

Antigos textos literários e religiosos mostram que, em todas as épocas e lugares, os seres humanos deliberadamente usaram (e abusaram de) substâncias capazes de modificar o funcionamento do sistema nervoso, induzindo sensações corporais e estados psicológicos alterados.
Mas por quê os intoxicantes são tão procurados? Quais as razões que levam as pessoas a utilizá-los?
A nosso ver podem ser enquadradas em quatro grupos básicos:
1. Para reduzir sentimentos desagradáveis de angústia e depressão. Estes sentimentos seriam :
Gerais, decorrentes da própria condição humana. A angústia do ser humano diante da vida foi muito bem descrita pelos filósofos da corrente existencialista. Para eles o ser humano, sem saber porquê e para que, é jogado no mundo hostil ou indiferente.
Ao longo da história da humanidade diversos agentes farmacológicos tem sido utilizados com finalidades intoxicantes. Incluem-se neles extratos vegetais, produtos de fermentação e, mais modernamente, diversas substâncias sintéticas.
Quando uma pessoa usa uma droga psicoativa e o efeito por ela produzido é de alguma forma agradável, este efeito adquire para aquela pessoa o caráter de uma recompensa.
Estudos com alcoólatras mostram que alguns deles começam a beber em função de pressões sociais ou como resposta a situações estressantes em suas vidas. Uma vez iniciado o comportamento de consumo de bebidas, a recompensa psicofisiológica induzida pelo álcool, por condicionamento, tende a fixar esta forma de se comportar. Outros, ao contrário, parecem ser levados por uma compulsão interna ao uso e abuso de bebidas alcoólicas.
Certas características parecem ser comum a todas as drogas que levam ao abuso:
O álcool é um depressor de muitas ações no Sistema Nervoso Central, e esta depressão é dose-dependente. Apesar de ser consumido especialmente pela sua ação estimulante, esta é apenas aparente e ocorre com doses moderadas, resultando da depressão de mecanismos controladores inibitórios. O córtex, que tem um papel integrador, sob o efeito do álcool é liberado desta função, resultando em pensamento desorganizado e confuso, bem como interrupção adequada do controle motor.
Os psicoestimulantes abrangem um grupo de drogas de diversas estruturas e que têm em comum ações como aumento da atividade motora e redução da necessidade de sono.
Estas drogas diminuem a fadiga, induzem a euforia e apresentam efeitos simpaticomiméticos (aumento das ações do sistema nervoso simpático). Compreendem as seguintes drogas: anfetamina e cocaína.
As drogas alucinógenas ou "psicodélicas" apresentam a capacidade de produzir alucinações sem delirio.
O LSD, dietilamina do ácido lisérgico, tornou-se o protótipo de drogas alucinógenas devido à extensão de seu uso, porque ele representa uma família de drogas que são semelhantes e por ter sido exaustivamente estudado.
O grupo de drogas do tipo LSD inclui, o LSD ( derivado do ácido lisérgico), mescalina (fenilalquilamina), psilocibina (indolalquilamina) e compostos a eles relacionados.
O príncipio ativo D 9 canabinol (THC) parece ser o responsável pelos efeitos centrais da maconha.
O THC apresenta propriedade lipófilica e dissolve rapidamente pela membrana plasmática apresentando uma distribuição heterogênia no cérebro.
O THC parece estimular a fosfolipase A2, aumentando a produção de ácido araquidonico, diacilglicerol (DAG) e inositol trifosfato (IP3),. Este sistema é talvez o responsável pelo THC inibir a canal de Ca++ voltagem dependente que regula a liberação do neurotransmissor.
Por razões de brevidade não discutiremos as manifestações clínicas determinadas por cada droga ou grupo de drogas. Limitar-nos-emos a apresentar aqui a classificação geral utilizada pelos psiquiatras, através de um manual de diagnósticos chamado DSM-IV, para os distúrbios relacionados com substâncias.
De acordo com a presente edição do DSM (Diagnostic and Statistic Manual), os distúrbios relacionados com substâncias dividem-se em dois grupos:
A definição de adicção à droga do National Institute of Drug Abuse (NIDA) como "uma doença cerebral crônica, recidivante, que se expressa comportamentalmente e ocorre em um contexto social" reflete as dificuldades existentes na terapia desta condição. O tratamento destes pacientes envolve medidas farmacológicas e psicoterápicas para auxiliá-los a reestruturar os seus comportamentos.
RESUMO
O alcoolismo entre as mulheres supera as particularidades observadas no âmbito meramente psiquiátrico. Além das características já reconhecidas neste campo, é necessário reconhecer as demais áreas de impacto do consumo de álcool pelas mulheres.
O fenômeno da excitotoxicidade resulta da ativação excessiva da neurotransmissão glutamatérgica, onde pode ocorrer degeneração neuronal em algumas regiões específicas do SNC, sendo o receptor NMDA o principal canal envolvido na morte neuronal.
A administração aguda de etanol produz uma diminuição significativa na concentração de Ca2+, enquanto o uso crônico dessa droga sensibiliza neurônios hipocampais à excitotoxicidade mediada por receptores NMDA.
O diagnóstico do alcoolismo ainda é fundamentado na informação verbal do paciente ao seu médico. Inúmeros marcadores biológicos do alcoolismo vêm sendo pesquisados nas últimas décadas. São parâmetros laboratoriais que podem fornecer informações a respeito de consumo e abstinência _ denominados marcadores de situação, ou podem, teoricamente, apontar para uma tendência ao alcoolismo e a problemas relacionados ao álcool _ denominados marcadores de tendência.
É relatado o caso de um paciente, sexo masculino, brasileiro, 41 anos, católico, casado, vendedor, com antecedentes de alcoolismo, mas que estava abstinente há quatro anos e sete meses. Começou a se automedicar com um produto fitoterápico para aliviar sintomas digestivos. Com o tempo, foi aumentando a freqüência e, conseqüentemente, a quantidade de uso, já que esse produto é um alcoolato de ervas medicinais, chegando a consumir em média 600 ml da substância por dia, isto é, de 25 a 28 unidades de álcool/dia.
O álcool produz vários efeitos na medula óssea, resultando em anemia, leucopenia e trombocitopenia. A ingestão crônica de etanol contribui para o aparecimento de disfunções plaquetárias e anemias carenciais, principalmente por deficiências de folato. A hepatopatia crônica ligada ao alcoolismo tem, como complicações, hemólise e alterações de coagulação.
Alcoolismo tem sido estudado como uma condição psicopatológica que está relacionada com uma elevada taxa de transmissão familiar. Filhos de alcoolistas apresentam um risco cerca de quatro vezes maior de se tornarem alcoolistas na idade adulta quando comparados com a população geral. Estudos transversais tem indicado uma alta freqüência de problemas psiquiátricos entre filhos de alcoolistas. Até o presente foram desenvolvidos poucos estudos longitudinais prospectivos sobre o desenvolvimento de filhos de pais alcoolistas (COAS - do inglês: children of alcoholics).
A alta prevalência de uso de substâncias psicoativas em pacientes com transtornos psiquiátricas tem recebido atenção cada vez maior por parte dos pesquisadores. Transtorno Bipolar e Alcoolismo são doenças familiares com fatores genéticos implicados na sua etiologia. A relação genético-familiar entre ambas é controversa e tem sido estudado de forma insuficiente.
2.3. Sinais precoces do alcoolismo na adolescência
2.3.1. Considerações preliminares
Inicialmente deve-se considerar algumas dificuldades e limitações quanto ao uso dos marcadores biológicos, das escalas de avaliação e dos marcadores da quantidade de consumo e álcool.
2.2. Adolescência, crise de identidade e álcool
Adolescência, do latim ad, para + olescere, crescer, significa crescer para. A adolescência é precedida, por um período mais delimitado, mas intimamente ligado a ela, de mudanças físicas determinando a maturação sexual, a puberdade.
2.1. Consumo de Álcool na Adolescência
Como já apontado que o primeiro episódio de intoxicação alcoólica pode ocorrer na adolescência, pesquisas têm procurado identificar padrões de início de uso de drogas ilícitas e álcool em adolescentes, estudantes e adultos jovens, além de fatores de riscos; por exemplo, (KANDEL, SINGLE & KESSLER, 1976; KANDEL & LOGAN, 1984; ROBINSON, CHEN & KILLEN, 1998; POIKOLAINEN, 2000; BIEDERMAN, FARAONE, MONUTEAUX & FEIGHNER, 2000; HEMMINGSSON & LUNDBERG, 2001).
É importante esclarecer que esses padrões de consumo se referem às unidades de álcool consumidas ao longo de uma semana, portanto, o consumo da quantidade semanal de unidades de álcool em apenas um dia implicaria mais danos à saúde do que quantidades um pouco maior, mas divididas durante a semana (LARANJEIRA & PINSKY, 1997).
1.3.3. Critérios de quantidade de consumo de álcool e risco à saúde
Uma dose de bebida alcoólica é definida como algo consistindo entre 10 a 12 gramas de etanol, que equivale a uma unidade de álcool puro.A quantidade de unidades de álcool é determinada pela concentração de álcool num volume de uma bebida:
Estudos têm procurado estabelecer as causas do alcoolismo, como fatores individuais, sociais e culturais, ou a interação desses fatores. Tais estudos têm estimulado o desenvolvimento de teorias biológicas, psicológicas, psicodinâmicas, comportamentais e socioculturais para determinar a etiologia do alcoolismo (DSM-IV, 1995; SHUCKIT, 1999; FRANCES & FRANKLIN, 1992).
