Apresentação (Autores)
Antigos textos literários e religiosos mostram que, em todas as épocas e lugares, os seres humanos deliberadamente usaram (e abusaram de) substâncias capazes de modificar o funcionamento do sistema nervoso, induzindo sensações corporais e estados psicológicos alterados.
Por que as pessoas usam drogas
Mas por quê os intoxicantes são tão procurados? Quais as razões que levam as pessoas a utilizá-los?
A nosso ver podem ser enquadradas em quatro grupos básicos:
1. Para reduzir sentimentos desagradáveis de angústia e depressão. Estes sentimentos seriam :
Gerais, decorrentes da própria condição humana. A angústia do ser humano diante da vida foi muito bem descrita pelos filósofos da corrente existencialista. Para eles o ser humano, sem saber porquê e para que, é jogado no mundo hostil ou indiferente.
Os Diferentes Tipos de Drogas de Abuso
Ao longo da história da humanidade diversos agentes farmacológicos tem sido utilizados com finalidades intoxicantes. Incluem-se neles extratos vegetais, produtos de fermentação e, mais modernamente, diversas substâncias sintéticas.
Os Mecanismos Cerebrais do Abuso de Drogas
Quando uma pessoa usa uma droga psicoativaVeja substância ou droga psicoativa. e o efeito por ela produzido é de alguma forma agradável, este efeito adquire para aquela pessoa o caráter de uma recompensa.
As Causas do Abuso de Drogas
Estudos com alcoólatras mostram que alguns deles começam a beberIngestão de bebida; especificamente, neste contexto, uso de bebida alcoólica. em função de pressões sociais ou como resposta a situações estressantes em suas vidas. Uma vez iniciado o comportamento de consumo de bebidas, a recompensa psicofisiológica induzida pelo álcoolNa terminologia química, os álcoois constituem um numeroso grupo de compostos orgânicos derivados de hidrocarbonetos que contém um ou mais grupos hidroxila (-OH). O etanol (ou álcool etílico, C2H5OH) é um dos membros dessa classe de compostos, e é o principal ingrediente psicoativo das bebidas alcoólicas. Por extensão, o termo “álcool” também é usado para referir-se a bebidas alcoólicas.O etanol resulta da fermentação de açúcar produzida por lêvedos. Em condições normais, as bebidas produzidas por fermentação têm uma concentração de álcool que não ultrapassa 14%. Na produção de álcoois por destilação, ferve-se uma mistura fermentada e o etanol que se evapora é recolhido como um condensado quase puro. Além do seu uso para consumo humano, o etanol é também usado como combustível, como solvente e na manufatura química (veja álcool impróprio para o consumo humano).O álcool absoluto (etanol anidro) é o etanol contendo não mais do que 1% de água por massa. Nas estatísticas sobre produção ou consumo de álcool, o álcool absoluto refere-se ao conteúdo de álcool (como 100% de etanol) das bebidas alcoólicas.Do ponto de vista químico, o metanol (CH3OH), também conhecido como álcool metílico e álcool de madeira (ou de amido), é o mais simples dos álcoois. É usado como um solvente industrial e também como um adulterador para desnaturar o etanol e torná-lo impróprio para o consumo (bebidas metiladas). O metanol é altamente tóxico; dependendo da quantidade consumida, pode produzir turvação da visão, cegueira, coma e morte.Outros álcoois impróprios para o consumo, com efeitos potencialmente nocivos, são consumidos ocasionalmente, como, p.ex., o isopropanol (álcool isopropílico, freqüente em desinfetantes) e etilenoglicol (usado como anticongelante em automóveis).O álcool é um sedativo/hipnótico com efeitos semelhantes aos dos barbitúricos. Além dos efeitos sociais do uso, a intoxicação pelo álcool pode resultar em envenenamento e até morte; o uso excessivo e prolongado pode resultar em dependência ou numa ampla variedade de transtornos mentais orgânicos e físicos.Os transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de álcool (F10) são classificados como transtornos decorrentes do uso de substância psicoativa na CID-10 (F10-F19).Veja também:cardiopatia alcoólica; cirrose alcoólica; dano cerebral associado ao álcool; delirium; encefalopatia