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por Cláudia Pinto, em Portugal

Está pensando em engravidar? É fumante? Se responder afirmativamente a ambas as questões, saiba que a decisão de deixar de fumar deve acompanhar o seu planejamento de ser mãe. Conheça os riscos que o tabacoQualquer preparação das folhas da Nicotiana tabacum, uma planta nativa da América, Seu principal ingrediente psicoativo é a nico­tina.Veja também:nicotina; fumar passivo. pode provocar na gravidez e pense duas vezes antes de optar por continuar a fazer do tabaco, o companheiro permanente do seu tempo de gestação. Tem certeza que quer arriscar a sua saúde e a do bebê?


Estudos realizados recentemente não deixam margem para dúvidas. As mulheres estão fumando cada vez mais, ao contrário dos homens. Na grande maioria dos países da Europa, as mulheres já fumam mais que os homens e começam a fumar, cada vez mais cedo.

Esta realidade serviu de ponto de partida para a conversa que tivemos com a Dr.ª Eduarda Pestana, pneumologista do Hospital Pulido Valente (HPV) e responsável pela consulta de tabagismoUm vocábulo de origem francesa que se refere à condição do fumante gravemente dependente da nicotina e que, em conseqüência, manifesta graves sintomas de abstinência. Equivalente a síndrome de dependência do tabaco. deste hospital. "As conseqüências desta realidade serão visíveis daqui a 20 ou 30 anos. A tendência é para que se registre um aumento das doenças Doença (do latim dolentia, padecimento) é uma condição anormal de um organismo que interfere nas funções corporais e está associada a sintomas específicos. Pode ser causada por fatores externos, como outros organismos (infecção), ou por desfunções ou malfunções internas, como as doenças autoimunes. A patologia é a ciência que estuda as doenças e procura entendê-las.Resulta da consciência da perda da homeostasia de um organismo vivo, total ou parcial, estado este que pode cursar devido a infecção, inflamação, isquémias, modificações genéticas, sequelas de trauma, hemorragias, neoplasias ou disfunções orgânicas. Distingue-se da enfermidade, que é a alteração danosa do organismo.O dano patológico pode ser estrutural ou funcional. O médico faz a História clínica e examina o paciente a procura de sinal (médico) e sintomas que definem a síndrome da doença, solicita os exame complementar conforme suas hipótese diagnóstica, visando chegar a um diagnóstico.O passo seguinte é indicar um tratamento. relacionadas com o tabaco, o que irá acarretar graves problemas de saúde nasVeja teor alcoólico no sangue. mulheres".

Talvez por isso, este ano, o Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado em 31 de Maio, tenha como destinatários principais, os jovens. "Juventude livre de tabaco" é a temática principal deste dia e expressa a preocupação da Organização Mundial de Saúde em estabelecer estratégias de ação para enfrentar este problema de saúde pública.

O Jornal do Centro de Saúde pega neste tema e adapta-o à temática deste mês da rubrica saúde da mulher: "grávidas livres de tabaco". Explicamos-lhe por que ao longo deste artigo.

Tabaco e gravidez: risco eminente


Todos nós sabemos que o tabaco e a gravidez não constituem a combinação perfeita. Os riscos são mais do que conhecidos. "Está provado que o tabaco provoca danos muito significativos, nomeadamente, no que diz respeito à incidência de abortos espontâneos, partos prematuros e a inúmeras complicações durante o parto, desde hemorragias, descolamento da placenta, ruptura prematura de membranas, entre outros. Por outro lado, os bebes de mães fumantes nascem com baixo peso", alerta Eduarda Pestana.

A pneumologista refere ainda a maior freqüência de síndrome de morte súbita infantil que ocorre em recém-nascidos. "Há muitas complicações antes e durante o parto que devem justificar a decisão de deixar de fumar", acrescenta. A vontade de deixar o tabaco deve ser prolongada no tempo. "O problema é que as grávidas que deixam de fumar colocam o problema como temporário", explica Eduarda Pestana.

Se está pensando em engravidar, deve abolir o vício de fumar, prolongando essa decisão a longo prazo. "Todas as substâncias do tabaco passam através do leite materno, o que significa que as mães não devem fumar durante o período em que estão amamentando". Se estiver grávida e pensa que fumar dois a três cigarros não fará mal nem prejudica tanto a sua saúde e a do seu futuro filho, saiba que "fumar menos cigarros faz tanto mal como fumar muito", explica a pneumologista do HPV.