Naltrexona: O que é e para quê ?
O revia é a naltrexona, atualmente está sendo usada para diminuir ou mesmo abolir o desejo pelo álcool em paciente dependentes. É uma medicação antiga usada ainda para bloquear o efeito das substâncias derivadas do ópio, como a morfina e a heroína. O uso da revia após administração prolongada desses agentes opióides provoca uma imediata reação de abstinência.
No campo do tratamento do alcoolismo, freqüentemente, aparece uma nova e milagrosa droga para curar esta condição que tanto sofrimento traz para milhões de pessoas. Por certo tempo, achou-se que o dissulfiram, por reagir de uma forma extremamente desagradável com o álcool, facilitaria o controle do beber. Em seguida os benzodiazepínicos, por diminuirem a ansiedade relacionada a abstinência, poderia ser a cura. Também os antidepressivos, e , em especial ,os inibidores da recaptaçãao da serotonina, foram propostos como uma arma eficiente contra o monstro alcoolismo.
A cocaína, droga psicoestimulante, é usada freqüentemente em associação com outras drogas de abuso (álcool, heroína, sedativos, maconha, entre outras). Entre estas, o consumo simultâneo de cocaína e álcool tem aumentado significativamente nos últimos anos em todo o mundo. Com o objetivo de estudar a associação entre essas drogas, foi realizada uma pesquisa bibliográfica via Internet, utilizando programas de pesquisa científica (Pubmed e Lilacs), além de pesquisa em trabalhos relacionados ao assunto.
Essa substância ao contrário da naltrexona é nova e foi criada especificamente para o tratamento do alcoolismo. Está sendo introduzida no mercado brasileiro pela Merck mas já é usada na Europa há alguns anos.
Introdução: O consumo de álcool é um problema de saúde pública muito relevante. O objetivo do presente estudo foi identificar a prevalência de alcoolismo e explorar possíveis fatores que contribuam para esse hábito.
Este trabalho tem por objetivo realizar uma revisão teórica a respeito do sono e dos sonhos de alcoolistas de acordo com a Terapia Cognitivo-Comportamental, aprofundando aspectos cognitivos e neurológicos. Na medida em que esta é a abordagem psicoterápica mais indicada para dependência química, os sonhos, utilizados na Terapia Psicanalítica, tiveram de ser estudados sob o enfoque cognitivo-comportamental, para que pudessem ser aproveitados na clínica com estes pacientes.
Baseando-se numa revisão, apresentada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de recentes estudos sobre avaliação do custo social e de saúde decorrentes do uso do álcool, este artigo tem o objetivo de expor as evidências que permitem avaliar o consumo do álcool para além da esfera médica assistencial, pessoal e familiar, como questão prioritária do ponto de vista sócio-político e de saúde pública. São discutidos os dados mundiais e enfatizados os dados específicos do cenário brasileiro.
Este artigo visa conceituar e descrever o conceito de gerenciamento de caso clínico inicial aplicado ao tratamento de dependentes do álcool e suas principais etapas, bem como ressaltar as funções do gerente de caso, a importância do primeiro contato, averiguar a motivação para tratamento e algumas sugestões de metas e atividades para incentivar a aderência ao tratamento.
Descritores: Bebidas alcoólicas. Terapia. Reabilitação. Aconselhamento. Gerenciamento clínico.
Esta pesquisa tem como objetivo comparar a motivação para mudança em dependentes de álcool internados em hospitais gerais para tratamento de doença clínica com pacientes alcoolistas que buscaram tratamento em unidades especializadas. Trata-se de um estudo transversal, de comparação entre dois grupos. A amostra teve 91 sujeitos: 42 com doença clínica associada à dependência do álcool (grupo 1) e 49 dependentes do álcool internados em unidades especializadas para o tratamento da dependência química (grupo 2).
A alimentação está para o corpo humano assim como o combustível está para uma máquina. Proteínas, hidratos de carbono (açúcares), gorduras, vitaminas e sais minerais, que estão contidos nos alimentos que consumimos diariamente, são os nutrientes para nosso corpo.
Hambúrguer com refrigerante e cachorro-quente com fritas podem parecer apetitosos e irresistíveis, mas não são a base da alimentação. O leite e seus derivados, a carne e os ovos são as principais fontes de proteínas. Já as frutas, legumes e verduras são ricos em vitaminas e sais minerais.
A alimentação e a nutrição adequadas são requisitos essenciais para o crescimento e desenvolvimento das crianças. Mais do que isso: são direitos humanos fundamentais, pois representam a base da própria vida. Conheça os dez passos da alimentação saudável para crianças brasileiras menores de dois anos:
Alimentação saudável - Passo 1:
dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros alimentos;
RESUMO: Em nossa sociedade moderna, o doente toxicômano é frequentemente dividido pelo dualismo obsessivo de nosso sistema de pensamento e de tratamento (dualidade psicossomática) que pretende confiscar-lhe o gozo da « falta de juízo ». Diante deste discurso, as sociedades tradicionais propõem uma outra concepção mais totalizante do sujeito-sofredor. Corpo, espírito e espiritualidade constituem um todo.
RESUMO: Este estudo buscou analisar a relação entre os fatores problemas com o álcool e religiosidade. Para tanto, foi utilizado um estudo de caso único, composto por narrativas biográficas e sonhos do sujeito, um homem de mais de 50 anos. A partir desse material, buscou-se verificar como os fatores se manifestavam consciente e inconscientemente, seguindo a teoria e a metodologia de interpretação de C. G. Jung.
Foi essa pergunta inteligentíssima da psicóloga Roseli Sayão dirigida no Roda Viva, a um perplexo Arnaldo Jabor, que, com toda a sua agilidade mental e com sua diferenciada experiência com o feminino, teve a honestidade de responder, simplesmente: "não sei." Foi o silencio do sábio. Porque não é fácil responder de bate-pronto a essa questão embaraçosa sem cair numa seqüência dos piores lugares-comuns.
Resumo: A associação entre transtornos alimentares e dependência de substâncias é freqüente na prática clínica. Apesar de já existirem dados sugestivos de que essa associação possa sinalizar maior severidade nos distúrbios psiquiátricos e clínicos das pacientes, poucas pesquisas avaliaram sua influência no tratamento.
Uma importante reflexão de Manoel T. Berlinck sobre o uso social da maconha, extensão do seu artigo "Ipanema e a clínica Psicanalítica", aparecido na Revista Latino-americana de Psicopatologia Fundamental.
Esta associação, entre maconha e melancolia é muito interessante e precisa ser explorada com cuidado e delicadeza.
A presença de pelo menos um diagnóstico psiquiátrico associado a transtornos por uso de drogas é uma ocorrência freqüente na clínica. A Organização Mundial da Saúde, em seu relatório de 2001 sobre a saúde no mundo, relata que de 30% a 90% dos pacientes atendidos em serviços especializados em dependência de álcool e outras drogas têm duplo diagnóstico.1
Resumo: Este artigo trata do processo da reforma psiquiátrica brasileira, a partir dos anos 80, que levou ao surgimento de serviços alternativos em saúde mental. Mais especificamente, aborda a criação e organização do Centro de Atenção Psicossocial Espaço Vivo, de Botucatu-SP, que ocorreu a partir das transformações no atendimento aos pacientes psicóticos do Hospital Professor Cantídio de Moura Campos.
Atualmente, um crescente interesse nas práticas rituais indígenas, as quais se utilizavam de plantas com o intuito de se comunicarem com o mundo espiritual, tem sido observado. No Brasil, as seitas religiosas União do Vegetal (UDV) e Santo Daime, freqüentemente, fazem uso de um chá, preparado a partir das plantas Banisteriopsis caapi e Psychotria viridis, que contém potentes alucinógenos em sua composição, como a harmina, a harmalina, a tetra-hidro-harmalina e a N,N-dimetiltriptamina (DMT).
A busca constante por estímulos prazerosos, como alimentos saborosos, uma cerveja geladinha e a relação sexual excitante, está associada a um "sistema cerebral de recompensa", assim denominado pelo neurobiólogo americano James Olds nos anos 60. Trata-se de uma complexa rede de neurônios que é ativada quando fazemos atividades que causam prazer. Este sistema nos fornece uma recompensa sempre que fazemos determinadas atividades, levando-nos, portanto, a repetir aqueles atos.
A minha liberdade, em qualquer acepção genuína, não reside na minha capacidade de viver como "sujeito puro" mas, antes, na minha capacidade de viver no relacionamento dialético.
Rollo May
Não suportamos o que vivemos!
Não temos, ou perdemos, o entusiasmo para mudar a realidade!
Não temos intenções, nem projetos, tampouco desejos!
Não sabemos o que fazer com uma vida cujo único sentido é ganhar dinheiro para desfrutar das sensações compradas no dia-a-dia ou da moda.
Vamos falar da personalidade do usuário de drogas. esse é um tema complexo demais, porque não existe uma personalidade ou um modelo psicopatológico dos usuários de drogas.
Qualquer tipo de psicopatologia pode fazer uma evolução às drogas. isso nos coloca num panorama muito amplo, mas existe uma que tem predomínio na tendência ao uso das drogas, a patologia da depressão.
Imaginem que o dependente químico na ativa, viva num país como pessoas escravizadas e, que o senhor seja a DROGA e o seu VIVER é o pior possível. Mas esse país é o nosso ser, íntimo, mente, sentimentos, e como chegou a esse ponto de ser escravo e como vai chegar a conquistar a sua liberdade no dia-a-dia.
