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RESUMO

O diagnóstico do alcoolismo ainda é fundamentado na informação verbal do paciente ao seu médico. Inúmeros marcadores biológicosUm composto ou atributo biológico que evidencia a presença de um transtorno específico ou uma vulnerabilidade ao mesmo. Em geral, distinguem-se dois tipos de marcadores. Um marcador de estado identifica uma anormalidade corrente que, mais comumente, assinala uma condição transitória ou reativa do indivíduo, tal como o nível de atividade de um transtorno subjacente ou o uso recente de uma droga. Um indicador de traço identifica uma característica relati­vamente estável e duradoura, que assinala uma condição contínua ou, particularmente no caso de um indicador genético, uma predisposição a um transtorno específico.A maioria dos marcadores biológicos usados para o álcool e outras drogas é constituída por indicadores de estado e muitos deles apenas refletem a história recente do seu consumo. Um alto teor alcoólico no sangue, por exemplo, pode identificar um estado de intoxicação alcoólica, mas não confirma uma dependência do álcool. Muitos (porém não todos) indicadores de estado usados para o álcool são na realidade exames de dano hepático (tais como glutamiltrans­ferase elevada no plasma). São testes diagnósticos de alterações do estado do fígado decorrentes da ingestão contínua de álcool e não indicadores válidos de dependência de álcool. Outros indicadores de estado do consumo excessivo de álcool, de natureza biológica, incluem a dessialotransferina e alguns adutores acetaldeídicos de proteína ou seus anticorpos.Veja também:teste de triagem. do alcoolismo vêm sendo pesquisados nasVeja teor alcoólico no sangue. últimas décadas. São parâmetros laboratoriais que podem fornecer informações a respeito de consumo e abstinênciaA abstenção do uso de droga ou (particularmente) de bebidas alcoólicas, por questão de princípio ou por outras razões.Quem pratica a abstinência de álcool é chamado de “abstêmio” ou “abstêmio total”. A expressão “atualmente abstinente”, freqüentementeempregada em inquéritos populacionais, geralmente define uma pessoa que não ingeriu bebidas alcoólicas nos últimos 12 meses; esta definição não coincide necessariamente com a descrição que o próprio indivíduo faz de si como um abstêmio.O termo “abstinência” não deve ser confundido com “síndrome de abstinência” ( Deve-se, no entanto, diferenciar “abstêmio” (pessoa que não bebe ou não usa drogas) de “abstinente” (pessoa que presentemente não está bebendo, que não está usando drogas).Veja também: sobriedade; temperança. _ denominados marcadores de situação, ou podem, teoricamente, apontar para uma tendência ao alcoolismo e a problemas relacionados ao álcoolNa terminologia química, os álcoois constituem um nume­roso grupo de compostos orgânicos derivados de hidrocarbonetos que contém um ou mais grupos hidroxila (-OH). O etanol (ou álcool etílico, C2H5OH) é um dos membros dessa classe de compostos, e é o principal ingrediente psicoativo das bebidas alcoólicas. Por extensão, o termo “álcool” também é usado para referir-se a bebidas alcoólicas.O etanol resulta da fermentação de açúcar produzida por lêvedos. Em condições normais, as bebidas produzidas por fermentação têm uma concentração de álcool que não ultrapassa 14%. Na produção de álcoois por destilação, ferve-se uma mistura fermentada e o etanol que se evapora é recolhido como um condensado quase puro. Além do seu uso para consumo humano, o etanol é também usado como combustível, como solvente e na manufatura química (veja álcool impróprio para o consumo humano).O álcool absoluto (etanol anidro) é o etanol contendo não mais do que 1% de água por massa. Nas estatísticas sobre produção ou consumo de álcool, o álcool absoluto refere-se ao conteúdo de álcool (como 100% de etanol) das bebidas alcoólicas.Do ponto de vista químico, o metanol (CH3OH), também conhecido como álcool metílico e álcool de madeira (ou de amido), é o mais simples dos álcoois. É usado como um solvente industrial e também como um adulterador para desnaturar o etanol e torná-lo impróprio para o consumo (bebidas metiladas). O metanol é altamente tóxico; dependendo da quantidade consu­mida, pode produzir turvação da visão, cegueira, coma e morte.Outros álcoois impróprios para o consumo, com efeitos poten­cialmente nocivos, são consumidos ocasionalmente, como, p.ex., o isopropanol (álcool isopropílico, freqüente em desinfetantes) e etilenoglicol (usado como anticongelante em automóveis).O álcool é um sedativo/hipnótico com efeitos semelhantes aos dos barbitúricos. Além dos efeitos sociais do uso, a intoxi­cação pelo álcool pode resultar em envenenamento e até morte; o uso excessivo e prolongado pode resultar em dependência ou numa ampla variedade de transtornos mentais orgânicos e físicos.Os transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de álcool (F10) são classificados como transtornos decor­rentes do uso de substância psicoativa na CID-10 (F10-F19).Veja também:cardiopatia alcoólica; cirrose alcoólica; dano cerebral associado ao álcool; delirium; encefalopatia de Wernicke; escorbuto; fígado gorduroso alcólico; gastrite alcoólica; hepatite alcoólica; miopatia relacionada com álcool ou drogas; neuro­patia periférica; pancreatite alcoólica; pelagra; pseudo-síndrome de Cushing; síndrome amnésica induzida por álcool ou droga; síndrome de deficiência de tiamina; síndrome fetal alcoólica. _ denominados marcadores de tendência. Nesta revisão, apresentamos os marcadores biológicos mais estudados e aplicáveis à prática clínicaClínica médica, no Brasil, também conhecida como Medicina Interna e Clínica geral, é a especialidade médica que trata de pacientes adultos, atuando principalmente em ambiente hospitalar. Inclui o estudo das doenças de adultos, não cirúrgicas, não obstétricas e não ginecológicas, sendo a especialidade médica a partir da qual se diferenciaram todas as outras como Cardiologia e Pneumologia.No Brasil, o especialista em Clínica médica deve cumprir, além do curso de Medicina, dois anos de Residência médica.Em Portugal, trata-se de um termo actualmente a cair em desuso. Em sua substituição, surgiu a Especialidade de Medicina Geral e Familiar, mais abrangente e de natureza diferente.