de Wernicke; escorbuto; fígado gorduroso alcólico; gastrite alcoólica; hepatite alcoólica; miopatia relacionada com álcool ou drogas; neuropatia periférica; pancreatite alcoólica; pelagra; pseudo-síndrome de Cushing; síndrome amnésica induzida por álcool ou droga; síndrome de deficiência de tiamina; síndrome fetal alcoólica., por condicionamento, tende a fixar esta forma de se comportar. Outros, ao contrário, parecem ser levados por uma compulsãoQuando aplicado ao uso de substâncias psicoativas, o termo se refere a uma necessidade poderosa de consumir a substância (ou substâncias) em questão, necessidade esta atribuída mais a sentimentos internos do que a influências externas. O usuário da substância pode identificar a necessidade como prejudicial ao seu bem-estar e pode ter uma intenção consciente de se refrear. Esses sentimentos são menos característicos da dependência do álcool e de drogas do que do transtorno obsessivo-compulsivo.Veja também:controle prejudicado; craving; necessidade imperiosa. interna ao uso e abuso de bebidas alcoólicas.
Alterações Químicas do Cérebro Induzidas por Drogas
Certas características parecem ser comum a todas as drogas que levam ao abuso:
Neurofarmacologia do álcool e o alcoolismo
O álcool é um depressorQualquer agente que suprime, inibe, ou diminui alguns aspectos da atividade do sistema nervoso central (SNC). As principais classes de depressores do SNC são os sedativos/hipnóticos, os opióides e os neurolépticos. O álcool, os barbitúricos, os anestésicos, as benzodiazepinas, os opiáceos e seus análogos sintéticos são exemplos de drogas depressoras. Os anticonvulsivantes são por vezes incluídos no grupo dos depressores, por causa de suas ações inibitórias da atividade neuronal anormal.Os transtornos relacionados ao uso de depressores são classificados na CID-10 como transtornos por uso de substâncias psicoativas, nas categorias F10 (para o álcool), F11 (para os opióides) e F13 (para os sedativos ou hipnóticos).Veja também:álcool; benzodiazepina; neuroléptico; opióide; sedativo/hipnótico. de muitas ações no Sistema Nervoso Central, e esta depressão é dose-dependente. Apesar de ser consumido especialmente pela sua ação estimulanteCom referência ao sistema nervoso central, qualquer agente que ative, acentue ou aumente a atividade neural; também chamado de psicoestimulante. Compreende as anfetaminas, a cocaína, a cafeína e outras xantinas, a nicotina, e os supressores do apetite sintéticos tais como a fenmetrazina e o metilfenidato. Outras drogas têm ações estimulantes, que, entretanto, não são seus efeitos primários mas que podem se manifestar em altas doses ou após o uso crônico; estas incluem os antidepressivos, os anticolinérgicos, e certos opióides.Os estimulantes podem dar origem a sintomas sugestivos de intoxicação, incluindo taquicardia, dilatação pupilar, aumento da pressão sanguínea, hiperreflexia, sudorese, calafrios, náusea e vômitos, e um comportamento anormal como beligerância, grandiosidade, hipervigilância, agitação e perturbação do juízo crítico. O uso crônico em geral leva a alterações de personalidade e do comportamento tais como impulsividade, agressividade, irritabilidade e desconfiança. Pode ocorrer uma psicose delirante plena. A interrupção da ingestão após períodos de consumo prolongado ou elevado pode produzir uma síndrome de abstinência, com humor deprimido, fadiga, alterações do sono e aumento de sonhos.Na CID-10, os transtornos mentais e comportamentais decorrentes do uso de estimulantes são subdivididos em: devidos ao uso de cocaína (F14) e devidos ao uso de outros estimulantes, inclusive a cafeína (F15), entre os quais destacam-se a psicose anfetamínica e a psicose devida à cocaína.Veja também:transtorno psicótico induzido por álcool ou droga., esta é apenas aparente e ocorre com doses moderadas, resultando da depressão de mecanismos controladores inibitórios. O córtex, que tem um papel integrador, sob o efeito do álcool é liberado desta função, resultando em pensamento desorganizado e confuso, bem como interrupção adequada do controle motor.