A pesquisa etnográfica
Trata-se de uma pesquisa etnográfica e qualitativa, relativamente breve (apenas 3 meses, entre agosto e novembro de 2000), sobre repertórios dos jovens e suas representações socioculturais do universo das drogas ilícitas. Foi utilizada a metodologia de observação participante.
Foi feita uma investigação com adolescentes entre 12 e 21 anos, de diversos segmentos sociais na cidade de São Paulo, usuários de diferentes drogas, que não estavam em tratamento clínico. A maconha foi a mais pesquisada.
Nós estamos às portas do século de XXI e você prevé que terá algum problema de abuso/dependencia de substâncias até 2010 em dois terços dos pacientes psiquiátricos e que 90% do drogodependentes terão outra diagnose psiquiátrica. Parece, então que os problemas de alcoolismo e de outras toxicomanias continuarão ocupando uma posição mais excelente na necessidade de ajuda de nossos cidadãos. É, para nosso entender, de um tópico urgente que as autoridades sanitárias e os profissionais da medicina deveriam se dar conta para chegar a isto com decisão e maior e interesse.
No estudo da possível contribuição de fatores psicodinâmicos na gênese da dependência química, pode-se notar a presença de dois modelos de investigação: O mais comum é que dependentes quimicos,extraídos em geral de amostras clínicas,sejam retrospectivamente estudados.Este é um modelo que freqüentemente possibilita a elaboração de construções teóricas,que posteriormente sofrerão graus variados de generalizações.Em segundo lugar,bem mais raro na literatura,é o modelo prospectivo,que inicia a pesquisa com crianças, e as acompanha durante algumas décadas,na esperança
As relações entre doença mental e economia não são somente aquelas retratadas pelo filme Uma mente brilhante, que narra a história verídica de John Forbes Nash, um economista esquizofrênico laureado com o Prêmio Nobel, em 1994. Novas ferramentas estatísticas recentemente revelaram o peso dos transtornos mentais e comportamentais na vida econômica dos países. Em todo o planeta, 70 milhões de pessoas sofrem de alcoolismo, cerca de 50 milhões têm epilepsia e 24 milhões, esquizofrenia. Anualmente, um milhão de pessoas se suicidam e entre 10 e 20 milhões tentam se suicidar.
Os objetivos deste trabalho são: 1) estabelecer a prevalência do uso de drogas lícitas e ilícitas entre estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, 2) avaliar comparativamente o consumo entre os primeiros cinco anos letivos do curso médico e relacioná-lo ao desempenho acadêmico. Aplicou-se um questionário fechado e de autopreenchimento com as seguintes categorias: dados demográficos, relacionamento com familiares e colegas, atividades curriculares e extracurriculares e utilização de drogas na vida, no último ano, no último mês.
"Cidade de Deus", o festejado filme de Fernando Meireles, é baseado no livro homônimo de Paulo Lins. A matéria prima do romance veio de uma pesquisa sobre criminalidade na favela carioca Cidade de Deus, da qual participou o autor. A partir de personagens reais e fatos ali ocorridos, Lins construiu seu enredo, situado nos anos 70 e 80, mostrando como o tráfico de drogas se iniciou timidamente, apenas mais uma entre várias práticas marginais, como assaltos e roubos, até se instalar como atividade principal das gangues.
Estudos epidemiológicos, com metodologia quantitativa quanto à coleta e análise dos dados, são freqüentes na área de uso de drogas na adolescência. Porém, são poucos os trabalhos qualitativos sobre as características destes jovens que buscam tratamento por abuso de drogas ou que descrevem o tipo de tratamento, sua efetividade e a evolução dos pacientes.
OBJETIVOS
Os objetivos deste estudo são:
(1) descrever as características sociodemográficas dos adolescentes que procuram tratamento ambulatorial por problemas relacionados ao uso de drogas;
Nas últimas décadas, o tratamento das dependências de substâncias psicoativas tem sido tema de debate constante tanto no meio científico como a nível da comunidade em geral. Diversos modelos de abordagem do problema vem sendo discutidos, ocasionando uma verdadeira Torre de Babel, onde prevalecem mais polêmicas do que posições consensuais.
Por medo de sofrer, excluímos da vida social todos aqueles que são diferentes de nós. Com isso, perdemos a oportunidade de ouvir o apelo do necessitado e de transformar o mundo num lugar melhor.
Por Jean Vanier - O texto abaixo foi retirado do capítulo 3 do livro O Despertar do Ser, autor - Jean Vanier, Verus Editora. Tradução: Magda França Lopes
RESUMO: O presente estudo teve como objetivo examinar a lógica do uso do termo "aplicada" na Análise do Comportamento a partir de elementos identificados na literatura desta área e na linguagem cotidiana.
(Reflexões a respeito da culpa introjetada pela sociedade na psique individual. Breve autobiografia psicológica, não factual, construída a partir da análise arquetípica de alguns dos mitos vivenciados pelo autor)
I - Não matei Jesus
Não me assustam hoje os argumentos de autoridade. Especialmente o de Rilke a seu jovem poeta, quando ele bafeja a sentença de que só vale escrever aquele que não possa viver sem fazê-lo.
Comunicar por escrito é submeter-se a muitas variáveis intervenientes, como por exemplo, o público a que se destina, a finalidade, o tipo do veículo e outras mais. Numa revista acadêmica, por exemplo, a apresentação de um texto pede ou a prova de uma hipótese, ou a dedução de uma conclusão, ou a justificativa da oportunidade do tema. Não importa como ou por quê, mas o texto vem sempre acompanhado de bibliografia, comentada ou não, e de pelo menos alguma menção à oportunidade do tema.
INTRODUÇÃO: Estudos internacionais e nacionais mostram que a religiosidade é um modulador importante no consumo de álcool e drogas entre estudantes adolescentes.
OBJETIVOS: verificar se diferentes variáveis da religiosidade influenciam o uso freqüente e/ou pesado de álcool e drogas entre estudantes de 1º e 2º graus.
1. As dúvidas fazem mover os pensamentos, mas queremos sempre ficar livre delas. Buscamos sempre uma certeza, a unicidade. Nem sempre a certeza é um fim. Muitas vezes é o iniciar de nova dúvida. Quando nos apegamos a uma certeza de maneira incondicional há o risco do pensamento parar. A dúvida permeia a história do pensar humano.
2. Os astronautas que foram à Lua estavam amparados de certezas. Certezas concretas, metodicamente planejadas. Mas alguns deles voltaram transformados do espaço.
Genialidade e doença mental têm sido com freqüência correlacionadas a produções literárias ou artísticas de diversos autores, que tiveram suas obras e suas vidas enquadrinhadas. Assim o tentaram Lombroso, Nágeia, Freud, Leme Lopes, Carvalhal Ribas, Neves Manta etc, tendo como alvo Nietzsche, Ibsen, Dostoiewiski, Edgard Allan Poe, Baudelaire, Thomas de Quericey, Augusto dos Anjos, Machado de Assis, Paulo Barreto...
Resenha do livro "A Família em desordem" de Elizabeth Roudinesco
Jorge Zahar Editor - Rio de Janeiro - 2003
A cada livro que publica, Elizabeth Roudinesco se firma como uma atenta observadora da cena psicanalítica. Conjuga bem seus recursos de historiadora com o saber inaugurado por Freud, produzindo obras de grande interesse, que sua habilidade literária coloca ao alcance de um público mais vasto.
Esse seu "A família em desordem", lançado ano passado na França e agora aqui traduzido, é uma boa mostra disso.
No complexo mundo da droga assim como do sexo ambos estão inseridos em tabus os que geram muitas lendas o que permitem a elaboração de considerações extremamente errôneas.
Tenho algumas idéias que gostaria de partilhar com os senhores nessa manhã.
Não trago afirmativas conclusivas, mas, na perspectiva a que se propõe esse colóquio, traço um pensamento reflexivo e especulativo.
Primeira reflexão é muito sintomática que, nesses tempos de guerras, os três produtos que realizam as maiores cifras de negócios no mundo, sejam: petróleo, armamentos de guerra e drogas. Se fizermos um coquetel desses três ingredientes, nós teremos o clima bem nítido da situação atual.
"Por toda à parte nos resta ainda uma alegria.
A dor pura entusiasma.
Quem sobe sobre a própria miséria, está mais alto.
E é magnífico saber que só na dor sentimos bem a liberdade da alma"
Hölderlin, Hyperion
Entre as idades de 28 e 39, por onze anos, Sigmund Freud utilizou regularmente a cocaína em sua forma de alcalóide, em pó. Como jovem neurologista, essa foi sua primeira tentativa experimental fora da prática médica tradicional. Ele estava buscando o reconhecimento público capaz de gerar a clientela que lhe traria fama e recursos financeiros permitindo, assim, que se casasse com sua noiva, de quem estava separado havia dois anos.
O médico que coordenou a maior pesquisa sobre alcoolismo já feita no mundo diz que dois drinques por dia são o limite
Lucila Soares - jornalista - matéria publicada na revista VEJA
A violência incorpora-se ao cotidiano das pessoas, principalmente nos grandes centros urbanos.
Impunidade, abuso de poder, jovens sem perspectivas, miséria, injustiça social e excesso de armas em mãos civis são alguns dos fatores que contribuem para essa escalada. Mas as instâncias que poderiam coibir a violência às vezes contribuem para ela. A polícia em vez de atuar em defesa da sociedade, ainda aparece como um braço armado do Estado contra o cidadão. Por falta de uma relação de confiança, a sociedade não contribui com a polícia.