  1. Clínica
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  11. Neurologia
  12. Pediatria
  13. Pneumologia
  14. Psiquiatria
  15. Reumatologia
, como instrumento auxiliar no diagnóstico e tratamento do alcoolismo.

Unitermos: Alcoolismo; Marcadores biológicos; Consumo de álcool; Abstinência de álcool; Parâmetros laboratoriais, Revisão.

INTRODUÇÃO

O alcoolismo ainda é uma condição identificada basicamente pela informação verbal fornecida pelo paciente e/ou familiares ao seu médico. Uma boa entrevista25 abrange a história de consumo pregressa, a quantidade de ingestão, os sintomas

, a caracterização de síndrome de abstinência(F1x.3)Um grupo de sintomas de configuração e gravidade variáveis que ocorrem após a cessação ou redução do uso de uma substância psicoativa que vinha sendo usada repetidamente e geralmente após um longo período e/ou em altas doses. A síndrome pode ser acompa­nhada por sinais de alterações físiológicas.A síndrome de abstinência é um dos indicadores da síndrome de dependência. Também é uma característica distintiva do signifi­cado mais estrito do termo dependência.O início e o curso da síndrome de abstinência são limitados no tempo e são relacionados ao tipo de substância e à dose que vinham sendo usadas imediatamente antes da interrupção ou da redução do uso. Tipicamente, as características da síndrome são opostas às da intoxicação aguda.A síndrome de abstinência do álcool é caracterizada por tremores, sudorese, ansiedade, agitação, depressão, náusea e mal estar. Ocorre entre 6-48 horas após a interrupção do consumo de álcool e, quando não complicada, termina em 2-5 dias. Pode complicar-se por convulsões tipo grande mal e progredir para um delirium (conhe­cido como delirium tremens).As síndromes de abstinência de sedativos têm várias caracterís­ticas comuns com a abstinência do álcool, mas podem também incluir dores musculares e espasmos, distorções perceptivas e distorções da imagem corporal.A abstinência de opióides é acompanhada de rinorréia (secreção nasal), lacrimejamento (excesso de formação de lágrimas), dores musculares, calafrios, arrepios e, após 24-48 horas, cãibras abdominais e musculares. O comportamento de busca da droga é proeminente e continua após a diminuição dos sintomas físicos.A abstinência de estimulantes (crash) não é tão bem definida quanto às síndromes de abstinência de substâncias depressoras do sistema nervoso central; a depressão é proeminente e acompanhada por mal-estar, inércia e instabilidade.Veja também:ressaca.Sinonímia: estado de privação; reação de abstinência; síndrome de privação, as doenças Doença (do latim dolentia, padecimento) é uma condição anormal de um organismo que interfere nas funções corporais e está associada a sintomas específicos. Pode ser causada por fatores externos, como outros organismos (infecção), ou por desfunções ou malfunções internas, como as doenças autoimunes. A patologia é a ciência que estuda as doenças e procura entendê-las.Resulta da consciência da perda da homeostasia de um organismo vivo, total ou parcial, estado este que pode cursar devido a infecção, inflamação, isquémias, modificações genéticas, sequelas de trauma, hemorragias, neoplasias ou disfunções orgânicas. Distingue-se da enfermidade, que é a alteração danosa do organismo.O dano patológico pode ser estrutural ou funcional. O