Psicoestimulantes: As Anfetaminas e a Cocaína
Os psicoestimulantes abrangem um grupo de drogas de diversas estruturas e que têm em comum ações como aumento da atividade motora e redução da necessidade de sonoSono é um estado ordinário de consciência, complementar ao da vigília (ou estado desperto), em que há repouso normal e periódico, caracterizado, tanto no ser humano como nos outros animais superiores, pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária..
Estas drogas diminuem a fadigaA palavra fadiga é usada cotidianamente para descrever uma série de males, que vão desde um estado genérico de letargia até uma sensação específica de calor nos músculos provocada pelo trabalho intenso.Fisiologicamente,"fadiga"descreve a incapacidade de continuar funcionando ao nível normal da capacidade pessoal devido a uma percepção ampliada do esforço.Fadiga é onipresente na vida cotidiana, mas geralmente torna-se particularmente perceptível durante exercícios pesados.A fadiga possui duas formas; uma se manifesta como uma incapacidade muscular local para desenvolver um trabalho e a outra se manifesta como uma sensação abrangente de falta de energia, corporal ou sistêmica.Devido a estas duas facetas divergentes de sintomas de fadiga, tem sido proposto que as causas da fadiga sejam encaradas sob perspectivas"central"e"periférica"., induzem a euforia e apresentam efeitos simpaticomiméticos (aumento das ações do sistema nervoso simpático). Compreendem as seguintes drogas: anfetamina e cocaína.
Os Alucinógenos
As drogas alucinógenas ou "psicodélicas" apresentam a capacidade de produzir alucinações sem delirio.
O LSD, dietilamina do ácido lisérgico, tornou-se o protótipo de drogas alucinógenas devido à extensão de seu uso, porque ele representa uma família de drogas que são semelhantes e por ter sido exaustivamente estudado.
O grupo de drogas do tipo LSD inclui, o LSD ( derivado do ácido lisérgico), mescalinaUma substância alucinogênica que se encontra no cacto peyote, no sudoeste dos Estados Unidos da América e no norte do México.Veja também:alucinógeno; planta alucinógena. (fenilalquilamina), psilocibinaUm dos alucinógenos naturais que se encontra em mais de 75 espécies de cogumelos dos gêneros Psilocybe, Panaeolus e Conocybe, que crescem em várias regiões do mundo. A psilocibina é o principal alucinógeno encontrado nos cogumelos, mas a psilocina também está presente em pequenas quantidades. No entanto, após sua ingestão, a psilocibina é convertida em psilocina pela enzima fosfatase alcalina; a psilocina é cerca de 1,4 vezes mais potente que a psilocibina.Veja também:alucinógeno. (indolalquilamina) e compostos a eles relacionados.
A maconha
O príncipio ativo D 9 canabinol (THC) parece ser o responsável pelos efeitos centrais da maconha.
O THC apresenta propriedade lipófilica e dissolve rapidamente pela membrana plasmática apresentando uma distribuição heterogênia no cérebro.
O THC parece estimular a fosfolipase A2, aumentando a produção de ácido araquidonico, diacilglicerol (DAG) e inositol trifosfato (IP3),. Este sistema é talvez o responsável pelo THC inibir a canal de Ca++ voltagem dependente que regula a liberação do neurotransmissor.
Manifestações Clínicas do Uso de Drogas
Por razões de brevidade não discutiremos as manifestações clínicas determinadas por cada droga ou grupo de drogas. Limitar-nos-emos a apresentar aqui a classificação geral utilizada pelos psiquiatras, através de um manual de diagnósticos chamado DSM-IV, para os distúrbios relacionados com substâncias.