Globalização é apenas um novo nome para uma prática antiga de dominação e de controle. Tal prática já foi denominada de imperialismo e em épocas mais remotas de colonialismo.
Os efeitos nefastos da globalização são sentidos nos países mais pobres ou nos países onde a riqueza não é distribuída de forma mais justa. O controle de mercado tem envolvido um maior número de desempregados e de excluídos.
Quando falamos de ansiolíticos estamos falando, praticamente, dos Benzodiazepínicos. De longe, os Benzodiazepínicos são as drogas mais usadas em todo o mundo e, talvez por isso, consideradas um problema da saúde pública nos países mais desenvolvidos.
Para ver clique em
http://www.psiqweb.med.br/farmaco/ansiol.html
Neste projeto foram estudadas as conseqüências adversas do uso prolongado de doses terapêuticas baixas de tranqüilizantes benzodiazepínicos (BDZ): tolerância aos efeitos deletérios agudos e terapêuticos, dependência fisiológica e possíveis efeitos adversos sobre os rendimentos indivíduais (atenção, memória e psicomotricidade) que sejam específicos ao uso prolongado.
Contexto: A dependência química tende a afetar a família como um todo. Filhos de dependentes químicos têm um risco aumentado para o desenvolvimento da dependência química, bem como para transtornos psiquiátricos, quando comparados com outras crianças.
Objetivo: Investigar o perfil de crianças, adolescentes e familiares em um serviço de prevenção seletiva para filhos de dependentes químicos e discutir alternativas de intervenção e tratamento para essa população. Tipo do estudo: corte transversal.
Sugestões para garantir atitudes conscientes em relação as drogas
CONVERSE COM SEUS FILHOS SOBRE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS
Isto poderá ajuda-lo a mudar de idéia de que ingerir álcool, fumar e usar outras drogas é uma atitude normal e aceita.
ESCUTE ATENTAMENTE SEUS FILHOS
Eles irão compartilhar suas experiências com você. Demonstre interesse e escute-os atenta e ativamente a cada momento de sua fala.
Os co-dependentes químicos, são seres humanos, visivelmente afetados, na maior parte das vezes, até fisicamente, pela convivência com um ou mais dependentes químicos. E tem uma enorme dificuldade em pedir e aceitar ajuda.
Os co-dependentes se fazem muitas perguntas:
Se a pré-disposição orgânica para desenvolver o abuso de drogas é do meu familiar, filho ou filha, como é que sou eu que preciso de ajuda ?
É meu marido ou minha mulher quem bebe, porque eu devo me tratar?
2-1 DEPENDÊNCIA:
- é o uso + problemas + (com) abuso + continuidade = gera a dependência, tornando uma doença incurável - progressiva - fatal - multifacetada
- é uma doença complexa, com causas e conseqüências de ordem bio/psico/social.
1 PERDA
1 MURALHA: barreira, muro grande, algo intransponível...
A grande muralha que o DQ cria é psicológica - psiché [alma], nos sentimento [emoções, afetos] mental, intelectual, racional. As conseqüências é que vai crescendo a muralha psicológica que separa a REALIDADE [dependência química] da FANTASIA = ILUSÃO
Prevenção: É o ato ou efeito de chegar antes, de opinião antecipada (Dic. Aurélio).
PRIMÁRIA: objetiva em reduzir a incidência entre os adolescentes e outros.
1 SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA
Síndrome abstinência aguda -SAA sintomas físicos/psicológicos/sociais provocados pela falta da droga, ocorre de 3 a 10 dias do último uso.
A FAMÍLIA ANTES E DEPOIS DA RECUPERAÇÃO
"Todas as famílias que são felizes são iguais, mas cada família que é infeliz o é a sua própria maneira" LEON TOLSTOI
Tem sido dito que todos nós temos três caracteres: o que PENSAMOS que somos, o que queremos que os OUTROS ACREDITEM que somos e o que REALMENTE somos.
1 CONCEITO
Condições do bom relacionamento autoconhecimento, auto-estima, auto-aceitação, respeito, compreensão, ajustamento, semelhanças. Nos objetivos em comum tem que existir mais confiança e menor isolamento.
Sexualidade: Sociabilização entre dois indivíduos, o normal para a sobrevivência da espécie, a felicidade de realizar uma fantasia, e os pontos vitais são:
1- Comportamento afirmativo é freqüentemente confundido como comportamento agressivo e, no entanto, afirmação não envolve ferir a outra pessoa, seja física ou emocionalmente.
2- O comportamento afirmativo, objetiva equilibrar o poder e não "ganhar a batalha".
Admitir a dependência acaba acontecendo com ou sem boa vontade, pois é baseada em fatos e não em teorias. Para alguns com mais dificuldades, e para outros com facilidades. Mas acaba acontecendo.
Abuso de substâncias é um problema comum em pacientes esquizofrênicos, atingindo até 60% destes, piorando com o progredir da doença e interferindo com a aderência do paciente ao tratamento. A exata natureza da comorbidade entre esquizofrenia e abuso de substâncias não é ainda conhecida mas algumas hipóteses tem sido levantadas:
1) abuso de substâncias poderia causar ou precipitar esquizofrenia em indivíduos vulneráveis,
2) pacientes esquizofrênicos usariam drogas para minimizar sintomas da doença ou efeitos colaterais da medicação e
Este trabalho trata da investigação dos registros médicos de todos os adolescentes hospitalizados no departamento de psiquiatria infantil e de adolescentes com o diagnóstico de esquizofrenia ou psicose esquizoafetiva (DSM-IV) associado ao uso e abuso de drogas ilícitas.
O abuso de maconha entre adolescentes dos países desenvolvidos vem aumentando significativamente nas últimas décadas. Uma das possíveis explicações para esse fato é a percepção de que a maconha é uma "droga leve", sem muitas conseqüências para a saúde do indivíduo, em contraste com outras drogas ilícitas.
Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006 - (Legislação Federal) DOU 24.08.2006 PÁG 02 COL 02.
Vetado parcialmente. Razões do veto: (MSC 724/06-PE) DOU 24 08 06 PÁG 06 COL 01.
Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes e dá outras providências.
O orçamento do ministerio da saúde do Brasil é menor ao do ministerio da saúde de Portugal. Portugal tem uma população dezesseis vezes menor que a do Brasil. Portugal aplica 5,6% do PIB. O Brasil usou 2,5% do PIB, no orçamento do ano de 2003 do ministério da saúde
LEI No 10.409, DE 11 DE JANEIRO DE 2002:
Dispõe sobre a prevenção, o tratamento, a fiscalização, o controle e a repressão à produção, ao uso e ao tráfico ilícitos de produtos, substâncias ou drogas ilícitas que causem dependência física ou psíquica, assim elencados pelo Ministério da Saúde, e dá outras providências.
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o art. 11, inciso IV, do Regulamento da ANVS aprovado pelo Decreto 3.029, de 16 de abril de 1999, em reunião realizada em 23 de maio de 2001,
Ancient literary and religious texts show that, at all times and places, human beings deliberately used (and abused of) substances fitted to modify the nervous system functions, inducing altered bodily sensations and psychological states.
But why are the intoxicants (modifiers of nervous function) so sought after? What are the reasons that drive people to use them?
We think that we could assign these reasons to four basic groups:
1. In order to reduce unpleasant anxiety and depression feelings. These feelings are:
Along mankind’s history, several pharmacological agents have been used to induce intoxication, They comprise plant extracts, fermentation products and, more recently, different synthetic substances.
In his book " Phantastica: Narcotic and Stimulating Drugs"(1924), Louis Lewin classified the distinct psychological effects of the different agents. According to him, the agents then known, could be classified as:
Whenever a person uses a drug and the effect it produces is somehow pleasant, this effect gets a rewarding quality for that person. As experimental research by behavioral psychologists has demonstrated, all behaviors that are reinforced by a reward have a tendency to be repeated and learned. Successive repetitions, besides fixing the reward-producing behaviors, also fix all previously indifferent stimuli, sensations, and situations, eventually associated with those behaviors.
Investigations show that some alcoholics begin to drink due to social pressures or in response to stressing situations in their lives. Since the drinking behavior is initiated, its fixation is conditioned by the alcohol-induced psychophysiological reward. Contrariwise other alcoholics seem to be driven to use and abuse alcoholic beverages by an internal compulsion.
Certain characteristics seem to be common to all abuse-inducing drugs:
The craving is similar to all those that produce dependence, although different drug groups show different physiological and behavioral effects
Environmental factors influence not only the acute effect of the drug but, also the probability of an eventual dependence, as well as relapsing in it.
There is a genetic predisposition to dependence.
Alcohol is a multiple-action depressor of the Central Nervous System, and the depression caused by it is dose-dependent. Although alcohol is mainly used because of its stimulating action, this action is only apparent and happens only with moderate doses. It results from the depression of inhibitory controlling mechanisms. Under the effect of alcohol the cortex is freed from its integrative role, thus resulting confuse and disorganized thinking, as well as disruption of adequate motor control.
The psychostimulants is a group of drugs with differing structures and common actions such as increased motor activity and lessening of sleep necessity. These drugs decrease fatigue, induce euphoria and have sympathomimetic effects (they increase sympathetic nervous system actions). The psychostimulants includes drugs of the amphetamine group and cocaine.
Hallucinogenic or "psychedelic" drugs have the capacity to induce hallucinations without delusion.