médico faz a História clínica e examina o paciente a procura de sinal (médico) e sintomas que definem a síndrome da doença, solicita os exame complementar conforme suas hipótese diagnóstica, visando chegar a um diagnóstico.O passo seguinte é indicar um tratamento. mentais e orgânicas associadas, a concomitância de tabagismoUm vocábulo de origem francesa que se refere à condição do fumante gravemente dependente da nicotina e que, em conseqüência, manifesta graves sintomas de abstinência. Equivalente a síndrome de dependência do tabaco. e outras drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habi­tual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos., história familiar correlacionada e o grau de dependência(F1x.2)Em termos gerais, o estado de necessidade ou dependência de alguma coisa ou alguém para apoio, funcionamento ou sobrevivência. Quando aplicado ao álcool e outras drogas, o termo implica a neces­sidade de repetidas doses da droga para sentir-se bem ou para evitar sensações ruins. No DSM-IIIR, a dependência é definida como “um conjunto de sintomas cognitivos, comportamentais e psicológicos que indicam que uma pessoa tem o controle do uso da substância psico­ativa prejudicado e persiste nesse uso a despeito de conseqüências adversas”. Equivale aproximadamente à síndrome de dependência da CID-10. No contexto da CID-10, o termo dependência refere-se de maneira geral a qualquer dos elementos da síndrome. O termo é freqüentemente usado como equivalente de adicção e de alcoo­lismo.Em 1964 uma Comissão de Peritos da OMS introduziu “depen­dência” em substituição a adicção e hábito10. O termo pode ser usado de maneira genérica em relação a todas as drogas psicoativas (depen­dência de drogas, dependência química, dependência do uso de subs­tância), ou referir-se especificamente a uma droga em particular ou a uma classe de drogas (p.ex., dependência de álcool, dependência de opióide). Embora a CID-10 descreva dependência em termos aplicá­veis a todas as classes de drogas, há diferenças entre os sintomas de dependência característicos das diferentes drogas.De forma não qualificada, dependência refere-se a ambos os elementos físicos e psicológicos. A dependência psicológica ou psíquica refere-se à vivência de controle prejudicado sobre o beber ou o uso da droga (veja craving, compulsão), ao passo que a depen­dência fisiológica ou física refere-se à tolerância e aos sintomas de abstinência (veja também neuro-adaptação). Em discussões de orien­tação biológica, dependência é freqüentemente usada com referência à dependência física apenas.Ainda no contexto psicofarmacológico, emprega-se também dependência ou dependência física num sentido mais limitado para referir-se exclusivamente ao desenvolvimento de sintomas de absti­nência que seguem uma interrupção do uso de droga. Neste sentido restrito, a dependência cruzada é vista como complementar a tole­rância cruzada, e ambas definições referem-se somente à sintomato­logia física (neuroadaptação)..

Entretanto, a base dessa metodologia diagnóstica é a cooperação do entrevistado. Com freqüência, os pacientes não irão relatar o consumo real de álcool e existe uma tendência a minimizar os sintomas correlacionados. A entrevista perde sua eficácia especialmente para indivíduos em graus iniciais de problemas relacionados ao álcool.

