva do ser pensante sobre um limite absoluto, individual e intransferível. Mas isso provoca a angústia, a qual deve ser negada na sociedade de consumo, pois o sujeito estatístico é condicionado a ser feliz ou ter admiração para com o avanço tecnológico, o luxo e o conforto que, a rigor, são apenas aspirações da maioria. É, paradoxalmente, uma alienação "integrada" na consciência social determinada pela globalização.
Em 1847 o médico húngaro Ignaz Semmelweiss descobriu que lavando as mãos numa solução anti-séptica se reduzia em quatro quintos o índice de mortalidade nas cirurgias obstétricas. Mas foi o inglês Joseph Lister, considerado o pai da cirurgia moderna, que por volta de 1865 adotou os princípios de Ignaz para a cirurgia geral, assim como os cuidados preventivos de assepsia do instrumental operatório. 24 Até então, por desconhecerem os princípios da assepsia e mesmo bem intencionados em salvar vidas; os cirurgiões, durante o ato cirúrgico, por suas mãos e pelo instrumental contaminados, introduziam mais doenças no paciente.
O âmbito cultural é amplo e com múltiplas variáveis que se relacionam. Diferente, portanto, de um campo cirúrgico, pois é impossível estar livre da influência da mídia. Entretanto, a conscientização é uma forma de trabalho de reflexão que pode levar a uma crítica mais responsável quanto ao posicionamento no real. Em termos de idéias significa também uma verdadeira assepsia. E isso é imprescindível para viver com dignidade. Principalmente também é não prescindível quando a pessoa exerce uma tarefa pedagógica no sentido amplo.
Gedeão escolheu 300 homens porque ao tomarem água levavam a água à boca com as mãos; ao contrário dos outros que bebiam a água de joelhos. (Jz 7, 4-6). Levar a água à boca com as mãos indicava que esses homens permaneciam vigilantes.
É impossível estar totalmente fora do alcance da ideologia. Esta é como se fosse um rio do qual temos que depender para a sobrevivência, inclusive para saciar a sede. Mas é preciso estar vigilante e ser mais participativo, ou seja, a assunção [ ato ou efeito de assumir ] do sujeito estatístico para o sujeito pensante, crítico e portador de intenções, para que se possa fazer tanto ou mais barulho que as trombetas de Gedeão.
Autor
José Antônio Zago - joseantoniozago@ig.com.br
Psicólogo Clinico do Instituto Bairral de PsiquiatriaPsiquiatria é uma especialidade da Medicina que lida com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais em humanos, sejam elas de cunho orgânico ou funcional, tais como depressão, doença bipolar, esquizofrenia e transtornos de ansiedade.A meta principal é o alívio do sofrimento psíquico e o bem-estar psíquico. Para isso, é necessária uma avaliação completa do doente, com perspectivas biológica, psicológica, sociológica e outras áreas afins.Uma doença ou problema psíquico pode ser tratado através de medicamentos ou várias formas de psicoterapia.A avaliação psiquiátrica envolve o exame do estado mental e a história clínica. Testes psicológicos, neurológicos e exames de imagem podem ser utilizados na avaliação, assim como exames físicos. Os procedimentos diagnósticos variam mas os critérios oficiais estão descritos em manuais como a CID-10 da Organização Mundial de Saúde e o DSM-IV da American Psychiatric Association. - Itapira, SP; Mestre em Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba e Coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Bairral de Psiquiatria.
REFERÊNCIAS
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2. Citado por SODRÉ, N.W. Síntese de História da Cultura Brasileira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, b v1974, p. 76.
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5. SODRÉ, N.W. Op. cit., p. 78.
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11. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Op. cit., pp. 514 e 517.
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22. PINKERTON, S.D.; AMBRAMSOM, P.R. Effectivenessof condom in preventing HIV transmission. Social Science and Medicine, 44 (9): 1303-1312, 1997.
23. Citado por GREENFELD, K. T. Adventure: life on the edge: is evereday life too dull? Why else would Americans seeks risk as never before? Time (Latin American Edition), September 6, 1999, pp. 13-20.
24. BURNS, E.M. A História da Civilização Ocidental: do homem das cavernas até a bombaUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidrocanabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão periférica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classificados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva. atômica. Porto Alegre: Globo, vol. II, 1971, p. 796.
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VIVIFICANDO O GUIA DOS GUIAS ESPIRITUAIS
REVELAÇÃO/EXORTAÇÃO
Urge difundirmos na terra, a certeza de que Jesus Cristo já vive agindo entre nós, espargindo a luz do saber em sí, criando Irmãos Espirituais, e a nova era Cristã. Eu não minto, e a Espiritualidade que esperava pela sua volta, pode comprovar que digo a verdade. Por princípio, basta recompormos as 77 letras e os 5 sinais que compõe o título do 1º. livro bíblico, assim: O PRIMEIRO LIVRO DE MOISÉS CHAMADO GÊNESIS: A CRIAÇÃO DOS CÉUS E DA TERRA E DE TUDO O QUE NÊLES HÁ: Agora, pois, todos já podem ver que: HÁ UM HOMEM LENDO AS VERDADES DO SEU ESPÍRITO: ÊLE É O GÊNIO CRIADOR QUE ESSA AÇÃO DE CRISTO: (LC.4.21) – Então passou Jesus a dizer-lhes: Hoje se cumpriu a escritura que acabais de ouvir: (JB.14.17) – O Espírito da verdade que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem conhece, vós o conheceis; porque Ele habita convosco e estará em vós.(MT.14.27) – Tende ânimo! Sou Eu: Não temais: (JB.2.5) – Fazei tudo o que Ele vos disser, (JB.5.27) – porque é o Filho do Homem: (JÓ.9.19) – Se se trata da força do poderoso Ele dirá: Eis-me aqui: Regozijai-vos e fazei jus ao poder que o Nosso Espírito traz às Almas Justas, para a formação da verdadeira Cristandade.
(MT.26.24) – O FILHO DO HOMEM VAI, COMO ESTÁ ESCRITO A SEU RESPEITO, MAS AI DAQUELE POR INTERMÉDIO DE QUEM O FILHO DO HOMEM ESTÁ SENDO TRAIDO! MELHOR LHE FÔRA NÃO HAVER NASCIDO:
E, ao recompormos as 130 letras e os 7 sinais que compõem esse texto, todos já podem ler, saber, e entender quem é o Filho do Homem:
E O FILHO DO HOMEM É O ESPÍRITO QUE TESTA AS ALMAS DO HOMEM E DA MULHER, NA VERDADE DO SENHOR, COMO CRISTO: E EIS A PROVA QUE O FILHO DO HOMEM FOI TREINADO NA LEI CRISTÃ:
(MC.14.41) – Chegou a hora, o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores: E hoje, quem desejar interagir conosco na obra comum da nossa criação, deve fundamentar-se n`A Bibliogênese de Israel; que já está disponível na internet (Editora Biblioteca 24x7). E quem não quiser, pode continuar vivendo de esperança vã, assistindo passivamente a agonia da vida terrena, à par da auto-destruição do nosso planeta...
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