LSD (lysergic acid diethylamide) became the hallucinogenic drug prototype due to its widespread use, as well as, because it represents a similar family of drugs, and because it was amply studied.
The LSD group includes, besides LSD (a lysergic acid derivative), mescaline (phenyl-alkyl-amine), psilocybin (indol-alkyl-amine), as well as related compounds.
The active principle of marijuana and hashish, D 9 cannabinol (THC), seems to be accountable for the drugs' central affects. Both forms are prepared from the leaves of a plant, Cannabis sativa.
THC is lipophilic, quickly dissolving through plasmatic membranes and having a heterogenous distribution in the brain.
For the sake of brevity we shall not discuss in this paper the clinical manifestations induced by each drug or drug-group. We shall only present here the general classification used by the DSM-IV for the disturbances related to substances.
According to the present edition of DSM (Diagnostic and Statistic Manual), disturbances related to substances can be divided in two groups:
1. Substance use disorders
1.a Substance dependence
1.b Substance abuse
The National Institute of Drug Abuse (NIDA) definition of drug addiction as "a chronic relapsing disease of the brain, which is expressed in behavioral ways and occur in a social context", expresses the difficulties one meets when trying to treat this condition. The treatment of addict patients comprises pharmacologic agents and psychotherapeutic procedures aimed at helping them to reshape their behaviors.
Alcoholism: Can your genes drive you to drink? – Crime Times Vol. 3, no. 1, 1997, pages 1 & 3 & 7 –
Carvey P.M - Drugs Action in the Central Nervous System. Oxford University Press -1998
Jaffe, J.H. – Substance related disorder. In: Kaplan and Saddock’s Comprehensive Textbook of Psychiatry/VI CDROM, 1996, Williams & Wilkins – Baltimore
Drogadição é um fenomeno humano. Indicamos a leitura da conceituada revista brasileira ciencia hoje - do mês de abril de 2002 são no total 07 páginas sobre álcool e drogas, com autoridades brasileiras da saúde, juridicas, sociologos clique aquí.
O primeiro passo de Alcoólicos Anônimos (A.A.) e Narcóticos Anônimos (N.A.), de Naranon e Alanon, diz:
Admitimos que éramos impotentes perante o álcool/ adicção/ pessoas, que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.
Após quebrar todas essas negações/mecanismos de defesa, nós temos que dar um segundo passo, que é justamente um passo relacionado com a auto-estima.
O terceiro passo é um passo de decisão. Só que a partir de agora nós não podemos tomar uma decisão, somente uma decisão isolada, nós temos que tomar uma decisão em conjunto com uma ação, porque se não nós vamos ficar parados da mesma forma que nós estávamos há algum tempo atrás.
Quarto passo: Honestidade.
Nessa honestidade nós temos que incluir aqui uma reavaliação de vida. Como está a minha vida hoje?
O quinto passo diz:
Admitimos perante Deus e a outro ser humano a natureza exata de nossas falhas.
A assertividade de acertar de corrigir, de fazer o melhor.
Se você olhar no dicionário verá que a assertividade é: a arte de agir com acerto. Até parece que fizeram essa definição para o dependente e para o familiar, porque acertar numa situação dessas é difícil.
Dentro de uma sala de N.A. / A.A. alguém descobriu uma coisa que Deus não pode fazer, é coisa de adicto, mas é verdade: Mudar o nosso passado.
Será que eu posso trabalhar em cima disso agora? Esse passado não vai ser mudado, ele vai continuar existindo. As pessoas vão continuar cobrando uma coisa que eu não fiz no passado, que eu vou ter que ouvir agora: porque eu não fiz.
Para isso eu preciso desses últimos três passos. Que são os passos dez, onze e doze, e são passos de manutenção.
Fazendo um levantamento dos 12 passos, temos os passos um, dois, três e quatro, esses quatro passos são só para mim... ... , eu não tenho mais ninguém, sou eu que tenho que decidir por eles.
Temos o cinco, seis, sete, oito e nove, esses cincos passos é eu, com o meu passado.
E temos os dez, onze e doze, os três últimos passos que sou o eu atual, aí tem um retrato do que eu sou hoje.
1. Estabilização
Voltar ao autocontrole e ao meu comportamento
Estabilização: antes de fazer o plano de prevenção de recaída deve-se estar no controle de si mesmo.
7. Rever o programa de recuperação — Preciso rever meu programa de recuperação atual para ter certeza de que existe ajuda para tratar com meus sinais de aviso.
Recuperação e recaída são os lados opostos da mesma moeda. Se você não esta se recuperando, você esta em perigo de recair. Um bom programa de recuperação é necessário para evitar à recaída. Seu programa de recuperação anterior funciona bem para você?
9. Acompanhamento e reforço — Preciso revisar meu plano de prevenção de recaída em intervalos regulares à medida que cresço e mudo na recuperação.
Adicção não tem cura. Ela é uma doença crônica. Recuperação da adicção é uma maneira de vida. Como o plano de prevenção de recaída é parte da recuperação, também precisa tomar-se uma maneira de vida. O plano de prevenção de recaída precisa ser integrado em toda a vida e em todos os aspectos da sua recuperação do adicto.
(Sintomas da disfunção externa)
O processo de recaída leva a pessoa em recuperação a sentir dor e desconforto sem o químico. Esta dor e desconforto ficam tão fortes que a pessoa em recuperação fica incapaz de viver normalmente quando não bebe ou usa e sente que beber não pode ser pior que a dor de continuar sóbrio.
Trinta e sete sinais de recaída foram identificados em 1973 por Terence Gorski pela conclusão de entrevistas clinicas com 118 pacientes em recuperação. A pessoa em recuperação tem quatro coisas em comum -
Nesta fase a pessoa em recuperação se sente incapaz de funcionar normalmente dentro de si mesmo. Os sintomas mais comuns são:
1.1 — Dificuldade De Pensar Com Clareza.
Nesta, fase a pessoa não é capaz de reconhecer e falar honestamente aos outros o que está pensando ou sentido. Os sintomas mais comuns são -
2.1 - Preocupação Sobre O Bem — Estar.
O sinal de aviso interno leva a pessoa a sentir-se inquieta, assustada e ansiosa. Às vezes tem medo de não ser capaz de continuar sóbrio. Esta inquietação vem e vai, e geralmente dura pouco tempo.
2.2 — Negação Da Preocupação.
Nesta fase a pessoa em recuperação não quer pensar sobre qualquer coisa que possa trazer de volta os sentimentos dolorosos e desconfortáveis. Por isso começa evitar tudo que possa forçá-lo a uma honesta olhada em si mesmo. Quando são feitas perguntas diretas sobre seu bem-estar, a pessoa tende a ficar na defensiva. Os sintomas mais comuns são:
3.1 — Acreditar Que Eu Nunca Mais Vou Beber:
Nesta fase a pessoa em recuperação começa a experimentar uma seqüência de problemas na vida causados pela negação de sentimentos pessoais, a se isolar e a negligenciar os problemas e trabalhar duro nisto, surgem dois problemas para substituir cada problema resolvido. Os sinais de aviso mais comuns que ocorrem neste período são:
4.1 - Visão De Túnel
Nesta fase a pessoa em recuperação é incapaz de iniciar uma ação. Passa pelos movimentos da vida, mas é controlado em vez de controlar a vida.
5.1 - Devaneios E Ilusões
Fica mais difícil se concentrar. A síndrome da palavra [se] fica mais comum na conversa.
Começa a ter fantasias de fuga ou de ser socorrido por algo improvável de acontecer.
5.2 — Sentimentos De Que Nada Pode Ser Solucionado.
Neste período a pessoa em recuperação tem dificuldades em pensar claramente. Fica perturbado consigo própria e com as pessoas ao seu redor. Fica limitada e super-reagem às pequenas coisas. Os sinais de aviso mais comuns nesta fase são:
6.1 - Período De Confusão
Período de confusão torna-se mais freqüentes, duram mais, e causam mais problemas. A pessoa em recuperação fica zangada consigo pela sua incapacidade de resolver as coisas.
6.2 — Irritação Com Os Amigos.
Neste período a pessoa em recuperação fica tão deprimida que tem dificuldade de se manter na rotina diária.
Às vezes pode ter pensamentos de suicídio, beber ou usar drogas como uma maneira de terminar com a depressão. A depressão é muito forte e persistente e não pode ser ignorada facilmente ou escondida dos outros. Os sinais de aviso mais comuns que ocorrem neste período são:
7.1 — Hábitos Alimentares Irregulares.
Nesta fase fica incapaz de controlar ou regular o comportamento pessoal e os horários do dia. Existe ainda uma negação forte e falta de uma consciência de estar fora de controle. Sua vida fica caótica e muitos problemas se criam em todas as áreas da vida e na recuperação. Os sinais de aviso mais comuns nesta fase são:
8.1 — Participação Irregular Nas Reuniões De Tratamento E No A.A/NA
Sua negação quebra e de súbito reconhece como seus problemas são, como a vida ficou incontrolável e como a pessoa tem pouco poder e controle para resolver qualquer problema. Esta percepção é muito dolorosa e assustadora. Nesta hora está tão sozinho que parece não existir ninguém para pedir ajuda. Os sinais de aviso mais comuns que ocorrem nesta fase são:
9.1 - Auto Piedade.
Começa a sentir pena de si mesmo e pode usar a auto piedade para conseguir atenção no A.A. ou dos membros da família.