Na verdade, a nicotinaUm alcalóide que é a principal substância psicoativa do tabaco. Tem efeitos tanto estimulantes quanto relaxantes. Produz um efeito de alerta no eletroencefalograma e, em alguns indivíduos, um aumento na capacidade de focalização da atenção. Em outros, reduz a ansie­dade e a irritabilidade.A nicotina é utilizada sob forma de inalação da fumaça do tabaco ou como “tabaco sem fumaça” (tabaco de mascar), rapé ou goma de mascar com nicotina. Cada tragada de fumaça de tabaco inalada contém nicotina que é rapidamente absorvida através dos pulmões e chega ao cérebro em segundos. A nicotina provoca uma tolerância e uma dependência consideráveis. Devido ao seu rápido metabolismo, os níveis cerebrais de nicotina caem rapidamente e o fumante sente um desejo intenso (craving) de mais um cigarro, 30-45 minutos depois de fumar o último.No usuário de nicotina que se tornou fisicamente dependente, desenvolve-se uma síndrome de abstinência depois de algumas horas da última dose: necessidade imperiosa (craving) de fumar, irri­tabilidade, ansiedade, raiva, dificuldade de concentração, aumento do apetite, diminuição da freqüência cardíaca e, por vezes, dor de cabeça e perturbações do sono. O desejo intenso tem seu pico em 24 horas e declina ao longo de várias semanas, apesar de poder ser evocado por estímulos associados a hábitos de fumar anteriores.O tabaco contém várias outras substâncias além da nicotina. O uso prolongado do tabaco pode resultar em câncer do pulmão, cabeça ou pescoço, em doenças cardíacas, em bronquite crônica, em enfi­sema e em outros transtornos físicos.A dependência de nicotina (F17.2) está classificada na CID-10 como um transtorno por uso do tabaco em transtorno por uso de substância psicoativa. é uma substância que apresenta inúmeros problemas vasculares e ao nível da placenta. "Se a mãe continua a fumar, o bebê também fuma, e o mesmo se passa quando nos referimos à exposição ao fumoUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidro­canabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão peri­férica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classifi­cados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva. passivo". Mesmo na situação em que a mãe não é fumante ativa, há estudos que mostram que os constituintes do tabaco dos fumantes ao seu redor passam pelo cordão umbilical e são prejudiciais ao bebê.

Eduarda Pestana vai ainda mais longe nas recomendações que faz às futuras mães. "O ideal é que a grávida esteja num ambiente completamente seguro e sem fumoUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidro­canabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão peri­férica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classifi­cados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva.. Seria exemplar se o companheiro deixasse também de fumar, porque ambos vão ter um bebê em casa e o seu ambiente deve ser o mais seguro possível. O bebê é completamente indefeso e deve ser protegido".

Tratamentos possíveis


Só 30% das mulheres é que deixa, efetivamente, de fumar no início da gravidez. "A maior parte reduz o número de cigarros e há um grupo que deixa de fumar mais tardiamente", adianta a pneumologista. As percentagens não ficam por aqui, pois se sabe que "cerca de 80% das mulheres recaem depois do parto e 70% nas primeiras seis semanas.

Se estiverem a amamentar, ainda se agüentam mais algum tempo porque sabem do efeito nocivo que o tabaco tem ao passar através do leite materno para o bebê. “No entanto, passado o período de amamentação, acabam por recair”. Eduarda Pestana define esta situação como "muito preocupante". Apesar desta evidência, a responsável da consulta de tabagismo do HPV afirma que assiste a poucas grávidas, "o que não deixa de ser curioso porque as futuras mães não têm de ficar na lista de espera e têm acesso a uma consulta imediatamente se o requisitarem".

Os candidatos às consultas de abandono do tabagismo do HPV devem ser referenciados pelo médico que os acompanhe. "O ideal é que a pessoa esteja motivada para deixar de fumar, pois esta consulta é especializada e direcionada para o abandono do tabagismo", conclui Eduarda Pestana.

Riscos associados ao tabaco na gravidez

 

  1. Infertilidade. O tabaco reduz os níveis de estrogênio;
  2. Menopausa precoce, anomalias menstruais;
  3. A pílula associa-se a uma maior ocorrência de tromboses. As mulheres que tomam a pílula, não devem fumar. A pílula e o tabaco "conjugam" muito mal;
  4. Os bebês sofrem as conseqüências do fumo passivo. Sabe-se também que os jovens que fumam regra geral, são filhos de pais fumantes. O modelo de base familiar é muito importante;
  5. Vertente estética: na verdade, as mulheres que fumam têm mais rugas, a pele mais áspera, além dos dentes e dedos amarelos.

 

 

Fonte: Jornal do Centro de Saúde

Acessado em: 2008-06-20, 16:16:42


Abstinência e dependência quimica

"Uma concepção errada que prevalece tanto na profissão médica como no público leigo é que o tratamento da dependência química invariavelmente fracassa.

Nada mais longe da verdade, o tratamento da abstinência é eficaz e seguro, embora a melhora seja variável...

...já é ponto pacífico que o melhor tratamento é uma combinação de terapias medicamentosas e psicossociais, aplicadas as duas em doses otimizadas" >> Continuar...


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