Os marcadores biológicos do alcoolismo9 são parâmetros laboratoriais que visam complementar o diagnóstico mais objetivamente. O marcador ideal seria aquele não-invasivo, barato, de fácil realização em qualquer laboratório, altamente sensível e específico, não influenciado por estado nutricional ou por hepatopatia coexistente. Deveria persistir alterado por alguns dias após a abstinência, ter vida média previsível, alterando-se a cada retomada de ingestão alcoólica, correlacionar-se com intensidade, duração de consumo alcoólicoVeja alcoolista. e não sofrer alteração por outras drogasDrogas.

Os marcadores de situação identificam o bebedor-problema, quantificam consumo e confirmam abstinência alcoólica em resposta ao tratamento. Os marcadores de tendência, por sua vez, caracterizam a predisposição biológica ao alcoolismo geneticamente determinada.

Na presente revisão, daremos enfoque aos marcadores biológicos do alcoolismo mais aplicáveis à prática clínica rotineira2,7,14,28,44,46,61,67.

MARCADORES DE SITUAÇÃO DO ALCOOLISMO

O ideal seria aquele que fosse não-invasivo, barato, de fácil realização em qualquer laboratório, que tivesse elevada sensibilidade e especificidade, não sendo influenciado pelo estado nutricional nem por outra hepatopatia coexistente, que persistisse alterado durante, pelo menos, alguns dias após a abstinência e tivesse uma vida média previsível, alterando-se a cada retomada de ingestão alcoólica, correlacionando-se com intensidade e duração de consumo alcoólico, e que não sofresse interferência dos medicamentos utilizados no tratamento. Inúmeros marcadores têm sido estudados; abordaremos a seguir os de utilidade na prática clínica.

a) GAMA-glutamil-transpeptidase (GGT)

A GGT é provavelmente a mais utilizada dentre os marcadores, pela sua sensibilidade elevada e pela facilidade de sua determinação. Entretanto, eleva-se em muitas outras condições, sendo, portanto, pouco específica, e as principais causas associadas a resultados falso-positivos para alcoolismo são as drogas indutoras do sistema enzimático do citocromo P450 _ como anticonvulsivantes, aminofilina, digitálicos e as hepatopatias das mais diversas etiologias, além de condições como obesidadeObesidade, nediez ou pimelose (tecnicamente, da língua grega pimelē = gordura e ose processo mórbido) é uma doença na qual a reserva natural de gordura aumenta até o ponto em que passa a estar associada a certos problemas de saúde ou ao aumento da taxa de mortalidade.Apesar de se tratar de uma condição clínica individual, é vista, cada vez mais, como um sério e crescente problema de saúde pública: o excesso de peso predispõe o organismo a uma série de doenças, em particular doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2, apnéia do sono e osteoartrite., diabetesDiabetes mellitus é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal da glicose ou açúcar no sangue. A glicose é a principal fonte de energia do organismo, mas quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde.Quando não tratada adequadamente, causa doenças tais como infarto do coração, derrame cerebral, insuficiência renal, problemas visuais e lesões de difícil cicatrização, dentre outras complicações.Embora ainda não haja uma cura definitiva para o Diabetes, há vários tratamentos disponíveis que, quando seguidos de forma regular, proporcionam saúde e qualidade de vida para o paciente portador.Atualmente, a Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 240 milhões de pessoas sejam diabéticas em todo o mundo, o que significa que 6% da população tem diabetes.Segundo uma projeção internacional, a população de doentes diabéticos a nível mundial vai aumentar até 2025 em mais de 50%, para 380 milhões de pessoas a sofrerem desta doença crônica., pancreatites e insuficiência cardíaca, dentre outras9,45.

A ingestão de álcool provoca elevação de GGT mesmo em voluntários sãos, contudo é maior nos alcoolistas crônicos e em indivíduos com hepatopatia. Essa elevação de GGT ocorre em 30% a 90% dos alcoolistas crônicos e está relacionada à indução enzimática e à lesão dos hepatócitos9,11,16,20,21,45,49,62 .

A abstinência acompanha-se de uma redução progressiva da GGT sérica, normalizando-se ao fim de 6 a 8 semanas. Os níveis de GGT podem permanecer discretamente elevados se houver alguma hepatopatia 29,34,57.

b) Volume corpuscular médio eritrocitário (VCM)

O VCM encontra-se elevado em alcoolistas e em hepatopatas, sem anemia17.

Isso ocorre por diversos fatores6,31,32,37: devido à hemólise acentuada das hemácias, à deficiência de folato e a uma toxicidade direta do álcool sobre a medula. Mesmo no indivíduo bem nutrido, pode haver síndrome carencial de ácido fólico, porque o álcool prejudica a sua biodisponibilidade18.