De acordo com a presente edição do DSM (Diagnostic and Statistic Manual), os distúrbios relacionados com substâncias dividem-se em dois grupos:
Tratamento do Abuso de Drogas
A definição de adicção à droga do National Institute of Drug Abuse (NIDA) como "uma doença cerebral crônica, recidivante, que se expressa comportamentalmente e ocorre em um contexto social" reflete as dificuldades existentes na terapia desta condição. O tratamento destes pacientes envolve medidas farmacológicas e psicoterápicas para auxiliá-los a reestruturar os seus comportamentos.
Bibliografia
Mais Acessados Hoje
Hoje:
- Quais os efeitos imediatos (agudos) do uso da cocaína?
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- Cocaína.
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- O que é um adicto e 12 Passos
- Internação compulsória para tratamento de alcoólatras e dependentes químicos
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- Remédio para o coração pode ajudar viciados em cocaína
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- A metanfetamina, droga mais poderosa que o crack, pode "invadir" o Brasil
- Esteróides Anabolizantes
- Êxtase: MDMA ou 3,4 metilenodioximetanfetamina
- GHB: Efeitos do ácido gama-hidroxibutírico (Ecstasy liquido)
- Álcool e adolescência I: Causas do alcoolismo
- Alterações hematológicas ligadas ao alcoolismo
- Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001



Comentários
CONTINUACAO...FIQUEI TAO
CONTINUACAO...FIQUEI TAO COMPULSIVO QUE A CADA DIA NAO SEI SE MATO ALGUEM OU MEMATO E NAO DOU PAZ A UNICA PESSOA QUE ME ESTENDEU A MAO, PIS QUANDO LEMBRO QUE CONFIEI A MINHA VIDA TODA A UMA PESSOA QUE SIMPLESMENTE NUNCAGOSTOU DE MIM E O PIOR FEZ QUESTAO DE DEMONSTRAR NO MEU AMBIENTE DE TRABALHO E DE MORADIA QUE EU ERA APENAS UMA FIGURA INSIGNIFICANTE ABAIXO DE UM CACHORRO VIRA LATA..SIM ATE HOJE VIVO ME PERGUNTANDO POR QUE NAO PARO JA QUE EXPULSEI ELA DA MINHA VIDA E VIVO COM UMA LINDA E VERDADEIRA GUERREIRA, MAS MEU ODIO MISTURADO COM A VINGANCA AINDA ME LEVA AO CAMINHO DO DIABO, PRECISO DE AJUDA
dependendencia quimica gerada por ansiedade, abstinencia e recai
POR MOTIVOS SENTIMENTAIS E ATE MESMO IRRESPONSAVEIS, ME DEIXEI LEVAR POR UMA VIDA DE INIQUIDADE COM UMA FALSA AUTORIZACAO DE MINHA EX-COMPANHEIRA, DEVIDO O LONGO PERIODO DE CONVIVENCIA DE AMBOS DA MNEIRA LIBERAL IMORAL ONDE A MULHER DISSIMULA CONFIAR NO SEU COMPANHEIRO QUE A SUPRE COM SUA VAIDADE POIS NA VERDADE O HOMEM PARA JUSTIFICAR O SEU SUPOSTO ADULTERIO PASSA A PRESENTEAR A MULHER QUE A MUITO TEMPO JA VEM LHE TRAINDO, MAS, ENQUANTO ESTA TRISTE SITUACAO FICA NO ANONIMATO VAI SE LEVANDO MESMO COM ALUMAS EVIDENCIAS QUE SOMENTE QUE ESTA DE FORA PODE OBSERVAR....POIS BEM O HOMEM ALEGRE E FELIZ QUE EU ERA SE TRANSFORMOU NUM DEPENENTE COMPULSIVO POIS NAO
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