Nesta fase a pessoa em recuperação sente-se presa pela dor e pela incapacidade de lidar com a vida. Então parece haver apenas três saídas: insanidade, suicídio ou uso do químico. Não acredita que alguém ou algo possa ajudá-lo. Os sinais de aviso mais comuns nesta fase são:
10.1 — Ressentimentos Insensatos
Sente raiva por causa da incapacidade de comportar-se de maneira que deseja. Às vezes à raiva é com o mundo em geral às vezes com alguém em particular, e ás vezes consigo mesmo.
11.1 — Volta Ao Uso Controlado De químicos
Neste ponto a pessoa está por demais desesperada e se convence que é possível usar com controle. Planeja usar o químico por um curto período de tempo ou de uma maneira controlada. Começa a usar o químico com a melhor das intenções. Acredita não ter outra escolha.
11.2 - Vergonha e Culpa.
O uso produz sentimento de vergonha e culpa muito forte.
O abuso de drogas é um problema prevenível e a adicção é uma doença tratável.
Acreditar que somente as autoridades têm o poder ou obrigação de proteger nossa família poderá colocar nossos filhos em risco.
Somente assumindo nossa posição de pais poderemos diminuir o acesso às drogas.
Os filhos que ouvem os pais falarem sobre os riscos das drogas, embora não estejam totalmente imunes, estarão muito mais seguros do que filhos que não vêem (ou não sentem) os pais se preocupando.
Os autores levantaram os dados mais recentes sobre o consumo de álcool, fumo e outras drogas mais comuns no Brasil, concluindo que o álcool e o fumo são as substâncias mais usadas e abusadas entre os adultos.
Entre os estudantes de 1º e 2º graus,
O uso de substâncias psicoativas para alterar as percepções, os sentimentos ou o comportamento é comum entre os jovens: estudos desenvolvidos em todo o mundo indicam que 50% a 80% das crianças em idade escolar usam drogas lícitas ou ilícitas com propósitos recreacionais.
O entendimento das características do uso entre os jovens e dos fatores de risco pode auxiliar na prevenção, principalmente da evolução do uso experimental para o quadro de abuso e/ou dependência, evitando pior prognóstico.
O Dr. Robert Du Pont, ex-diretor do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos, recomenda 10 Regras para os pais:
Enquanto os EUA se mantêm firmes em sua crença de que o uso de maconha não deve ser absolutamente tolerado, outros países na ''Velha Europa'', como a Holanda, Inglaterra, Suíça e Portugal, bem como alguns estados da Austrália e do Canadá, adotaram passos na política de diminuir as penalidades para a posse de maconha. Esses movimentos estão sendo interpretados por muitas pessoas, especialmente os jovens, como dando luz verde ao uso da maconha.
Se por um lado o mercado das drogas está em crescimento, por outro lado está cada vez menor a faixa de idade dos adolescentes que entram nesse submundo. Para entendermos um pouco mais o porque de cada vez mais jovens estarem envolvidos em drogas, precisamos antes falar sobre as modificações que ocorrem numa fase da vida pela qual todos nós passamos: a adolescência. Uns conseguem vivê-la sem problemas significativos, porém todos a vivem (ou viveram) com conflitos.
Pode-se dizer que a adolescência é uma fase complexa e turbulenta. Nos deparamos com uma imensa gama de incertezas, inseguranças, mudanças de conceitos, mudanças físicas, mental e muitas vezes social. Isso tudo adicionado a cobranças da família, que exige uma determinada postura, além das influências do meio externo.
“Eles precisavam morrer?”
Essa pergunta foi feita na capa da revista brasileira Veja. Junto com a pergunta havia fotos de jovens de aparência jovial e normal que haviam morrido — vítimas do abuso de drogas.
Resumo: O presente trabalho discute a inserção do profissional de Psicologia no trabalho preventivo ao uso de álcool e outras drogas. Analisa os dados epidemiológicos disponíveis sobre o consumo de drogas no Brasil, que caracterizam o uso abusivo de álcool como um grave problema de saúde pública em nosso país.
Foram entrevistados nove homens e três mulheres, residentes na região da cidade de Caxias do Sul - RS, todos diagnosticados como dependentes de substâncias, segundo critérios do DSM-IV, para que descrevessem suas experiências de abstinência e recaída nas tentativas de recuperação da dependência química. A análise qualitativa das entrevistas orientou-se pelos movimentos reflexivos de descrição, redução e interpretação fenomenológica.
A tarefa de definir adicção tem desafiado médicos, juízes, padres, adictos, suas famílias e as pessoas em geral, por toda a história. Existem tantas definições potenciais quanto existem grupos com interesses em definir adicção. A questão, inclusive, começa logo ao se nominar a doença: dependência química ou adicção, dependentes químicos ou adictos. Não importa, a verdade é que essas definições enfatizam coisas tais como dependência fisiológica, dependência psicológica, dinâmica familiar, problemas comportamentais e moralidade.
O dependente químico em recuperação é a pessoa que tem uma doença incurável, por isso o dependente está em recuperação pela vida toda, é como se fosse um diabético, não tem cura.
Na doença da dependência química não existe culpado, somente responsável, a culpa termina nela própria, e a responsabilidade começa nela própria. Não sou culpado pela doença , mas sou responsável pelo tratamento e o estar em recuperação.
Há sinais de fumaça no ar. Um incêndio está queimando antigas formas de olhar um velho problema: o uso de drogas. Um dos sinais de mudança foi dado quando o ministro da Justiça, o advogado José Carlos Dias, declarou-se, há duas semanas, favorável à descriminação da maconha. Outro sintoma de transformação apareceu quando o ator Maurício Mattar, namorado da vice-rainha dos baixinhos, Angélica, ousou arranhar sua imagem saudável de galã, mencionando dependência de cocaína.
Seis a sete por cento dos americanos apresentam, em algum momento de suas vidas, sinais de dependência química (O'Brian e McKay, 1998, p.127). Nessa pesquisa, a palavra substância foi usada no sentido estrito de substâncias como álcool, cocaína, maconha ou ópio. A pesquisa excluiu a dependência de nicotina e cafeína, bem como qualquer dependência comportamental, como o jogo compulsivo. Neste artigo, vamos focalizar o uso de substâncias; mas as mesmas intervenções funcionam também em qualquer outro problema de dependência.
1. Apresentação
Neste artigo apresentarei, de forma breve e despretensiosa, algumas reflexões a respeito da filosofia de recuperação adotada pelos grupos anônimos de auto-ajuda, particularmente a adotada pela Irmandade dos Alcoólicos Anônimos (AA), à luz da doutrina das virtudes cardeais de Santo Tomás de Aquino.
Embora o termo "Crack" venha sendo veiculado há pouco mais de 15 anos, a história do consumo dos produtos da cocaína é bastante antiga. Relatos sobre o uso das folhas do Arbusto (Erythroxylon, natural da América do Sul, mais especificamente encontrado na região Amazônica) são encontrados em tribos peruanas 2000 anos antes do descobrimento de nosso continente. A folha mascada libera baixas doses de cocaína, substância ativa da planta, que promove todos os seus efeitos.
O consumo intranasal de cocaína produz seus efeitos entre 1 e 2 minutos após o uso, tendo duração de 30 minutos, em média. Tanto o uso endovenoso como o fumado produzem efeitos quase imediatos, porém estes se dissipam mais rapidamente (até 10 minutos), muitas vezes obrigando o indivíduo a voltar a utilizar a droga após 5 minutos. Os metabólitos (produtos ou "restos" do uso da substância ativa) podem ser detectados alguns minutos após poucas aspirações (ou injeção), permanecendo por até três dias.
Se os efeitos agudos da cocaína já são perigosos, os efeitos e conseqüências do uso continuado são letais. Suas conseqüências são quase sempre desastrosas sobre a vida do usuário, promovendo prejuízos em suas mais diversas áreas de funcionamento.
Podemos dividir as complicações associadas à droga em:
Complicações médicas do consumo de cocaína:
Nem todos os usuários de cocaína tornam-se dependentes da droga. Da mesma forma, nenhum dependente de cocaína, ao iniciar o consumo, tinha a intenção de se tornar dependente da substância. No entanto, não existe um limite nítido entre o início do consumo, o uso continuado e o desenvolvimento dos transtornos decorrentes do uso da droga (principalmente Abuso e Síndrome de Dependência). A experimentação da cocaína se desenvolve sempre em um meio (contexto) social definido, promovendo efeitos estimulantes e euforia pronunciada.
Até pouco tempo atrás, pensava-se que todos os dependentes eram iguais e assim formariam um grupo homogêneo. Somente nos últimos 25 anos os serviços de tratamento perceberam a necessidade de identificar subgrupos de dependentes, com a finalidade de ajustar as propostas terapêuticas para cada subgrupo.
Em 1981 o Centro de controle de doenças norte-americano (CDC) apresentava ao mundo a definição de uma nova patologia: a Síndrome da imunodeficiência adquirida, a AIDS. Casos de morte que esperavam esclarecimento desde 1978 foram diagnosticadas. Pesquisas se multiplicaram, a atenção da opinião pública do mundo ocidental focalizou rapidamente o problema. Em poucos anos, o vírus responsável foi identificado e denominado HIV.
O período que abrange o final da adolescência até o início da idade adulta é a fase da vida em que existe maior risco para o início do uso de cocaína. A adolescência é considerada uma fase crítica da vida do indivíduo, onde ocorrem diversas modificações internas (características da personalidade) e externas, como por exemplo o surgimento de caracteres sexuais secundários. O indivíduo se afasta dos pais e aproxima-se de colegas e amigos, fazendo uso da "liberdade" conquistada (de forma gradativa ou abrupta).