É uma prova sensível, barata, de fácil execução. O VCM normaliza-se após 3 a 4 meses de abstinência e volta a se elevar se houver recaídaO retorno ao uso de bebida ou de outra droga após um período de abstinência, freqüentemente acompanhado pela reinstalação de sintomas de dependência. Alguns autores fazem distinção entre recaída e deslize, este último denotando uma ocasião isolada do uso de álcool ou droga.. A elevação está claramente associada à ingestão de quantidades moderadas a grandes de álcool. A sensibilidade é de cerca de 30% e a especificidade em torno de 95%. O valor preditivo positivo é de 70%, e esse valor aumenta para 85% se houver diminuição após 10 dias de abstinência alcoólica11,16,53,68.

c) Alanina aminotransferase (ALT), aspartato aminotransferase (AST), aspartato aminotransferase mitocondrial (ASTm)

Essas enzimas são um bom índice do dano ao hepatócito, mas não existe correlação do nível de enzimas com o grau de lesão21. Os níveis de AST costumam elevar-se mais que os de ALT, provavelmente porque no alcoolismo há deficiência de piridoxina, co-fator necessário à síntese de ALT15. Utilizamos a fórmula nAST / nALT, em que n significa o número de vezes de aumento das enzimas AST e ALT em relação ao valor máximo normal. Quando essa relação é maior ou igual a 1,5, é sugestiva de alcoolismo; se maior que 2, altamente indicativa13.

A ASTm está aumentada em indivíduos alcoolistas, apresenta pico de elevação precoce após a ingestão de álcool e reduz-se à metade após 7 dias de abstinência. A sensibilidade varia entre 65% a 85%. Não há consenso a respeito da relação n ASTm/; nAST total alguns autores afirmam que haveria maior sensibilidade36,39,48,61.

d) Transferrina deficiente em carboidratos(TDC)

Isoformas da transferrina deficientes em carboidratos estão presentes em maior quantidade na vigência de alcoolismo. Esse tem sido o marcador bioquímico para monitorização de consumo alcoólico mais promissor e mais estudado na literatura recente28,30,36,43,61,69.

A TCD apresenta sensibilidade entre 50% e 80% e especificidade entre 80% e 100%, sendo este o marcador que melhor se correlaciona com consumo alcoólico19,28,56,60,63. São fatores relacionados a valor maior valor preditivo positivo: sexo masculino, idade mais jovem, tabagismo e consumo alcoólico crônico4,30,46,69,71. Quando há consumo alcoólico, mesmo em níveis baixos, permanece alterado ainda por três semanas, e a elevação da TDC é proporcional ao grau de consumo, seja aguda ou cronicamente5,28.Esses resultados podem ser falseados em condições de deficiência de transferrina total, como na gestação e em algumas hepatopatias65.

e) Associação entre os marcadores

A associação entre os diferentes marcadores, de maneira geral, eleva a sensibilidade dos métodos9,41,59.Isso ocorre especialmente quando se associa TDC com GGT, que são fatores independentes entre si: a sensibilidade atinge 95% para detecção do alcoolismo no sexo masculino e até 70% no sexo feminino4,27,28,30,45,58. Na avaliação de van Pelt69, essa associação pode atingir um valor preditivo positivo de 100%. Já o AST e a GGT têm boa correlação entre si, e por isso essa associação não eleva tanto a sensibilidade43.

MARCADORES DE TENDÊNCIA AO ALCOOLISMO

Diversos estudos sugeriram que a diminuição da atividade da monoamino-oxidase plaquetária marcasse uma população mais vulnerável ao alcoolismo, mas essa hipótese não está totalmente confirmada3,28,51,52,66. O aspecto genético também vem sendo muito enfatizado1,8,12,22,23,33,55, especialmente com os avanços da biologia molecular da última década.

CONCLUSÃO

Para o diagnóstico de alcoolismo e monitorização da abstinência, dispomos de diferentes exames laboratoriais simples que podem adicionar informações à entrevista que o profissional da saúde faz ao paciente e a seu acompanhante. Dentre os marcadores já conhecidos desde a primeira metade deste século, ainda hoje são de grande utilidade o VCM, o AST, a ALT e, em especial, a GGT. Dentre os desenvolvidos nos últimos 15 anos, destacam-se a AST mitocondrial e a TDC. Buscando fidedignidade, o melhor de que podemos dispor hoje é a associação dos marcadores, especialmente GGT com TDC.

A quase totalidade da literatura deste tema traz dados de populações masculinas e jovens, pelo fato de ser esse o perfil mais freqüente do alcoolista. Ainda precisamos caracterizar marcadores mais eficientes para as populações feminina, idosa e usuária concomitante de outras drogas. Os trabalhos deparam-se com a dificuldade de se definir o padrão-ouro do consumo alcoólico; muitas vezes, utiliza-se a entrevista, a qual, justamente por ser deficiente, havia gerado a necessidade de se buscar o marcador biológico. Outra dificuldade é a adesão do paciente à pesquisa ao longo do tempo, visto que, com freqüência, tem uma vida desregrada, com intercorrências mórbidas psíquicas e orgânicas.

Parece-nos essencial, ainda, uma boa relação médico-paciente, em que o médico consiga extrair as informações com o máximo de fidedignidade na entrevista, já que os marcadores têm um papel coadjuvante.

Precisamos buscar, também, um melhor conhecimento da fisiopatologia do álcool no organismo humano, a fim de obtermos marcadores biológicos cada vez mais confiáveis.

Quanto aos marcadores de tendência, ainda não dispomos de nenhum utilizável na prática clínica. Mas seria pouco viável realizar uma ação profilática discriminativa, voltada para os indivíduos de risco, por ser o álcool uma droga extremamente acessível em quase todo o mundo. Além disso, criar-se-ia um ambiente propício à discriminação social dos "pré-alcoolistas". A necessidade, o valor prático e ético deste conhecimento, portanto, permanece questionável.

AGRADECIMENTOS
Ao Prof. Dr. Flair José Carrilho, pelas correções e sugestões.

Autores:

 

1 Médica, pós-graduanda da Disciplina de GastroenterologiaA Gastroenterologia ou Gastrenterologia (do grego gastro =estômago + entero = intestino), é a especialidade médica que se ocupa do estudo, diagnóstico e tratamento clínico das doenças do aparelho digestivo. O tratamento cirúrgico de tais patologias é abordado pela Cirurgia do Aparelho Digestivo. da FMUSP.
2 Médica residente da Disciplina de Gastroenterologia da FMUSP.

Endereço para correspondência:
Disciplina de Gastroenterologia Clínica do HCFMUSP, Instituto Central, 9º andar
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255 _ Cerqueira César
CEP 05403-000 _ São Paulo, SP
E-mail: mailto:marta@netpoint.com.br

 

 

 

 

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  26. Helander, A.; BeckUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidro­canabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão peri­férica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classifi­cados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva., O. & Borg, S. _ The use of 5-hydroxytryptophol as an alcohol intake marker _ Alcohol Alcohol Suppl 2: 497-502, 1994.
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GGT

BOM DIA , OMEU GGT ESTA AUTO NO VALOR DE 466,0 P QUE DEVO FAZER.QUAL O MEDICO QUE EU PROCURO! DEVO TOMAR ALGUN REMEDIO? ( GUAL).....

GAMA GT - Resultado alterado

Tenho 50 anos - 1.70 alt e 116 kls - Branco -

Sedentário - Uso costumeiro de bebidas alcoolicas - sem exageros...

 

O resultado GAM GT - Material: Soro - = 94 U/L -

Exame repedito e confirmado - - Método Automatizado - A15

Quais as consequências? - O valor é considerado alto?

M obrigado.

 

F Junqueira

ggt

fiz um exame e meu ggt deu 124u/l bebo frequentimente que medidas devo tomar para voltar ao normal

GGT

Por gentileza meu irmão fez um exame de GGT e deu um valor  425   u/l    gostaria de saber qual a molestia e pode ter com esse marcadorVeja marcador biológico..

Obrigado

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"Uma concepção errada que prevalece tanto na profissão médica como no público leigo é que o tratamento da dependência química invariavelmente fracassa.

Nada mais longe da verdade, o tratamento da abstinência é eficaz e seguro, embora a melhora seja variável...

...já é ponto pacífico que o melhor tratamento é uma combinação de terapias medicamentosas e psicossociais, aplicadas as duas em doses otimizadas" >> Continuar...


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