Familiares compartilham genes que podem contribuir para o abuso de drogas. Isto é verificado na dependência do álcool, quando se observa que gêmeos separados ao nascimento têm grande concordância no diagnóstico de Dependência de álcool quando atingem a adolescência ou a idade adulta. Por outro lado, familiares também compartilham o mesmo meio ambiente, cultura e eventos vitais, havendo a possibilidade da aprendizagem de comportamentos, inclusive de consumo de álcool e drogas.
A dependência de cocaína é um transtorno passível de tratamento, ao contrário do que muitas pessoas pensam. Porém é certo que nenhum modelo de tratamento pode ser considerado eficaz para todos os pacientes. Indivíduos que desenvolvem Dependência de cocaína possuem diferentes características e necessidades. Estudos apontam uma boa relação custo-benefício do tratamento; o resultado mais comum dos diversos tratamentos é a redução do consumo nos anos posteriores, bem como a diminuição das atividades ilegais e do comportamentos criminal do dependente.
A série "Diálogo" – após as publicações do Guia para a Família e do opúsculo sobre as drogas conhecidas como Cocaína e Crack -, prossegue apresentando obra sobre Aspectos básicos do tratamento da síndrome de dependência de substâncias psicoativas, de reconhecido valor científico e de conhecimento necessário.
Doses de 10 mg/kg: originam amnésia e hipotonia da musculatura esquelética, que resulta da depressão dos neurónios da medula óssea.
Doses de 20-30 mg/Kg: promovem uma sequência normal de sono REM (“rapid eye movement”) e não-REM (“slow wave”), com uma duração de 2 a 3 horas. Estas doses são usadas no tratamento da narcolepsia para induzir o sono fisiológico.
Síndrome aguda:
Como resultado do aumento de consumo de GHB nos últimos anos, o número de intoxicações agudas têm se elevado. Os efeitos mais freqüentes incluem coma, depressão respiratória, convulsões, bradicardia (diminuição na freqüência cardíaca), sonolência, confusão, amnésia, enxaqueca, náuseas, vômitos, ligeira hipotermia (temperatura corporal do organismo abaixo do normal [-35ºC]), acidose e complicações psiquiátricas (por exemplo: agitação e delírio).
Nos primeiros instantes de consumo, o GHB eleva o nível de dopamina no cérebro, fazendo com que a pessoa se sinta mais alerta e feliz. Em doses elevadas, geralmente conduz ao coma profundo. Quando consumido junto com álcool ou anfetaminas, conduz à morte por asfixia, desidratação ou hipotermia.
A potência do líquido faz variar os seus efeitos, que geralmente começam a fazer sentir-se 10 minutos após o consumo e podem durar duas a três horas mas efeitos residuais podem permanecer por um dia inteiro.
O Que é maconha? Existem tipos diferentes de maconha?
A maconha é uma combinação de flores e folhas da planta conhecida como Canabis Sativa, e pode ser verde, marrom ou cinza.
Outros termos que as pessoas usam para maconha são: erva, mato, maria, beck, baseado, etc. Só nos EUA existem mais de duzentos nomes diferentes que significam maconha.
A "sem semente" (sinsemilla), o haxixe, o óleo de haxixe e o skank são variações mais potentes da maconha.
O abuso de inalantes é a concentração e inalação de produtos comuns encontrados em residências, escritórios e em escolas, inadvertidamente usados como droga.
Drogas com nomes (de rua) como ácido, pó de anjo e vitamina K distorcem a percepção de como o usuário percebe o tempo, movimentos, cores e sons. Estes fármacos podem prejudicar a capacidade de uma pessoa pensar e de se comunicar racionalmente, ou mesmo de reconhecer a realidade, muitas vezes resultando em comportamento bizarro ou perigoso.
Alucinógenos são drogas que causam alucinações - distorções profundas nas percepções de realidade. Sob a influência de alucinógenos, as pessoas vêem imagens, ouvem sons, e tem sensações que parecem reais, mas não existem. Alguns alucinógenos também produzem intensas alterações emocionais.
As drogas alucinógenas estão presentes na vida humana a milhares de anos. Todas as culturas, dos trópicos ao ártico, têm utilizado plantas para induzir estados de consciência alterada, visões e conhecimentos místicos.
Estas plantas contêm compostos químicos, como a mescalina, psilocibina, e ibogaina, que são estruturalmente semelhantes à serotonina, e produzem os seus efeitos quando alteram o funcionamento normal do cérebro (sistema serotonina).
O abuso de drogas psicotrópicas sintéticas é um fato na Europa e nos EUA. O Brasil, um país pouco "inovador" nessa área, tem seguido, com um certo atraso, as tendências de abuso de drogas que ocorrem nessas regiões, tanto que o ecstasy, embora já utilizado desde 1980 nos EUA, somente agora começa a ter adeptos brasileiros.
Esteróides Anabolizantes são drogas fabricadas para substituirem o hormônio masculino Testosterona, fabricado pelos testículos. Eles ajudam no crescimento dos músculos (efeito anabólico) e no desenvolvimento das características sexuais masculinas como: pelos, barba, voz grossa etc. (efeito androgênico).
São usados como medicamentos para tratamento de pacientes que não produzem quantidade suficientes de Testosterona. Os principais medicamentos esteróides anabolizantes utilizados no Brasil são: Durasteton® , Deca-Durabolin® , Androxon®.
É um líquido leitoso que escorre de uma planta quando nela fazemos um corte. Esta planta chama-se Papaver somniferum, popularmente conhecida como papoula do oriente. No ópio existem muitas substâncias que dele podem ser extraídas, como a morfina e a codeína.
Êxtase é uma substância que foi fabricada pela primeira vez em 1914 para ser usada como moderador de apetite (remédio para emagrecer). Hoje em dia, as pessoas costumam fazer uso dessa droga para sair a noite (sair na balada), seja em festas rave (festas geralmente em locais abertos e afastados onde se toca música eletrônica) ou em boates e clubes. Ela é uma substância chamada MDMA (sigla para um nome bem grande: 3,4 metilenodioximetanfetamina). Porém cada comprimido de êxtase possui quantidades variáveis de impurezas como MDA, MDEA, cafeína, efedrina, etc.
Como sugere o termo, são de substâncias que aceleram (estimulam) a atividade do Sistema Nervoso Central (cérebro), que passa então a funcionar mais rapidamente. A pessoa então anda mais, corre mais, dorme menos, fala mais, come menos, etc.
LSD25 (abreviação de dietilamida do ácido lisérgico) é uma substância que lembra outras substâncias presentes em um cogumelo a Claviceps purpurea. Embora tenha estrutura química semelhante ele não é produzido (sintetizado) pelo cogumelo e, sim, é fabricado em laboratórios. Portanto, o LSD25 é uma substância sintética (fabricada em laboratório) e não uma substância natural (fabricada ou sintetizada por uma planta).
Sedativo é o nome que se dá aos medicamentos capazes de diminuir a atividade de nosso cérebro, principalmente quando ele está num estado de excitação acima do normal. O termo sedativo é sinônimo de calmante ou sedante.
São plantas e substâncias sintéticas que possuem em comum uma série de efeitos no corpo humano. Entre as plantas temos as popularmente conhecidas como Saia Branca, Lírio, Trombeta, Trombeteira, Zabumba, Cartucho, Estramônio, entre outras. São plantas do gênero Datura e que produzem duas substâncias a atropina e a escopolamina, que são as responsáveis pelos efeitos.
Solventes são substâncias capazes de dissolver coisas. Via de regra todo solvente é uma substância altamente volátil, isto é, que se evapora facilmente, daí é que pode ser inalada (introduzida no organismo através da aspiração, pelo nariz ou boca). Outra característica da maioria dos solventes é a de serem inflamáveis, isto é, pegam fogo facilmente.
São medicamentos que têm a propriedade de atuar sobre a ansiedade e tensão. Estas drogas foram chamadas de tranqüilizantes, por acalmarem a pessoa estressada, tensa e ansiosa. Atualmente, prefere-se designar esses tipos de medicamentos pelo nome de ansiolíticos, ou seja, que "destroem" (lise) a ansiedade. Também são utilizadas no tratamento de insônia e nesse caso também recebem o nome de drogas hipnóticas, isto é, que induzem sono.
O Tabaco é uma planta cujo nome cientifico é Nicotiana tabacum, da qual é extraída uma substância chamada nicotina, seu princípio ativo. Mas no tabaco encontramos ainda um número muito grande de outras substâncias algumas muito tóxicas, como por exemplo terebentina, formol, amônia, naftalina, entre outras.
Quais as formas de uso do tabaco?
As modalidades mais comuns de uso do tabaco são fumar ou inalar através de cigarro, charuto, cachimbo, rapé e mascar o assim chamado tabaco de mascar.
O que é GHB e seus análogos?
O GHB é um poderoso depressor do sistema nervoso central, que o corpo humano produz em pequenas quantidades. Uma versão sintética de GHB foi desenvolvida em 1920.
A maconha é o nome dado aqui no Brasil a uma planta chamada cientificamente de Cannabis Sativa. Em outros países ela recebe diferentes nomes. Ela já era conhecida há pelo menos 5.000 anos, sendo utilizada quer para fins medicinais quer para "produzir risos". Talvez a primeira menção da maconha na nossa língua tenha sido um escrito de 1.548 onde está dito no português daquela época: "e já ouvi a muitas mulheres que, quando iam ver algum homem, para estar choquareiras e graciosas a tomavam".
A cocaína é uma substância natural, extraída das folhas de uma planta que ocorre exclusivamente na América do Sul: a Erythroxylon coca, conhecida como coca ou epadú, este último nome dado pelos índios brasileiros.
Resumo
Objetivo: Identificar e rever os instrumentos que explorem a motivação como fator capaz de preedizer o resultado de tratamento da dependência de substâncias psicoativas e que vêm sendo utilizados na última década.
Método: Revisão bibliográfica abrangente de literatura científica indexada sobre escalas que aferem o grau motivação.
RESUMO: Neste artigo, trazemos à discussão uma proposta de abordagem ao uso de drogas (legais e ilegais) no local de trabalho. O relato da intervenção e das respectivas considerações partiu de uma assessoria prestada a uma empresa pública, de grande porte, que demandava um projeto terapêutico e preventivo para tratar do problema.
Resumo: O autor analisa, em uma perspectiva fenomenológico-existencial, as implicações da dependência de drogas no desenvolvimento de um self genuíno. Utiliza-se de dados da literatura universal, como alguns contos de fadas, para ilustrar tais implicações; e sugere conceitos da abordagem centrada na pessoa como meio ou instrumento terapêutico. O objetivo é apresentar subsídios para o clínico no contato com pacientes dependentes de drogas.
Unitermos - drogadição; self; contos de fadas; recursos terapêuticos
Nos casos em que outras medidas não se impõem pela gravidade dos sintomas, e respeitadas as condições de redução de riscos, a abordagem verbal deve ser sempre a primeira escolha com objetivo de colher informações, avaliar o estado mental e, nos casos indicados, será a única intervenção adotada.
Acredita-se que o estado motivacional de um organismo seja controlado, de modo importante, por processos reguladores homeostáticos básicos essenciais para a sobrevivência. O hipotálamo, por suas funções integrativas, parece ser uma estrutura ideal do centro de controle da motivação, assim como estruturas como o neocórtex e o sistema límbico. Um dos principais sistemas neuronais envolvidos no processamento de informação de recompensa é o sistema dopaminérgico.
Há muitas polêmicas como conseguir que um dependente de álcool e de outras drogas inicie um tratamento e como se deve conduzir este - com ou sem remédios, internados ou em ambulatório, tempo longo ou curto etc....
Sem buscar os detalhamentos consideramos que existem três fundamentos que devem ser seguidos para garantir uma eficácia na abordagem terapêutica: a vontade, o apoio e a mudança.
RESUMO: Várias são as características a serem consideradas na escolha de uma escala de avaliação: o objetivo e a utilidade clínica, o período de tempo que se pretende avaliar, a população-alvo, a existência de normas, o tipo de administração, o nível de treinamento necessário e o custo.
Este trabalho é uma continuidade da temática de dois outros aqui publicados anteriormente:
Drogadição: um jeito triste de viver (1994) e Drogadição: o tratamento na comunidade terapêutica (1995).
No presente texto o autor analisa aspectos psicossociais, clínicos e do tratamento da drogadição, com base em sua experiência profissional em uma comunidade terapêutica para dependentes de drogas
O objetivo deste estudo clínico foi observar sobre o consumo de doce para superar o craving em pacientes dependentes de cocaína-crack, voluntariamente internados em comunidade terapêutica do Instituto Bairral de Psiquiatria - Itapira, Estado de São Paulo.
Foram estabelecidos critérios de inclusão e exclusão para constituir a amostra e critérios na entrevista para a coleta de dados. Os dados foram analisados em freqüências absolutas e freqüências relativas.
A avaliação dos resultados dos tratamentos para dependência de drogas é fundamental, uma vez que há várias modalidades propostas e que a população de dependentes que busca tratamento é bastante heterogênea. Essa avaliação pode também ter objetivos diferentes conforme as características do local onde é realizada ou o projeto no qual se insere. Abordamos, aqui, apenas as escalas utilizadas na avaliação do benefício dos pacientes ao longo do tratamento. Existem escalas que foram criadas com esse objetivo e aquelas que foram adaptadas.
O consumo de substâncias psicoativas no Brasil avoluma-se a cada ano, constituindo um grave problema de saúde pública e exigindo a aplicação de recursos para minimizá-lo, sendo a prevenção a melhor estratégia para evitar determinado problema. Os esforços preventivos, porém, não devem restringir-se apenas à realização de análises toxicológicas para verificar o uso de drogas.
Esta página foi movida para o seguinte endereço:
http://adroga.casadia.org/tratamento/drogadicao_aspectos_psicossocia...
O "Journal of Substance Abuse" (volume 26 ) ano 2004, publicou, em sua última edição, artigo relacionado à associação positiva entre tratamento profissional e freqüência aos Alcoólicos Anônimos. Selecionou-se para o âmbito do estudo uma amostra de usuários de álcool (n: 473) que nunca havia ingressado em tratamento anteriormente. Para fins de avaliação, esta amostra foi acompanhada durante o início do projeto e, em seguida após primeiro, terceiro e oitavo anos de tratamento.
A institucionalização do dependente químico é o último recurso a ser considerado quando de sua abordagem.
Cresce o número de médicos que adotam práticas espiritualistas à sua conduta clínica; afinal isso demonstra uma sensibilidade maior por parte desses profissionais ou trata-se antes de uma escora emocional para os próprios médicos? No caso do dependente de drogas, qual a importância da espiritualidade no tratamento?
RESUMO: Apresentamos, neste artigo, a conhecida triangulação droga-indivíduo-meio, que, na verdade, é uma maneira genérica de assinalar que a ação psicofarmacológica da substância, aspectos da personalidade do usuário e do ambiente devem ser objeto de análise no fenômeno do consumo de produtos psicotrópicos. Citamos, também, algumas pesquisas que focalizam a presença de fatores de risco para o uso de drogas no meio familiar e social. Abordamos, ao final, alguns aspectos dos modelos de intervenção terapêutica mais difundidos.
Este artigo procura examinar a questão da herdabilidade nas dependências químicas. Através da revisão de estudos em famílias, em gêmeos e de adoção, encontramos evidências para afirmar a importância dos fatores genéticos na transmissão da vulnerabilidade às dependências. Essa transmissão pode ser melhor compreendida através de um modelo epigenético de desenvolvimento do transtorno onde condições biológicas hereditárias associem-se a situações ambientais ao longo da vida para a produção da dependência.
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi o de investigar a confiabilidade e a estrutura fatorial da Stages of Change Readiness and Treatment Eagerness Scale (SOCRATES), versão 8,1 instrumento com 19 itens que mensura a prontidão para a mudança em dependentes de álcool.
MÉTODOS: Uma análise fatorial confirmatória da SOCRATES foi realizada em uma amostra de 326 dependentes de álcool, tratados ambulatorialmente, tendo como base a estrutura fatorial demonstrada por Miller & Tonigan2 e Maisto et al.3
Uma concepção errada que prevalece tanto na profissão médica como no público leigo é que o tratamento da dependência química invariavelmente fracassa. Nada mais longe da verdade. Na maioria das drogas, o tratamento da abstinência é eficaz e segura, embora a melhora seja variável (McLellan e cols. 1992). A atenuação das síndromes de abstinência associadas à nicotina com, por exemplo, adesivo de nicotina contribui para atingir a abstinência.
O remédio pode acabar com o 'desejo' pela droga
Um remédio usado para tratar pacientes com fibrose cística e doenças do coração pode também ajudar usuários de cocaína a abandonar o vício.
Pesquisadores da Universidade Médica da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, descobriram que o remédio N-Acetyl Cysteine (NAC) pode ajudar a reduzir a vontade de consumir a cocaína ao eliminar a sensação de bem-estar proporcionada pela droga
RESUMO: O autor com base na sua experiência clínica no tratamento de pessoas dependentes de drogas, voluntariamente hospitalizadas, constata que a drogadição é uma tentativa enganosa de cura para encobrir um projeto suicida. Assim essa manifestação através da dependência de drogas é de uma profunda descrença e desvalorização do viver.
Unitermos : drogadição; projeto suicida
O dependente químico na ativa é a pessoa que está fazendo o abuso de álcool e de outras drogas, o real é ter a obsessão que é a idéia fixa por droga, e a compulsão é quando inicia e não consegue parar. Com isso o dependente apresenta uma doença incurável, de decadência física, mental, emocional e espiritual e poderá ter um amargo fim ;- prisão, instituições [ internações em hospitais ] ou a morte.
.
Comentários
dependencia quimica
meu marido foi usuário de cocaina durante 20 anos decidiu parar há 5 anos atrás com ajuda de um grupo de apoio ficou na sobriedade por 1 ano depois disso recaiu e começou usar o dobro do que de costume o ano passado estava tão dependente que decidiu se internar numa chacará no riacho gde sp para se desintoxicar e largar o vicio ficou seis meses internado veio pra duas resso com de costume quando estava já 9 meses na sobriedade recaiu e foi pior porque tudo que ele não usou em 6 meses esta compensando agora pediu calmante para a psiquiatra para tomar nos momentos de crise só que não adiantou ficou mais 1 mês sobrio só que no dia 3 de junho agora recaiu de novo não sei mais o que fazer para ajuda-lo temos 2 filhos eu como codepente mesmo seguindo grupo de apoio frequentado a igreja para me fortalecer acabo ficando abalada emocionalmente cada vez que ele recai como devo agir agora já não sei mais o quefazer tenho medo que ele acabe tendo uma overdose .
Comentar